De aluna a professora do Instituto Compartilhar: Gabriele Benetti, do projeto Esporte em Ação, conta como o vôlei guiou sua vida

2009: Professora Gabriele Benetti ministra aula de minivôlei no extinto Núcleo Vila Torres, em Curitiba, do Instituto Compartilhar.

A trajetória do Instituto Compartilhar começou a ser trilhada em 1997, quando o Centro Rexona de Excelência do Voleibol – hoje projeto Núcleos de Iniciação ao Voleibol no Paraná – foi criado pelo técnico de voleibol Bernardinho, em Curitiba (PR). Por força do destino, a história da professora Gabriele Benetti com o esporte teve início no mesmo ano, quando aos 11 anos, ela foi selecionada pelo projeto para aprender voleibol. A série #QuemFaz conta um pouco mais sobre essa história.

Atualmente ela trabalha em dois núcleos do projeto Esporte em Ação, na cidade de São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba. Gabriele nunca poderia imaginar que passaria de aluna a professora do Instituto Compartilhar. “Comecei a jogar vôlei na escola, com 11 anos. No mesmo ano teve a peneira para o projeto e eu passei”, conta. E foi assim que a sua carreira como atleta começou.

De aluna a professora: Gabriele ensina às crianças e adolescentes do projeto Esporte em Ação tudo o que aprendeu no Instituto Compartilhar.

Ainda na adolescência, Gabriele jogou pelo time do Paraná Clube. E a opção pelo curso universitário de educação física foi inevitável. Foi na faculdade Tuiuti que, mais uma vez, seu caminho encontrou com o Compartilhar. Na época existia um núcleo do projeto Núcleos de Iniciação ao Voleibol no Paraná dentro da instituição. E adivinhem? Ela foi estagiar lá.

Depois de um ano formada, surgiu a oportunidade de trabalhar como professora do Instituto Compartilhar, no Núcleo Vila Torres do projeto Esporte em Ação, também em Curitiba. O coordenador dos Núcleos São José dos Pinhais, Fabiano Prado, conheceu a professora nessa época. “Por ter sido atleta, ela tem a parte técnica apurada e o grande contato com o Compartilhar facilitou o entendimento e prática da metodologia de ensino ”, explica o coordenador, que não poupa elogios para a Gabi: “os alunos adoram ela. Gabriele sabe bem a hora de pegar firme ou de passar a mão na cabeça”.

Para a professora, o fato de ter passado pelo projeto como aluna e depois como estagiária a fez se sentir mais preparada para exercer a profissão dentro do Compartilhar. “Foi uma coisa boa que aconteceu em minha vida e que me deu direção para seguir nessa área”, comenta. Além das aulas de vôlei, a professora também se divide atendendo empresas de Curitiba com ginástica laboral.

Gabriele esbanja simpatia durante Simpósio de Professores e Coordenadores IC 2015.

Mas como a vida não é só trabalho, sempre que pode ela gosta de curtir uma praia aos finais de semana para tomar sol e aproveitar momentos de tranquilidade. E, como uma boa curitibana, o passeio ao shopping não pode faltar.

Numa parceria com a Prefeitura Municipal de São José dos Pinhais/PR, por meio da Secretaria de Esporte e Lazer (Semel), o Instituto Compartilhar deu início às atividades do Núcleo Cidade Jardim – S. J. dos Pinhais do projeto Esporte em Ação, em 2011. O Compartilhar passou então a oferecer aulas de voleibol e capoeira, estimulando um número crescente de crianças e adolescentes à prática esportiva e à melhoria da qualidade de vida. Devido aos resultados positivos apresentados pelo núcleo, em 2014 foi inaugurado o Núcleo Afonso Pena.

Fotos: Divulgação IC, Leila Nunes e Luis Fernando Vales. 

Ex-alunas ganham bolsas de estudo em instituições americanas por meio do vôlei

As ex-alunas Renata Martins, Rafaella Petrunko e Caroline Bodziak (da esq. p/ dir.) visitam o Núcleo Central do projeto Núcleos de Iniciação ao Voleibol no Paraná e contam aos alunos de lá a influência do esporte em suas vidas.

Três meninas diferentes, mas com uma história e paixão em comum: o voleibol. As ex-alunas do projeto Núcleos de Iniciação ao Voleibol no Paraná do Instituto Compartilhar Caroline Bodziak, Rafaella Petrunko e Renata Martins embarcaram para uma nova vida em terras norte-americanas. Por causa da dedicação ao voleibol, as três conseguiram bolsas para estudar nos Estados Unidos, e por lá vão, ao mesmo tempo, aprender e jogar vôlei nos próprios times das instituições.

A ansiedade pela nova rotina que as espera só não é maior que a alegria da conquista que elas tanto lutaram para alcançar. Para Rafaella, hoje com 18 anos, a ida para a universidade da Geórgia veio depois de bastante estudo. Ela treinou vôlei desde pequena no Instituto Compartilhar, um desejo do pai Vinícius Petrunko, que é analista de projetos da entidade.  Com o inglês afiado e o vôlei muito bem treinado ao longo dos anos, a bolsa de estudos foi motivo de grande alegria: “tudo que o vôlei me proporcionou até agora foi inesperado e muito amplo!”, revela. Por meio do esporte, Rafaella já havia conquistado uma bolsa integral em uma escola internacional de Curitiba (PR).

Compartilhando da mesma sensação de felicidade, Caroline Bodziak também não tinha ideia do que ela poderia conquistar com o esporte. A sua tia era jogadora de vôlei, integrou a seleção brasileira e foi até para as Olimpíadas de Atlanta. O interesse de Caroline, ainda pequena, veio daí, mas mesmo assim não imaginava que chegaria a uma universidade no Texas. Caroline é enfática no conselho vindo de seus apenas 21 anos vividos: “se a gente tem qualquer objetivo, só depende de nós mesmos fazer acontecer. Se não fizermos por nós, ninguém irá fazer”, diz convicta.

Exemplos de determinação: meninas ganham bolsas para estudar nos EUA e motivam colegas a correrem atrás de seus sonhos.

A mais nova desse grupo de ex-alunas é Renata Martins, porém não menos experiente. Ela foi a primeira a conseguir uma bolsa e estudou durante um ano em uma high school (escola secundária) na cidade de Orlando. No último mês foi passar as férias em Curitiba, e agora está de volta aos EUA para concluir os estudos e buscar uma vaga em uma universidade americana. “Quando cheguei, pequenininha, a primeira vez no projeto, por iniciativa dos meus pais, fiquei com muito medo e vergonha. E hoje o vôlei é minha vida, não consigo ficar sem”, conta. Apesar dos desafios enfrentados em um novo país, ela se adaptou bem e levou consigo todos os valores aprendidos durante as aulas no Instituto Compartilhar.

O resultado dessas três histórias juntas é a prova de que a missão adotada pelo Instituto Compartilhar: “Desenvolvimento humano por meio do esporte”, vale a pena. O projeto Núcleos de Iniciação ao Voleibol no Paraná foi criado em 1997 e é o mais antigo da entidade. A multinacional Unilever é parceira do projeto desde sua criação e atualmente estão com ela o Governo do Estado do Paraná e Lei Federal de Incentivo ao Esporte com Ministério do Esporte. O projeto está em Curitiba e em outros 13 municípios do estado, atendendo a 1,6 mil crianças e adolescentes.

Fotos: Divulgação IC.

Ex-aluna do Instituto Compartilhar e moradora do Complexo do Alemão do Rio de Janeiro/RJ, Isabella Araújo, conta como o projeto Vôlei em Rede influenciou sua vida

Ex-aluna carioca, Isabella Araújo, fala sobre a influência do projeto Vôlei em Rede em sua vida.

Quando o Instituto Compartilhar começou a receber as respostas da campanha “Ex-aluno, por onde você anda?” não imaginava quantas boas histórias viriam. Uma delas é da ex-aluna carioca do projeto Vôlei em Rede, Isabella Araújo, 18 anos. Menina de sorriso aberto e firmeza na voz, que durante quatro anos fez do projeto uma oportunidade de vida.

Em 2013, no Rio de Janeiro, a apresentação dos resultados da campanha, que teve a participação do diretor-presidente do Compartilhar e técnico da seleção brasileira masculina de voleibol, Bernardinho, Isabella tomou coragem e deu seu depoimento de vida em público, em frente a cerca de 30 pessoas. Suas palavras emocionaram aos participantes e o Instituto Compartilhar resolveu saber um pouco mais de sua história.

“Entrei no Instituto Compartilhar depois de um sorteio que fizeram no colégio que eu estudava. Como eu sempre gostei de vôlei, resolvi participar. Depois da minha entrada comecei a frequentar as aulas duas vezes por semana e passei por todas as etapas do aprendizado, desde o Mini 2×2 até o Vôlei”, lembra Isa, como é conhecida entre os amigos e familiares.

Recordação: Isabella aproveita visita do técnico e diretor-presidente do Instituto Compartilhar, Bernardinho, no Núcleo Inhaúma – Rio/RJ

Os pais, Jorge Luiz e Zilda Araújo, sempre atenciosos com sua filha faziam questão de incentivar a participação de Isabella, que mora no Complexo do Alemão e ia até o Núcleo Inhaúma do projeto Vôlei em Rede de ônibus. “Os meus pais adoravam me ver participando do projeto. Lembro que ganhávamos ingressos para assistir aos jogos de vôlei na cidade e sem o Instituto não teríamos essa oportunidade de fazer passeios em família e conhecer um mundo que não teríamos acesso”, diz a ex-aluna, que é grata pelo apoio que recebeu.

Dessa época, Isabella conta com entusiasmo os momentos vividos entre novas e perenes amizades formadas, valores aprendidos e dias de muita diversão. “O projeto me ensinou demais, além do vôlei, todos os valores de vida. Até hoje tenho amigos e mantenho contato com o meu professor no núcleo, Roberto Lopes. Tenho ele como um amigo, que me acompanhou em cada fase e me ensinou demais, principalmente a cultivar a união”.

Para o professor Roberto Lopes, “Isabella sempre foi uma líder, buscando o que era certo e justo para o grupo, mesmo que isso fosse dar mais trabalho. Lembro-me dela se esforçando para crescer como jogadora”, recorda com carinho.

E a vida pós projeto? Atualmente Isabella está cursando o último ano do curso de telecomunicação no Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet/RJ) e não pensa em parar de estudar: “No próximo ano pretendo seguir na área de saúde, cursando uma faculdade de odontologia”.

“O projeto me ensinou demais, além do vôlei, todos os valores de vida”, conta Isabella.

“Aprendi que mesmo sendo pobre, moradora de uma comunidade, posso sempre querer mais e me desenvolver na vida. Não desistam de seus objetivos, aproveitem cada oportunidade, e saibam que o projeto vai contar muito para toda vida, não só na questão de evoluir financeiramente, mas na vida familiar e como um todo”, Isabella deixa o recado aos alunos dos projetos socioesportivos do Compartilhar e que desejam um futuro melhor.

Campanha “Ex-aluno, por onde você anda?”

Com o objetivo de mensurar os impactos que a prática esportiva teve na formação de alunos do Instituto Compartilhar, em 2013 foi desenvolvida a campanha “Ex-aluno, por onde você anda?”. Um questionário online com perguntas abertas e fechadas foi disponibilizado e 738 alunos egressos de todo o Brasil participaram. A proposta é mostrar como as atividades de voleibol – aliadas com a metodologia permeada por valores – fizeram diferença na vida dos participantes.

Acesse a pesquisa completa em nosso site www.compartilhar.org.br.

Fotos: Adriana Lorette e arquivo Isabella. 

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