#QuemApoia: motorista Silvério coleciona bons momentos de 18 anos de parceria com o Instituto Compartilhar

2012: Silvério recebe homenagem das mãos do diretor presidente do Instituto Compartilhar, Bernardinho, em evento promovido no Rio de Janeiro/RJ.

De fala fácil, as histórias de João César Silvério, mais conhecido como Silvério, dariam um livro, com muitos capítulos. Hoje com 62 anos de vida, ele é motorista em Curitiba (PR) e atende o Instituto Compartilhar há 18 anos, sempre que preciso, em percursos pela cidade, ou em viagens pelo país.

Essa relação de longa data começou no dia do lançamento do Centro Rexona de Excelência do Voleibol – hoje projeto Núcleos de Iniciação ao Voleibol no Paraná, criado por Bernardinho em Curitiba (PR) no ano de 1997. Foi neste dia que ele conheceu o técnico de voleibol: “eu busquei ele no hotel, fomos até o aeroporto pegar um convidado, e na volta dei o cartão da minha empresa para ele. Um belo dia, ele me ligou para um novo trabalho. Quase caí da cadeira”, relembra Silvério.

Desde então, ele passou a transportar a equipe profissional feminina do Rexona-AdeS para os treinos em Curitiba e trajetos até o aeroporto para jogos pelo Brasil. Não demorou muito e ele virou também o motorista da seleção feminina brasileira de voleibol, na época em que o time treinava na capital paranaense.

Motorista para todas as horas, Silvério ganha presentes do gerente executivo do Instituto Compartilhar, Luiz Fernando Nascimento, em 2015.

Certo dia, a ex-atleta Fernanda Venturini chamou o Silvério e o surpreendeu ao falar: “apareça lá em casa para pegar o convite do nosso casamento”. Além de ir ao casamento de Bernardinho, ele também ficou responsável por levar os convidados do hotel para o local do evento.

Não é por menos que Silvério é enfático: “dentro e fora de quadra, Bernardinho é o cara”, diz, orgulhoso em ter construído uma relação muito profissional com o técnico e ainda receber o carinho e reconhecimento pelo trabalho que faz.

Após a criação do Instituto Compartilhar, ele seguiu fortalecendo os laços. “Graças ao Compartilhar tive a oportunidade de conhecer o Paraná inteiro viajando pelos festivais Internúcleos”, recorda. O Silvério é também conhecido pela sua proatividade. “Sempre digo que sou motorista. Mas se estou parado, eu ajudo no que posso. Desde carregar os materiais até fitar a quadra”.

18 anos de parceria só poderiam resultar em amizade: Silvério cheio de saúde participa de confraternização de final de ano da entidade.

O gerente-executivo do Instituto Compartilhar, Luiz Fernando Nascimento – o Nando -, tem grande consideração por Silvério. “O Silvério está com a gente há 18 anos e acompanhou todo o nosso processo de crescimento. Ele virou, praticamente, um membro da família do Compartilhar”, afirmou.

De acordo com o gerente, como um Amigo do Compartilhar, Silvério se disponibiliza como doador de recursos e de serviços. Nando ainda conta uma curiosidade interessante sobre ele: “o Silvério é um cara que guarda as datas, então se existe dúvida sobre determinado episódio, é só falar com ele”, brinca.

Casado, Silvério tem três filhos. Um deles inclusive participou do projeto e é formado em educação física. Ele espera seguir construindo belas histórias: “enquanto eu tiver saúde vou continuar trabalhando e seguindo no que gosto de fazer”, finaliza.

Fotos: Divulgação IC. 

Uma epidemia mundial chamada Obesidade

Dados da Organização Mundial da Saúde e do Ministério da Saúde no Brasil alertam: a obesidade é uma epidemia e precisa de atenção. Levantamento do Ministério da Saúde, realizado em 2013, revela que 51% da população brasileira está acima do peso. Em 2006, o percentual era de 43%. Homens são maioria, 54%. Nas mulheres, o índice chega a 48%.

A fim de levantar essa discussão, o Instituto Compartilhar promoveu em Curitiba, no último dia 03 de julho, a mesa redonda “Diferentes Visões para Combater a Obesidade” – um momento em que palestrantes de diferentes áreas: educação física, medicina, nutrição e psicologia mostraram suas visões sobre o assunto para um público de profissionais do esporte e da saúde. Mas e afinal, o que devemos saber sobre o combate a obesidade?

  • Doença: a genética influencia de 40 a 70% nos casos de obesidade, destaca o docente de educação física, Marcelo Ribas. E ainda, de acordo com a psicóloga Camila Chudek, é preciso tirar a concepção de que a pessoa é obesa por preguiça ou falta de vontade. “Há de se compreender que é uma patologia e o quão importante é o apoio para que se busque tratamento”.
  • Identificação: alterações como hérnia de hiato, refluxo, diabetes e hipertensão são sinais de alerta. Para o médico Antônio Hirt “a partir do momento que a gordura começa a interferir nos exames laboratoriais, é preciso se preocupar”. O docente de Educação Física, Adel Youssef, também alerta: a obesidade nunca anda sozinha, vem acompanhada de diversos outros problemas. No âmbito psicológico, Camila explica que existem três formas de comer – o Comer por prazer, Comer nutricional e o Comer por necessidade. “O Comer por prazer torna-se um problema quando esse é o único prazer que a pessoa tem, se afastando de outras atividades, comendo mais e assim formando um problema”.
  • Tratamento: “Tratar a obesidade não tem fórmula mágica, cada pessoa é única”, diz a nutricionista Eliane Tagliari. “A obesidade tem uma origem, começando muitas vezes na própria barriga da mãe. Vivemos em um ambiente ‘obesogênico’. Não somente o que ingerimos, mas o meio em que vivemos. Quando pensamos no contexto social da obesidade, é um problema complexo”, explica. O professor Marcelo Ribas reforça a necessidade de uma visão multidisciplinar no tratamento da obesidade com o trabalho em conjunto de médicos, nutricionistas, psicólogos, profissionais do esporte, entre outros.
  • Prevenção: a nutricionista Eliane, é enfática: “a indústria do alimento nos engana, com alimentos naturais que não são. Passam uma mensagem que o alimento é uma maravilha – mas será que é mesmo? Qualquer coisa que você for ingerir, leia o rótulo, e veja se vale a pena!”. No que diz respeito à atividade física, Marcelo Ribas chama a atenção para que o treinamento esportivo beneficie sem constranger e dá a dica para os profissionais: “vamos identificar o público, utilizar das metodologias de treinamento para que possamos usar um sistema próprio e personalizado para cada pessoa”.

Avaliação do Peso Ideal

O Índice de Massa Corporal (IMC) é uma forma para conhecer o estado nutricional do indivíduo.  Para calculá-lo, basta dividir o peso em quilogramas pelo quadrado altura em metros (IMC = peso / altura x altura). O IMC é apenas um indicativo para descobrir se está no peso ideal. Outros fatores como sexo, idade, condicionamento físico devem ser levados em conta.

IMC Classificação
< 18.5 Abaixo do Peso
18.5–24.9 Peso normal
25.0–29.9 Sobrepeso
30.0–34.9 Obesidade grau I
35.0–39.9 Obesidade grau II
≥ 40.0 Obesidade grau III