Professora Elizangela Stella dá aulas pelo Instituto Compartilhar na menor cidade entre os núcleos socioesportivos da entidade em todo o país

Professora Elizangela Stella é professora do Instituto Compartilhar desde 2005.

A série de matérias chamada #QuemFaz conta a história de diversos profissionais que tornam os projetos socioesportivos do Instituto Compartilhar especiais. São pessoas como a professora Elizangela Stella, que fazem a diferença na vida de várias crianças e adolescentes. Ela dá aulas de minivôlei no Núcleo Protásio Alves, no Rio Grande do Sul, do projeto Vôlei em Rede.

Elizangela é gaúcha e gosta do clima de cidade pequena que Protásio Alves tem (são apenas 2.400 habitantes).  “Tri-esforçada”, apesar de ter cursado enfermagem e trabalhar em comércios da família, sua vontade era ser profissional de educação física. Não foi fácil, pois a faculdade ficava em outra cidade, cerca de 350 km de Protásio Alves. “No início me mudei para Santa Cruz do Sul, mas apenas por dois semestres, porque logo surgiu o meu primeiro emprego em Protásio. Então eu passei a estudar nos períodos que a universidade oferecia como opção: durante as férias e finais de semana”, conta.

Elizangela (à esq.) participa do Simpósio de Professores e Coordenadores IC 2015 junto com colegas de trabalho de outros núcleos socioesportivos do Instituto Compartilhar.

Em 2005, quando se formou, surgiu a oportunidade de trabalhar com o Compartilhar. A professora conta que desde o início se dedica muito ao projeto Vôlei em Rede e que se sente orgulhosa do que faz, mesmo sendo em uma cidade tão pequena. “É muito gratificante para mim ver o bem que eu faço para os alunos. Eu faço bem para eles e eles fazem bem para mim”, declara.

Ela também é conhecida na cidade pelas festas elaboradas que promove. “Tenho um dom para decorar a escola. Em pouco tempo, faço maravilhas”, afirma sorrindo. No último evento, de São João, ela reuniu mais de 400 pessoas entre alunos, familiares e o pessoal da cidade. Movimentou a noite de sexta-feira na pacata Protásio Alves.

Alunos do Núcleo Protásio Alves/RS, do projeto Vôlei em Rede, aprendem minivôlei com a professora Elizangela.

Além do Compartilhar, Elizangela trabalha ainda na Prefeitura, com projetos especiais para escolas do município. Ela também leciona em outras duas escolas estaduais e dá aula de ginástica laboral em uma empresa da cidade. Em meio a tudo isso, Elizangela ainda arranja tempo para curtir os finais de semana e almoçar diariamente com seus pais, Leonel e Suzana. A professora é a caçula entre nove irmãos e a única filha que seguiu morando com os pais. Por isso, cabe a ela liberar o quarto a cada vez que a família resolve se reunir. “Quando eles chegam é aquela bagunça, a gente passa a noite conversando. Preparamos pães, massas e tudo mais para recebê-los”, revela. Na casa grande, com varanda e quintal, tudo vira festa. Para ela é “tri-legal”, como se diz no Rio Grande do Sul.

Atualmente com 38 anos, ela tem experiência de sobra para pensar em como seguir sua vida. “Amo o que eu faço e sou muito persistente. Tudo que conquistei foi fruto de muito trabalho. Atualmente tenho dedicado um pouco mais de tempo para cuidar de mim”, finaliza Elizangela.

O Núcleo Protásio Alves/RS existe desde 2005, uma parceria com a Prefeitura Municipal, e é o primeiro projeto socioesportivo continuado desenvolvido para as crianças e adolescentes da cidade, que fica na região da Serra Gaúcha. As atividades acontecem no Ginásio Municipal Caetano Peluso, localizado ao lado da escola, o que facilita o trânsito das crianças e adolescentes.

Fotos: IC e Luis Fernando Vales.

Ela é apaixonada pelas crianças e pelo que faz: saiba mais sobre a professora Laura Brasil, do projeto Esporte em Ação, na série #QuemFaz

Em 2007, Laura Brasil (à esq.) visita o Núcleo Central, em Curitiba/PR, junto com a ex-atleta de vôlei de praia e coordenadora do projeto Esporte em Ação no Rio/RJ, Karina Lins e Silva.

Ela é carioca e tem brilho no olhar quando fala sobre sua paixão pelas crianças e pelo seu trabalho. Esta é a professora Laura Brasil, do Núcleo Forte do Leme – Rio/RJ, do projeto Esporte em Ação. Aos 35 anos, sempre com sorriso no rosto e a cabeça borbulhando de novas ideias, ela é a nossa personagem em mais uma matéria da série #QuemFaz, do Instituto Compartilhar.

A cena lá no bairro do Leme é corriqueira. Laura anda pelas ruas, e não tarda a encontrar algum ex-aluno seu. Até em festa de aniversário já topou com algum. Essa coincidência toda tem uma explicação: está desde 2007 no projeto, ano em que tudo começou não só para ela, mas para o Compartilhar no Rio de Janeiro.

Estudou dos 4 meses aos 15 anos em uma mesma escola de período integral, que “tinha quintal e piscina”, lembra. Dessa época, Laura recorda que também fazia ginástica olímpica e natação. Foi no ensino médio, em outro colégio, que surgiu o voleibol: “o professor me convidou para participar do time e eu aceitei”, conta.

Laura (à dir.) se reúne com alunos ganhadores de bolsas para estudar inglês na Uptime – parceira institucional do Instituto Compartilhar – e com seus colegas, também professores do Núcleo Forte do Leme.

Apesar de gostar de esporte, ao fim do ensino médio, estava disposta a cursar engenharia, profissão do pai. Mas foi um estudo vocacional que a fez partir para a educação física. A paixão pelas crianças levou, após a conclusão da faculdade, ao aprofundamento no ensino de natação e vôlei infantis. O gosto pelos pequenos é também refletido em Théo, seu filho, que com 6 anos é o seu xodó. Todas as manhãs são dedicadas a ele.

Já as tardes, Laura se divide entre as aulas de natação e de vôlei. Antes de seu trabalho com o Instituto Compartilhar começar e até mesmo de se formar, ela já dava aulas de minivôlei na Set Point, escola da ex-atleta de vôlei de praia, Karina Lins e Silva, hoje coordenadora do Núcleo Forte do Leme.  A analista de projetos do Compartilhar, Ana Elisa Caron, acompanhou Laura desde o início na entidade e tem muito o que revelar sobre esta grande profissional. “Ela já tinha uma bagagem muito grande de conhecimento do vôlei, aliada a facilidade de trabalhar o esporte de maneira mais lúdica, com brincadeiras. Laura gosta muito de voleibol e das crianças. No projeto Esporte em Ação conseguiu unir estas duas paixões”.

Carisma não falta para essa carioca apaixonada por voleibol: em 2013, Laura pega um autógrafo com o diretor presidente do Instituto Compartilhar, o técnico Bernardinho.

Como já trabalhava com o minivôlei, sua chegada ao Instituto Compartilhar veio como uma oportunidade de agregar conhecimento por meio da Metodologia Compartilhar de Iniciação ao Voleibol. “Laura sempre teve muitas ideias. Chegou num ponto que ela contribuía mais com a gente do que a gente com ela”, brinca Ana.

Com seu jeito brincalhão e alegre, Laura é uma professora marcante na vida dos alunos que passam por ela. Jeferson Silva, seu ex-aluno, participou seis anos do projeto e tem belas lembranças. Até mesmo dos dias de chuva, quando saia de casa e tinha certeza que o dia ia ser animado no núcleo. Hoje, com 19 anos, ele trabalha e estuda para o Enem, com o sonho de conseguir uma vaga na faculdade de arquitetura ou engenharia civil. “Saber que eu pude fazer parte da formação das crianças para mim é muito gratificante”, revela Laura.

“Ela é muito comprometida, engajada e competente no que faz”, revela Ana. Como pessoa, Laura também tem ótimas qualidades: “a presença dela anima onde ela está. Laura está sempre brincando, querendo deixar o ambiente agradável. A alegria e empolgação dela é                                                                                                      contagiante”, confessa a analista de projetos.

Núcleo Forte do Leme

O Núcleo Forte do Leme – Rio/RJ foi a primeira iniciativa do Instituto Compartilhar na cidade do Rio de Janeiro numa parceria com o Exército Brasileiro – por meio do Centro de Estudos de Pessoal (CEP) – e a editora Sextante.

Foto: Divulgação IC.

#QuemFaz Professora do Núcleo Guaratuba/PR, Cássia Graciotto, é exemplo de persistência e, hoje, sente-se realizada com sua profissão

Professora do Núcleo Guaratuba/PR, Cássia Graciotto, transmite o amor pelo projeto Núcleos de Iniciação ao Voleibol no Paraná para a família.

A professora Cássia Graciotto, do Núcleo Guaratuba/PR, do projeto Núcleos de Iniciação ao Voleibol no Paraná, é apaixonada por vôlei e, ao mesmo tempo, é a paixão de seus alunos. Ela não esconde o carinho que tem por eles, tampouco seu amor pelo esporte e profissão. Mas quase que essa história de dedicação ao vôlei seguiu por outros caminhos. É o que vamos contar na série #QuemFaz do Instituto Compartilhar.

Nos tempos de adolescente, Cássia adorava jogar voleibol. Os irmãos mais velhos, também ligados ao esporte no colégio, eram sua influência. “Minha irmã foi minha primeira técnica de vôlei. Ela era acadêmica de educação física e dava aulas no colégio em que eu estudava e treinava”, conta. E assim Cássia se tornou atleta de vôlei. Jogou por vários times paranaenses, ganhou muitas medalhas e foi o salário de atleta que deu condições para pagar sua primeira faculdade: processamento de dados.

A atleta de voleibol formou-se em uma área um pouco distante da que era familiarizada e para quem conhece a professora, a escolha foi no mínimo curiosa. Ela era apaixonada por esportes, principalmente pelo vôlei, mas na época o pai não era muito a favor da profissão de educador físico. Por isso, Cássia havia escolhido este outro caminho. “Eu sou muito ligada ao meu pai, não queria desapontá-lo”, revela. Mas não teve jeito. Sua vida como processadora de dados não deu certo e com 27 anos ela foi em busca do que gostava. Cursou sua segunda faculdade, de educação física, e se descobriu. Quando o pai percebeu que Cássia havia encontrado o seu lugar, aceitou o caminho traçado pela filha e hoje se sente orgulhoso da profissão que ela tem.

Cássia sempre promove atividades diferentes para a garotada do projeto.

Logo que se formou, Cássia prestou concurso para ser professora do Estado do Paraná e também escolheu o lugar que moraria: Guaratuba, localizada no litoral. Durante os anos anteriores ela tinha vivido a maior parte do tempo em Maringá, município do interior paranaense que fica a cerca de 400 km da cidade litorânea. “Guaratuba é uma cidade pequena, gosto de encontrar com meus alunos na rua, todos me conhecem. Acabo participando mais da vida do aluno”, explica Cássia.

Uma de suas alunas, Laura Fischer, 14 anos, também adora esses momentos: “a turma sempre acaba se encontrando, saímos para comer uma pizza, é legal como a professora promove esse entrosamento entre os alunos. Ela vive na nossa idade”, conta. Cássia chegou em Guaratuba sem conhecer ninguém e hoje é casada com Jerri, tem uma filha de 2 anos, a Sofia, e pretende seguir sua vida como professora de educação física na cidade.

Simpósio de Professores e Coordenadores IC 2015: Cássia compartilha experiências do esporte com colegas de trabalho que atuam em diferentes regiões do país.

O projeto Núcleos de Iniciação ao Voleibol no Paraná foi criado em 1997 e é o mais antigo do Instituto Compartilhar. Conta com o Núcleo Central, em Curitiba, e outros 13 núcleos espalhados pelo interior do estado, atendendo cerca de 1,6 mil crianças e adolescentes. São parceiros do projeto: Governo do Estado do Paraná e Unilever. Via Lei Federal de Incentivo ao Esporte: Unilever e Ministério do Esporte.

Fotos: Divulgação IC. 

#QuemFaz: direto de Natal/RN, professor Cláudio de Araújo conta como o voleibol entrou na sua vida

Cláudio de Araújo está no Instituto Compartilhar desde 2011 e leciona suas aulas nas quadras do Natal Volley Club, parceira do projeto Vôlei em Rede.

O sotaque não deixa enganar! O nosso personagem da vez na série #QuemFaz é lá de Natal, Rio Grande do Norte. O professor Cláudio José de Araújo, do Núcleo Natal/RN, do projeto Vôlei em Rede, contou para gente um pouco mais sobre sua vida, e seu dia a dia como profissional de educação física e professor do Instituto Compartilhar.

Cláudio é paulista de nascimento, mas aos cinco anos foi morar com os tios em Natal, após o falecimento da mãe. A capital do Rio Grande do Norte (definida com bom humor pelos seus moradores por ter quatro estações no ano: verão, quentura, calor e mormaço) o recebeu tão bem que ele nem se quer pensa em mudar de cidade. “Gosto de Natal, do calor. Frio, só de vez em quando, mas não para morar”, conta.

O paulista que cresceu em Natal também tem um pouco de carioca em sua personalidade, Cláudio é flamenguista e sempre dá um pulinho até o Rio de Janeiro para acompanhar os jogos do seu time de coração, já foi até para uma final de campeonato. O professor é apaixonado por futebol desde pequeno, mas assim que ingressou no Ensino Médio, no Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), teve que escolher outro esporte, pois lá não tinha futebol, e foi após uma breve passagem pelo basquete que ele chegou ao voleibol. “Treinei e joguei voleibol dois anos pelo IFRN. Depois disso entrei logo para a faculdade de educação física, na Universidade Federal do Rio Grande do Norte”, relembra Cláudio.

Cláudio participa de diálogo durante o Simpósio de Professores e Coordenadores IC 2015, em Curitiba.

Ainda na faculdade um professor de Cláudio, chamado Breno Cabral – proprietário do Natal Volley Club (local onde as atividades do projeto Vôlei em Rede acontecem na cidade), foi um incentivo para ele. “Breno me deu a oportunidade de trabalhar com ele como assistente nos times em que era técnico, e a partir daí comecei realmente a me encaminhar para a área do voleibol profissionalmente”, diz Cláudio. Hoje o professor faz jornada quádrupla: além de professor do Instituto Compartilhar, ele trabalha na Secretaria de Educação do Estado, é técnico de vôlei no Centro de Educação Integrada (CEI) e do time feminino adulto da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

Para Cláudio, o trabalho com o Instituto Compartilhar é muito mais do que ele esperava: “eu sempre trabalhei com voleibol, mas quando entrei no projeto percebi que, com a Metodologia Compartilhar de Iniciação ao Voleibol, a criança tem muito mais facilidade em aprender”. Aluno do professor há três anos, Tiago Barbosa, 14 anos, gosta da paciência com que o professor ensina vôlei e revela o quanto o incentivo foi importante para ele seguir no esporte: “eu achava que não jogava tão bem quanto os outros alunos e o professor Cláudio me ajudou bastante insistindo para que eu ficasse no projeto”, conta.

Professor é conhecido pelos alunos pela persistência e o apoio em não deixar ninguém desistir.

Cerca de 210 crianças e adolescentes são atendidas pelo projeto Vôlei em Rede em Natal. O Núcleo Natal/RN existe desde 2006 e conta com a parceria da Prefeitura Municipal do Natal, Natal Volley Club, Centro de Educação Integrada e Universidade Potiguar.

Fotos: Divulgação IC. 

#QuemFaz: Laerte Rodrigues, professor do Núcleo São Vicente – Campinas/SP do projeto Vôlei em Rede, conta um pouco de sua história e paixão pela profissão

Início da carreira dentro do Instituto Compartilhar: professor Laerte Rodrigues ministra suas primeiras aulas no Núcleo São Vicente - Campinas/SP do projeto Vôlei em Rede.

O professor Laerte Rodrigues, personagem da vez na série #QuemFaz do Instituto Compartilhar é um exemplo daquela conhecida frase: “quem acredita sempre alcança”. Certo do que queria como profissão e propósito de vida desde muito cedo, hoje com 42 anos ele é professor de educação física, casado, tem um filho e dá aulas no Núcleo São Vicente em Campinas, do projeto Vôlei em Rede, com muito empenho e dedicação.

O início não foi fácil. Mas quem disse que seria? “Trabalho desde os 11 anos de idade. Passei por borracharia, funilaria, madeireira e lava rápido. Tive uma história desafiadora para conseguir sair da minha situação inicial de dificuldade”, conta Laerte, que é um dos seis filhos homens de sua família.

Foi um professor de educação física na adolescência de Laerte que despertou a vontade em seguir pelos caminhos dessa profissão. “Lembro até hoje das atividades que ele fazia.  Quando eu tive oportunidade, não pensei duas vezes e fiz a faculdade de educação física já com o objetivo de sair de lá um professor e dar aula em escola”, relembra.

Festival de final de ano dos Núcleos Campinas/SP: Laerte (à esq.) se reúne com professores do projeto Vôlei em Rede durante evento que conta com a participação do diretor presidente do Instituto Compartilhar, o técnico Bernardinho.

Com 17 anos ele soube que a PUC-Campinas oferecia bolsas de estudos para funcionários. Em seis meses ele foi efetivado, e antes de completar 18 anos trabalhava no setor administrativo da universidade, com o benefício de uma bolsa integral de estudos. Alegria demais. Saiu de lá formado em educação física e disposto a trabalhar na área. Em pouco tempo, ele conquistou o 17º lugar entre os mais de mil candidatos no concurso público da Prefeitura de Campinas e alcançou o seu objetivo.

Já o voleibol veio de uma forma inesperada. “Fui tomando gosto pelo vôlei a partir do primeiro contato com o Instituto Compartilhar no ano de 2009, quando abriram os dois primeiros núcleos em Campinas, o São Marcos e São Vicente. A escola que trabalho tinha uma cultura do futebol muito forte e por isso eu não sabia se ia dar certo”, revela.

E não é que deu? Em seis anos, o principal esporte da escola hoje é o vôlei. Laerte conta com orgulho esse feito conseguido graças ao projeto Vôlei em Rede. A parceira institucional do Compartilhar e dos núcleos Campinas e Itu/SP do projeto Vôlei em Rede, Brasil Kirin, e a presença da equipe adulta masculina de vôlei profissional da empresa na cidade é um incentivo a mais. O aluno Vinícius Santos, 15 anos, da categoria Vôlei, tem aulas com o Laerte, está no projeto desde o início e sabe bem a importância que o professor tem: “eu gosto do jeito que ele ensina vôlei, se não fosse por ele eu não jogaria como jogo hoje”, conta.

Laerte participa do Simpósio de Professores e Coordenadores IC 2015 ao lado de colegas que também trabalham na entidade, mas em diferentes regiões do país.

O professor Laerte sabe ainda que dentro do que pode fazer, entrega sempre o seu melhor: “se me perguntassem na época da faculdade se eu estaria trabalhando com o vôlei dessa forma, nunca imaginava. A cada simpósio (evento promovido pelo Instituto Compartilhar para todos os professores e coordenadores da instituição), cada iniciativa de ação coletiva, só aumenta a vontade de fazer parte do projeto. Quero me aposentar sendo professor do Instituto Compartilhar”.

Atualmente, existem quatro núcleos do projeto Vôlei em Rede em Campinas/SP, que atendem a cerca de 300 crianças e adolescentes da rede municipal de ensino. Os Núcleos Campinas/SP acontecem em parceria com a Prefeitura Municipal de Campinas, Brasil Kirin e com apoio da Sanasa.

Fotos: Divulgação IC.

#Quemfaz: conheça Vinícius Petrunko, analista de projetos do Instituto Compartilhar

Vinícius Petrunko (terceiro da esq. p/ dir.) junto à Bernardinho e as atletas do Rexona, quando a equipe Rexona treinada em Curitiba/PR.

Vinícius Petrunko, com quase 40 anos de muitas experiências de vida, tem bastante história bacana para contar. Antes de se tornar analista de projetos do Instituto Compartilhar, trabalhou em uma franquia de fast-food e teve o privilégio de estar ao lado do técnico Bernardinho no início do antigo projeto Rexona em Curitiba, lá em 1997. Agora fica mais fácil entender sua paixão pelo voleibol. Além do esporte, Vinícius tem outros amores: é casado e é pai de três filhos.

Ainda nos tempos do ensino médio, quando adolescente, Vinícius já pensava em cursar educação física, pois gostava de esportes. No entanto, o sonho de morar fora e o trabalho na franquia de fast-food quase o fizeram seguir por outro caminho. “Eu estava terminando os estudos. Trabalhava na franquia de fast-food e tinha uma chance boa de crescer! Fiquei dois anos sem estudar, só trabalhando, mas aí meu pai me deu uma chamada porque eu não estava estudando. E foi aí que decidi prestar o vestibular para educação física”, recorda Vinícius.

Esse começo foi mesmo cheio de surpresas. Nessa época de transição, entre o trabalho no fast-food, onde Vinícius conheceu sua atual esposa, e a aprovação no vestibular de educação física pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), ele soube que seria pai de um menino. E um ano depois, viria mais uma filha a caminho. “Apesar da surpresa, a questão dos filhos me ajudou a ter mais maturidade e responsabilidade no trabalho. Afinal, eu contava com aquela renda”, lembra Vinícius, que mais tarde, com 30 anos, teve mais uma filha.

Clínica de Minivôlei do Instituto Compartilhar: Vinícius ministra curso em 2006. Ao seu lado direito, seu filho e ex-aluno Lucas Petrunko ouve as orientações do pai.

Desde os tempos do início do projeto Núcleos de Iniciação ao Voleibol no Paraná, o analista de projetos recorda como foi seu primeiro contato: “eu estava na faculdade ainda, em 1997, e uma amiga minha que trabalhava no Ginásio do Tarumã (local onde acontecia o projeto), me ligou falando que teria uma peneira para uma iniciativa com o Bernardinho, e que eles precisavam de gente para ajudar. Fui até lá e no começo ajudei na organização, na parte dos crachás”, relembra Vinícius.

Quando as atividades começaram na semana seguinte, Vinícius foi chamado para integrar o projeto como assistente de professor, e o primeiro com quem ele trabalhou junto foi Hélio Griner. Até hoje Hélio é auxiliar técnico do Bernardinho e também é técnico da Seleção Brasileira Feminina Universitária de Vôlei.

“De 1998 até 2004 tive também o privilégio de trabalhar com a equipe adulta do time Rexona para ajudar nos treinos. Nos últimos dois anos, fui assistente do Hélio, que na época era o técnico principal do grupo. Fiz viagens pela Superliga com a equipe, dei treinos. Foi um processo muito rico. E até hoje quando o Hélio é técnico ele me chama para trabalhar junto, como na Universiade. Um campeonato fantástico e que tive a oportunidade de ir duas vezes”, conta.

Analista de projetos do Instituto Compartilhar é apaixonado por vôlei e grato por todas as oportunidades proporcionadas pelo esporte.

A colega de trabalho e também analista de projetos do Instituto Compartilhar, Kátia Keller, admira muito Vinícius. “Eu conheci o ‘Vico’ – como chama carinhosamente o amigo – em 1997, quando iniciou o projeto em Curitiba. Desde então tenho ele como um grande exemplo de dedicação, compromisso e amor ao trabalho”. Kátia lembra que quando passou a trabalhar na coordenação de alguns núcleos do projeto Vôlei em Rede teve muito apoio de Vinícius. “Aprendi muitas coisas com ele e hoje trocamos bastante ideias. Trabalhamos de maneira parecida e tudo o que pensamos para melhorar as atividades dos núcleos aplicamos e testamos juntos”. Kátia complementa: “É um grande parceiro e profissional e um exemplo de pai e amigo. Esse é o Vinícius. Espero poder ter ainda muitos anos de parceria com ele!”.

Atualmente como analista de projetos, Vinícius é um dos responsáveis pela aplicação da Metodologia Compartilhar de Iniciação ao Voleibol, além de cuidar remotamente dos núcleos do projeto Vôlei em Rede da entidade no Rio de Janeiro. “Todas as oportunidades que eu e minha família tivemos estão totalmente ligadas ao Instituto e ao vôlei”, comenta com carinho. Seus dois filhos mais velhos participaram do projeto e a caçula ainda faz aulas. É a família unida em torno do vôlei.

Parceiros Institucionais mantenedores que acreditam na causa do Instituto Compartilhar e que viabilizam financeiramente as atividades da entidade: Uptime, Unilever e Brasil Kirin.

Fotos: Divulgação IC. 

#Quemfaz: conheça o professor do projeto Vôlei em Rede no Rio de Janeiro, Roberto Lopes

Desde 2010 no projeto, o Professor Roberto Lopes (à esq.) mantém o sorriso no rosto e a dedicação com seus alunos.

Roberto Cardoso Lopes é aquele professor que os alunos adoram. O carioca de 55 anos é casado, e considera todos os seus alunos como filhos e o vôlei, como seu trabalho e paixão. Roberto é o professor homenageado da vez na nossa seção #QuemFaz, que vai mostrar quem são as pessoas que fazem todo o trabalho do Instituto Compartilhar Brasil afora.

Roberto é professor do Compartilhar desde 2010, mesmo ano em que começaram as atividades do projeto Vôlei em Rede no Rio. Através da parceria com a Prefeitura Municipal da cidade, o Instituto chegou até a escola, na qual o professor já dava aulas de educação física. “Na época, a diretora me chamou perguntando se eu gostaria de participar de um projeto de vôlei no contraturno. Como eu sempre fiz coisas diferenciadas no colégio, incluindo atividades extras em diversas modalidades, aceitei”, lembra o professor.

No entanto, esta paixão pelo vôlei demorou um pouco a aflorar. Quando se formou em educação física pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, lá por volta de 1985, ele pretendia trabalhar com futebol. Na época, Roberto quase terminou uma pós-graduação em futebol, inclusive chegou a ter uma rápida experiência no América Football Club.  Mas foi em 1988 que a carreira tomou outro rumo, Roberto entrou como professor concursado na rede municipal. Desde então, passou a ensinar crianças e adolescentes tudo que a prática esportiva tem a oferecer.

No meio da garotada durante o Festival Vôlei em Rede no Parque em 2015.

Pelo projeto Vôlei em Rede no Rio ele tem um título e tanto: é um dos recordistas em alunos atendidos. “Você tem que vibrar, viver e trabalhar por aquilo que gosta”, defende Roberto, que hoje tem como seu esporte preferido o vôlei. “Assisto vôlei, vou muito aos treinos do Rexona-Ades aqui no Rio, e sempre estou junto com os alunos nos festivais de Minivôlei, passeios, competições e jogos no Maracanãzinho”, revela.

Fora o vôlei, conseguimos descobrir outra paixão do professor: suas idas a Niterói, onde tem casa na praia de Itaipu. “Nasci no Rio e o máximo que vou é até Niterói. Lá acordo cedo, caminho na praia, dou meus mergulhos e passo a tarde escutando o barulho do vento sentado na varanda”, conta. O professor irá se aposentar no próximo ano, mas para alegria dos seus alunos, Roberto pretende continuar seu trabalho dentro do Instituto Compartilhar.

Atualmente, existem 15 núcleos do projeto Vôlei em Rede no Rio/RJ, que atendem a cerca de 1.300 crianças e adolescentes. Desde 2010, os Núcleos Rio acontecem em parceria com a Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro e Unilever. A partir de 2014 passaram a receber recursos via Lei de Incentivo ao Esporte em parceria com a Unilever e o Ministério do Esporte.

Fotos: Divulgação IC. 

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