Aluna do Instituto Compartilhar surpreende na mudança de comportamento no Núcleo Deodoro – Rio/RJ e na escola onde estuda

Aluna do Núcleo Deodoro – Rio/RJ, Alline dos Santos, tem melhora na prática esportiva e no seu desenvolvimento pessoal após iniciar nas aulas do projeto Vôlei em Rede.

O esporte traz desenvolvimento e mudanças positivas na vida de quem o pratica. A história da aluna Alline Oliveira dos Santos, do Núcleo Deodoro – Rio/RJ do projeto Vôlei em Rede, é um dos resultados do que o esporte pode proporcionar: seu comportamento na escola onde estuda e no núcleo em que faz aulas de minivôlei teve melhoras significativas.

No início de 2015, com 13 anos, uma menina tímida, acanhada e com medo da bola chegou ao projeto. Para o professor do Núcleo Deodoro, João Fábio Toniato, a Alline está sendo uma grata surpresa. “Ela se transformou em uma das integrantes que mais progrediu no aprendizado dos fundamentos do voleibol e dos valores do projeto”, conta João, que tem muito orgulho em participar de alguma forma no desenvolvimento e sucesso dos seus alunos. O professor ficou ainda mais feliz quando soube que, além de ser destaque no núcleo, Alline também tem sido excelente em sala de aula. Para a coordenadora da Escola Municipal Rosa da Fonseca, Patrícia Nogueira, onde acontecem as aulas do projeto e onde estuda, a aluna sagrou-se destaque por um conjunto de conquistas cognitivas e afetivas. “Este é o caminho, esporte formando cidadãos”, comenta a coordenadora.

A garota confessa que sempre se interessou pelo voleibol, ao assistir aos jogos da modalidade pela televisão. Assim que mudou para o turno da manhã, decidiu que o esporte entraria na sua rotina no período da tarde. “Ao participar de algumas aulas, mesmo me considerando ‘lerdinha no início’ percebi que tenho potencial para me tornar uma jogadora”, revela Alline. Mas não é só a parte do desenvolvimento esportivo que ela leva em consideração. “Através do projeto pude ter consciência que tanto o voleibol, como qualquer outro esporte, não é constituído apenas por jogos, mas também por respeito, compreensão, cooperação, trabalho em equipe e o que acho mais importante, ter humildade para aprender constantemente com o próximo”, diz a garota, que está feliz por ter tido essa oportunidade e gostar de uma forma especial da modalidade.

Voleibol já faz parte da vida de Alline: para ela, o esporte também ensina valores.

Atualmente, existem 15 núcleos do projeto Vôlei em Rede no Rio/RJ, que atendem a cerca de 1.300 crianças e adolescentes. Desde 2010, os Núcleos Rio acontecem em parceria com a Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro e Unilever. A partir de 2014 passaram a receber recursos via Lei de Incentivo ao Esporte em parceria com a Unilever e o Ministério do Esporte.

Efeito Esporte

Quer saber mais sobre os efeitos do esporte na vida de pessoas? No site efeitoesporte.com.br, do Instituto Compartilhar, é possível conhecer o trabalho de acompanhamento dos projetos do Instituto Compartilhar e outras pesquisas relacionadas ao impacto de ações socioesportivas.

Fotos: Divulgação IC.

#Efeitoesporte Pais deficientes visuais de aluno do Instituto Compartilhar transmitem sua paixão pelo esporte para os filhos

Gustavo Machado pratica esporte com valores dentro e fora das quadras: com apenas 9 anos ele leva pais com deficiência visual para acompanharem as suas aulas de minivôlei do Núcleo Central, em Curitiba.

No dia a dia do Núcleo Central – Curitiba/PR é comum ver diversos pais, mães ou responsáveis que acompanham seus filhos a cada aula, principalmente nas categorias menores. Com o aluno Gustavo Machado, 9 anos, do projeto Núcleos de Iniciação ao Voleibol no Paraná, não poderia ser diferente. O que muda nessa história é que ele é quem guia seus pais, deficientes visuais, até o ginásio onde acontecem as aulas.

Todas as terças e quintas-feiras, Gustavo, seus dois irmãos, com 7 e 4 anos, e seus pais saem de Colombo, cidade da Região Metropolitana de Curitiba, e vão até o ginásio do Núcleo Central, de ônibus. O trajeto leva cerca de 50 minutos. “O Gustavo adora o vôlei, sempre quer vir e nunca falta. Às vezes, nós ficamos com preguiça de sair de casa e ele nos incentiva: ‘vamos lá, eu arrumo as coisas para irmos’”, conta rindo a mãe do menino, Isamara Andrea Rubini.

Enquanto Gustavo faz a aula de vôlei, a mãe e os irmãos praticam outros esportes oferecidos no mesmo espaço pelo Governo do Estado, parceiro do Instituto Compartilhar no projeto Núcleos de Iniciação ao Voleibol no Paraná. Os pais do garoto praticam o Goalball – esporte paralímpico em que cada equipe conta com três jogadores titulares. De cada lado da quadra tem um gol e os atletas são, ao mesmo tempo, arremessadores e defensores. O arremesso deve ser rasteiro e o objetivo é balançar a rede adversária.

Gustavo, à frente, é atento e fica de olho em tudo o que acontece na aula.

Vem daí a vontade em transmitir aos filhos o gosto pelo esporte: “o nosso objetivo é mostrar a maioria dos esportes que a gente puder para as crianças, para que um dia eles possam escolher”, revela a mãe, que também gosta de correr. Além do Goalball, o pai é apaixonado pelo Judô.

Casados há quase 10 anos, Alan Jeferson Machado e Isamara Andrea Rubini encaram com naturalidade os desafios que a deficiência os impõe. “No início, nossas mães e irmãs vinham até a nossa casa ajudar com as crianças. Hoje já não precisa mais”, relembra Isamara. “Eles são responsáveis por ajudar na organização da casa, cuidar do cachorro, ler e separar as cartas, além de se arrumarem sozinhos e serem um pouco mais independentes”, comenta o pai Alan.

Gustavo, por ser o mais velho, é quem ajuda os irmãos mais novos no que precisa, principalmente nas tarefas da escola. “Essa parte foi bastante complicada no começo. O Gustavo teve que fazer reforço e se dedicar um pouco mais já que não conseguíamos ajudá-lo muito nas tarefas. Lembro que ele soletrava letra por letra do enunciado, para que conseguíssemos entender e tentar ajudar”, recorda Isamara.

Sobre as crianças terem um cuidado maior com os pais, Isamara finaliza: “dentro de uma família é natural um cuidar do outro, mas no nosso caso eles precisam cuidar um pouco mais, já que nós não enxergamos”, conclui a mãe.

Fotos: Divulgação IC. 

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