#QuemApoia: motorista Silvério coleciona bons momentos de 18 anos de parceria com o Instituto Compartilhar

2012: Silvério recebe homenagem das mãos do diretor presidente do Instituto Compartilhar, Bernardinho, em evento promovido no Rio de Janeiro/RJ.

De fala fácil, as histórias de João César Silvério, mais conhecido como Silvério, dariam um livro, com muitos capítulos. Hoje com 62 anos de vida, ele é motorista em Curitiba (PR) e atende o Instituto Compartilhar há 18 anos, sempre que preciso, em percursos pela cidade, ou em viagens pelo país.

Essa relação de longa data começou no dia do lançamento do Centro Rexona de Excelência do Voleibol – hoje projeto Núcleos de Iniciação ao Voleibol no Paraná, criado por Bernardinho em Curitiba (PR) no ano de 1997. Foi neste dia que ele conheceu o técnico de voleibol: “eu busquei ele no hotel, fomos até o aeroporto pegar um convidado, e na volta dei o cartão da minha empresa para ele. Um belo dia, ele me ligou para um novo trabalho. Quase caí da cadeira”, relembra Silvério.

Desde então, ele passou a transportar a equipe profissional feminina do Rexona-AdeS para os treinos em Curitiba e trajetos até o aeroporto para jogos pelo Brasil. Não demorou muito e ele virou também o motorista da seleção feminina brasileira de voleibol, na época em que o time treinava na capital paranaense.

Motorista para todas as horas, Silvério ganha presentes do gerente executivo do Instituto Compartilhar, Luiz Fernando Nascimento, em 2015.

Certo dia, a ex-atleta Fernanda Venturini chamou o Silvério e o surpreendeu ao falar: “apareça lá em casa para pegar o convite do nosso casamento”. Além de ir ao casamento de Bernardinho, ele também ficou responsável por levar os convidados do hotel para o local do evento.

Não é por menos que Silvério é enfático: “dentro e fora de quadra, Bernardinho é o cara”, diz, orgulhoso em ter construído uma relação muito profissional com o técnico e ainda receber o carinho e reconhecimento pelo trabalho que faz.

Após a criação do Instituto Compartilhar, ele seguiu fortalecendo os laços. “Graças ao Compartilhar tive a oportunidade de conhecer o Paraná inteiro viajando pelos festivais Internúcleos”, recorda. O Silvério é também conhecido pela sua proatividade. “Sempre digo que sou motorista. Mas se estou parado, eu ajudo no que posso. Desde carregar os materiais até fitar a quadra”.

18 anos de parceria só poderiam resultar em amizade: Silvério cheio de saúde participa de confraternização de final de ano da entidade.

O gerente-executivo do Instituto Compartilhar, Luiz Fernando Nascimento – o Nando -, tem grande consideração por Silvério. “O Silvério está com a gente há 18 anos e acompanhou todo o nosso processo de crescimento. Ele virou, praticamente, um membro da família do Compartilhar”, afirmou.

De acordo com o gerente, como um Amigo do Compartilhar, Silvério se disponibiliza como doador de recursos e de serviços. Nando ainda conta uma curiosidade interessante sobre ele: “o Silvério é um cara que guarda as datas, então se existe dúvida sobre determinado episódio, é só falar com ele”, brinca.

Casado, Silvério tem três filhos. Um deles inclusive participou do projeto e é formado em educação física. Ele espera seguir construindo belas histórias: “enquanto eu tiver saúde vou continuar trabalhando e seguindo no que gosto de fazer”, finaliza.

Fotos: Divulgação IC. 

Uma epidemia mundial chamada Obesidade

Dados da Organização Mundial da Saúde e do Ministério da Saúde no Brasil alertam: a obesidade é uma epidemia e precisa de atenção. Levantamento do Ministério da Saúde, realizado em 2013, revela que 51% da população brasileira está acima do peso. Em 2006, o percentual era de 43%. Homens são maioria, 54%. Nas mulheres, o índice chega a 48%.

A fim de levantar essa discussão, o Instituto Compartilhar promoveu em Curitiba, no último dia 03 de julho, a mesa redonda “Diferentes Visões para Combater a Obesidade” – um momento em que palestrantes de diferentes áreas: educação física, medicina, nutrição e psicologia mostraram suas visões sobre o assunto para um público de profissionais do esporte e da saúde. Mas e afinal, o que devemos saber sobre o combate a obesidade?

  • Doença: a genética influencia de 40 a 70% nos casos de obesidade, destaca o docente de educação física, Marcelo Ribas. E ainda, de acordo com a psicóloga Camila Chudek, é preciso tirar a concepção de que a pessoa é obesa por preguiça ou falta de vontade. “Há de se compreender que é uma patologia e o quão importante é o apoio para que se busque tratamento”.
  • Identificação: alterações como hérnia de hiato, refluxo, diabetes e hipertensão são sinais de alerta. Para o médico Antônio Hirt “a partir do momento que a gordura começa a interferir nos exames laboratoriais, é preciso se preocupar”. O docente de Educação Física, Adel Youssef, também alerta: a obesidade nunca anda sozinha, vem acompanhada de diversos outros problemas. No âmbito psicológico, Camila explica que existem três formas de comer – o Comer por prazer, Comer nutricional e o Comer por necessidade. “O Comer por prazer torna-se um problema quando esse é o único prazer que a pessoa tem, se afastando de outras atividades, comendo mais e assim formando um problema”.
  • Tratamento: “Tratar a obesidade não tem fórmula mágica, cada pessoa é única”, diz a nutricionista Eliane Tagliari. “A obesidade tem uma origem, começando muitas vezes na própria barriga da mãe. Vivemos em um ambiente ‘obesogênico’. Não somente o que ingerimos, mas o meio em que vivemos. Quando pensamos no contexto social da obesidade, é um problema complexo”, explica. O professor Marcelo Ribas reforça a necessidade de uma visão multidisciplinar no tratamento da obesidade com o trabalho em conjunto de médicos, nutricionistas, psicólogos, profissionais do esporte, entre outros.
  • Prevenção: a nutricionista Eliane, é enfática: “a indústria do alimento nos engana, com alimentos naturais que não são. Passam uma mensagem que o alimento é uma maravilha – mas será que é mesmo? Qualquer coisa que você for ingerir, leia o rótulo, e veja se vale a pena!”. No que diz respeito à atividade física, Marcelo Ribas chama a atenção para que o treinamento esportivo beneficie sem constranger e dá a dica para os profissionais: “vamos identificar o público, utilizar das metodologias de treinamento para que possamos usar um sistema próprio e personalizado para cada pessoa”.

Avaliação do Peso Ideal

O Índice de Massa Corporal (IMC) é uma forma para conhecer o estado nutricional do indivíduo.  Para calculá-lo, basta dividir o peso em quilogramas pelo quadrado altura em metros (IMC = peso / altura x altura). O IMC é apenas um indicativo para descobrir se está no peso ideal. Outros fatores como sexo, idade, condicionamento físico devem ser levados em conta.

IMC Classificação
< 18.5 Abaixo do Peso
18.5–24.9 Peso normal
25.0–29.9 Sobrepeso
30.0–34.9 Obesidade grau I
35.0–39.9 Obesidade grau II
≥ 40.0 Obesidade grau III

 

 

Bett Brasil Educar 2015 apresenta as melhores soluções e tendências na área educacional

Entre os dias 20 e 23 de maio de 2015 acontece em São Paulo, no Expo Exhibition & Convention Center, a Bett Brasil Educar 2015, o maior evento de educação da América Latina. Realizada pela i2i Eventos e organizada pela Futuro Eventos, esta edição terá como tema “A escola dos nossos sonhos: horizontes possíveis, desafios imediatos”. O evento contará com a participação de mais de 250 expositores da área educacional e de tecnologia, que durante estes quatro dias, apresentarão as melhores soluções e tendências.

Para 2015, a grande novidade será a realização das Palestras de Tecnologia Educacional da Bett Brasil, que abordarão desde o papel das mídias na sala de aula, até estratégias pedagógicas para a integração da tecnologia no currículo educacional brasileiro. Serão realizados workshops, palestras e seminários exclusivos que trarão em primeira mão as principais tendências e novidades do setor.

“O evento oferece uma oportunidade para que os mantenedores de escolas, diretores e coordenadores, representantes públicos e profissionais de áreas afins, compradores e os decisores dos mais altos níveis educacionais de instituições públicas e privadas possam conhecer novos fornecedores e tecnologias, além de propiciar um importante momento de atualização profissional”, destaca Andrea Bisker, diretora executiva da i2i Eventos.

Ao todo estão programadas 165 atividades, que acontecerão simultaneamente em 11 auditórios, e que contarão com a participação de grandes nomes do cenário educacional brasileiro e do exterior. Entre os temas abordados estão: Alfabetização, Comunicação e Letramento; Avaliação na Educação; Currículo na Educação; Educação da Infância; Educação Integral; Educação e Tecnologia; Educação Profissional e Tecnológica; Formação Profissional e Metodologia de Ensino; Gestão e Políticas Educacionais.

A visitação à feira é gratuita, já os workshops, fóruns e seminários são pagos. A tabela com os valores de investimento e também a programação completa estão disponíveis para download no site www.bettbrasileducar.com.br.
Serviço: Bett Brasil Educar 2015
Quando: 20 a 23 de maio
Horário: 9h às 20h
Local: São Paulo Expo Exhibition & Convention Center
Endereço: Rodovia dos Imigrantes, KM 1,5 – São Paulo

Sobre a i2i Eventos
A i2i Events Group oferece exposições de classe mundial e eventos de grande porte em setores-chave, incluindo casa e decoração, moda, varejo, saúde, energia, meio-ambiente, educação, tecnologia e mídia. Seu portfólio de eventos em todo o mundo inclui Bett, Spring Fair, World Retail Congress e Pure London. Orgulha-se de abrir possibilidades para seus clientes e a cada ano traz mais de 250 mil tomadores de decisão em seus eventos, além de testar, comprar e vender produtos brilhantes, serviços, ideias e soluções. A empresa é dirigida por Mark Shashoua que se juntou a EMAP como Group MD da EMAP em novembro de 2011 e tornou-se CEO da i2i Events Group em março de 2012. O grupo i2i Events faz parte do Top Right Group, anteriormente conhecido como Emap International Ltd.

Sobre a Futuro Eventos
Com mais de 20 anos de atuação, a Futuro Eventos promove e organiza congressos e feiras, levando palestrantes nacionais e internacionais aos quatro cantos do país para fomentar conhecimentos e parcerias, ampliar o intercâmbio entre entes de diversos setores e propiciar mais oportunidades de negócios. Com o objetivo de propiciar conteúdo, profissionalizar e oportunizar a troca de conhecimento, hoje o Grupo Futuro é uma referência mundial na gestão de eventos, feiras e congressos de qualquer área, visando contribuir para o desenvolvimento e o futuro dos brasileiros, com responsabilidade, comprometimento, transparência e excelência.

Em 2014, São Paulo recebe a 21ª edição Educar/Educador e Bett Brasil – Feira e Congresso Internacional de Educação

A Futuro Eventos, empresa paranaense que há 20 anos contribui para a Formação Continuada de educadores de todo o Brasil, está à frente da gestão da 21ª edição da Educar/Educador – Feira e Congresso Internacional de Educação, evento realizado em conjunto com a Bett Brasil, de 21 a 24 de maio de 2014, em São Paulo-SP.

Com o objetivo de elevar cada vez mais a qualidade deste evento, a Futuro Eventos fechou uma grande parceria internacional com a promotora de eventos inglesa i2i, pertencente ao Top Right Group, que há 26 anos é responsável pelo maior evento mundial de tecnologia em educação: a BETT Show em Londres, e a partir de 2014 estará à frente da realização da Educar/Educador e Bett Brasil.

Tendo como temática central “Uma Verdadeira Imersão para a Excelência em Educação. Que Rumo Seguir?”, a Educar/Educador propõe para 2014 a realização de seis congressos simultâneos à feira de educação que acontecem no Centro de Exposições Imigrantes, a saber:

21º EDUCADOR – Congresso Internacional de Educação
10º EDUCADOR MANAGEMENT – Congresso Internacional de Gestão em Educação
11º AVALIAR – Congresso Internacional sobre Avaliação na Educação
9º INFÂNCIA & CIA – Congresso Internacional de Educação Infantil e Séries Iniciais
3º PROFITEC – Congresso Internacional sobre Educação Profissional e Tecnológica
Bett Brasil – Congresso e Feira Internacional sobre Educação e Tecnologia

Simultâneo as atividades de capacitação nos congressos, a 21ª EDUCAR – Feira Internacional de Produtos e Serviços para Educação, em conjunto com a Bett Brasil, reúne uma grande quantidade de expositores nacionais e internacionais apresentando o que há de mais atual em produtos e serviços do setor educacional.

As atividades de capacitação compreendem a apresentação de palestras, painéis, talk shows, mesas de debates e workshops, distribuídas em 10 auditórios com capacidades de 150 a 2.500 lugares. Esses encontros contarão com a atuação de mais de 200 palestrantes nacionais e internacionais em 150 atividades programadas nos quatro dias de evento e discutirão importantes temas da atualidade sobre várias áreas da educação, como: Gestão em Educação, Políticas Públicas Educacionais e Índices de Avaliação Interna, Educação Profissional e Tecnológica, Novas Tecnologias, Qualidade no Ensino e Aprendizagem, entre outras.

A Educar/Educador se consolida a cada ano como o maior evento educacional da América Latina, fruto de um envolvimento de todos os palestrantes, expositores, congressistas, visitantes, parceiros, patrocinadores e apoiadores, e atrai um público especializado de vários setores da educação do Brasil e da América Latina, entre mantenedores, gestores, secretários de educação, diretores escolares e outros profissionais, bem como instituições de destaque no cenário nacional e internacional.

Mais informações sobre a Educar/Educador e Bett Brasil acesse o site www.futuroeventos.com.br/educar

Serviço
Evento: Educar/Educador
Data: 21 a 24 de maio de 2014
Local: Centro de Exposições Imigrantes
Endereço: Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5 – São Paulo/SP
Informações gerais: Fone/fax (41) 3033-8100
E-mail: futuroeventos@futuroeventos.com.br
Site: http://www.futuroeventos.com.br/educar

Profissionais de educação física são homenageados em evento realizado pelo conselho regional

Participantes da comemoração ao Dia do Profissional de Educação Física praticam voleibol com os professores e estagiários do projeto Núcleos de Iniciação ao Voleibol no Paraná.

A Praça Nossa Senhora de Salete, em Curitiba/PR, foi palco de várias atrações esportivas e recreativas, no dia 01 de setembro, em comemoração ao Dia do Profissional de Educação Física. Professores e estagiários do projeto Núcleos de Iniciação ao Voleibol no Paraná, responsáveis pela oficina de Minivôlei, montaram duas quadras e as pessoas que passavam por lá podiam desfrutar da atividade. O evento foi realizado pelo Conselho Regional de Educação Física da 9Região do Estado do Paraná (CREF9/PR) em parceria com a Secretaria Municipal do Esporte, Lazer e Juventude e contou com o apoio do Instituto Compartilhar e outras nove instituições.

As atividades, para todas as idades, aconteceram no período da manhã e da tarde de domingo. Entre elas, avaliação e orientação física, caminhada, corrida de bicicleta, futsal, futebol de rua, ginástica laboral e demonstrações de Vidya Yoga, Karate Shubu-dô e Futebol Frestyle.

Crianças jogam Minivôlei durante evento realizado pelo CREF9/PR.

De acordo com os organizadores do evento, em entrevista para o Paraná Online, o objetivo da ação foi ressaltar a importância do profissional na orientação de qualquer atividade física. “Além de comemorar o dia da nossa profissão, mostramos aqui como é importante praticar esporte sob orientação do profissional de educação física. Com o acompanhamento, a atividade se torna mais eficaz e segura, e o rendimento do praticante melhora consideravelmente”, afirma César Macuco, vice-presidente do CREF9/PR.

Fonte texto: Paraná Online.

Fotos: Divulgação IC. 

Dilma, não desperdice nossos recursos nesse sistema educacional

Excelentíssima presidente da República, deputados e senadores: Está em suas mãos a decisão de aprovar ou vetar dois projetos de lei que aumentam o gasto em educação, um deles destinando 75% dos royalties do pré-sal para a área e o outro, o Plano Nacional de Educação, estipulando que dobremos o volume de gastos nos próximos dez anos, dos atuais 5% do PIB para 10% do PIB.

Nos últimos dez anos eu venho escrevendo sobre educação brasileira, e nela militando, com apenas um propósito: melhorar radicalmente a qualidade do ensino no país para que possamos dar um salto de desenvolvimento. Faço-o por espírito público, mas também por egoísmo: quero que meus filhos vivam em um país melhor que este que temos agora. Não ganho dinheiro com esse tema, não defendo interesse de nenhum grupo público ou privado, nacional ou estrangeiro. Ajo como se munido de uma procuração para falar em nome dos milhões de alunos das péssimas escolas públicas brasileiras, que não têm voz nem vez no debate político nacional.

Por isso, espero que a senhora e os senhores acreditem em mim quando digo: eu defenderia qualquer medida para a qual houvesse evidências de que impacta positivamente o nível de aprendizado dos nossos alunos. Se essa medida fosse algo tão fácil e simples quanto aprovar uma lei, então eu ficaria mais feliz ainda. E, se essa medida tivesse como consequência secundária melhorar a renda dos 5 milhões de brasileiros que trabalham no sistema educacional, isso me deixaria triplamente contente. E, mesmo que não busque popularidade nem pretenda fazer-lhes companhia em atividades eleitorais, tampouco sou masoquista, de forma que ficaria mais alegre ainda em defender algo que vem sendo pedido pelos manifestantes de rua e por uma série de almas caridosas que clamam para que a senhora e os senhores aprovem as ditas leis. Por tudo isso, adoraria me juntar a esse coro dos que bradam por mais recurso. Mas não posso. Porque não consigo faltar com a verdade. nem ignorar décadas de evidências, nem consentir que duas dádivas que recebemos – a capacidade de trabalho do povo brasileiro, que gera os impostos de que os senhores estão prestes a se apropriar; e as riquezas minerais enterradas em nossa costa – sejam tão clamorosamente desperdiçadas em um sistema que é um Midas ao contrário: transforma o ouro que recebe em desperdício e ignorância.

A senhora e os senhores devem ter ouvido que o Brasil investe pouco em educação. Que os países que deram grandes saltos educacionais aumentaram seus gastos no setor para viabilizar seus avanços. Que se gastarmos mais conseguiremos resolver nossos problemas. Que se pagarmos mais aos nossos professores haveremos de recuperar sua combalida autoestima e finalmente trazer “os melhores” alunos para o magistério, para que elevemos a qualidade dos mestres de amanhã. Bem, desculpem-me pela franqueza e pela linguagem direta, mas a urgência e a gravidade do assunto tomam-nas necessárias: isso é tudo mentira. Deslavada.

O Brasil não gasta pouco em educação. Como mostram os dados do levantamento mais respeitado do mundo na área, o Education ata Glance de 2013, investimos em nossa educação básica 4.3% do PIB, contra 3,9% do PIB dos países desenvolvidos. Se olharmos para os gastos educacionais como um todo, ainda gastamos um pouco menos, mas isso é basicamente porque nosso sistema universitário público é minúsculo e gasta bem menos, no total, do que esses países, em que a maioria da população da faixa etária correspondente cursa o ensino superior. Nosso investimento por aluno, quando comparado ao nível de renda brasileiro, é basicamente o mesmo dos países desenvolvidos. (A senhora e os senhores, cercados por gente que quer ter mais dinheiro para administrar, provavelmente viram esses dados em seus valores absolutos nominais, em dólares. Como se fizesse sentido comparar gastos nominais em países que têm renda três ou quatro vezes maior do que a nossa, e como se em alguma atividade os valores nominais de países desenvolvidos e em desenvolvimento fossem semelhantes…).

Talvez a senhora e os senhores já saibam que gastamos o mesmo que os países com os melhores sistemas educacionais do mundo, mas acreditem que esses são patamares de nações que “já chegaram lá”. Já devem ter ouvido alguém falar que, quando esses países deram seu salto educacional, gastaram perto dos 10% do PIB que tencionamos agora gastar. Novamente: é mentira. Creio que o gráfico ao lado se encarrega de desmontar essa empulhação sem maiores delongas (os dados originais e outras bibliografias estão em twitter.com/gioschpe). São dados da Unesco para países que são referência no mundo em melhoria educacional, além dos nossos vizinhos. Cobrem o período de 1970 (quando esses dados começam a ser coletados) a 2012. Tanto faz se olharmos para o período todo ou só para o momento (1970-89) em que a maioria desses países começou a dar seu salto, a conclusão é a mesma: não houve elevação de investimento antes, durante ou depois das melhorias, e os patamares de investimento chegam no máximo à casa dos 5% do PIB. Tanto faz se o PIB é de país rico, como Espanha e Inglaterra, ou de países em desenvolvimento, como China e Chile.

Finalmente, sobre os professores. Como já escrevi em vários artigos aqui, há diversas pesquisas em que os próprios professores são entrevistados, e a maioria diz que escolheu a profissão porque a ama, gosta dela e não pretende abandoná-la. Não creio que essa categoria tenha uma autoestima menor do que a média, portanto. Muito se fala dos poucos casos de países que conseguem atrair os estudantes mais talentosos para a docência, mas esse é o típico caso da exceção que confirma a regra. Mesmo nos países mais bem-sucedidos, em geral o jovem que opta pela carreira de professor não é o mais qualificado de seu grupo etário. Os mais competentes acabam optando por profissões da iniciativa privada, em que seu talento será valorizado. Professor é carreira pública, com as limitações, engessamentos e estabilidade comuns às demais funções públicas. O que a maioria dos países top consegue fazer é pegar esse jovem mediano e, através de formação excelente e acompanhamento continuado ao longo da carreira, transformá-lo em um profissional competente. É o que deveríamos buscar fazer também.

Entendo que a senhora e os senhores querem fazer algo pela educação brasileira. Porém, como diz o vulgo, de boas intenções o inferno está cheio. Estão agindo sob a premissa errada: de que nossos problemas se resolvem com dinheiro. Isso é falso. Não é nem uma questão da quantidade de dinheiro, nem da forma como esse dinheiro é gerido. Precisamos de muitas coisas para nossa educação, e as mais importantes não têm nada a ver com dinheiro. Onde focar? Na melhoria das universidades de pedagogia/licenciatura, que são totalmente teóricas e ideológicas e não preparam ninguém para a docência. Na seleção criteriosa de diretores de escola. No estabelecimento de um currículo nacional. Na criação de expectativas altas para todos os nossos alunos, especialmente os mais pobres. Coibindo o absenteísmo docente. Fazendo com que a jornada de aulas seja aproveitada, sem tempo desperdiçado com atrasos, anúncios, chamadas, conselhos de classe. Impedindo professores de achar que encher a lousa de matéria e mandar que os alunos copiem é uma aula. Alfabetizando aos 6 anos de idade. Desinchando o currículo, especialmente no ensino médio, e dando opção de cursos técnicos e profissionalizantes nessa etapa. Prescrevendo e corrigindo mais dever de casa. Utilizando avaliações constantes e intervenções rápidas quando se identifica um aluno com problema.

Poucos itens acima podem ser resolvidos na esfera federal. A maior parte é de responsabilidade de prefeitos, governadores e seus secretários de Educação. Hoje, a maioria deles faz um trabalho muito ruim. Jogar mais um caminhão de dinheiro nas mãos dessas pessoas, com esse sistema, será a garantia de um desperdício colossal. Se ao fazerem um péssimo trabalho eles são recompensados com o dobro de recursos, que incentivo terão para melhorar?! Espero que os senhores parlamentares não se rendam ao populismo. Caso sucumbam, presidente Dilma, use o seu poder de veto. Talvez não ajude na sua próxima eleição, mas certamente beneficiará os colegas do seu neto.

Fonte Texto: Revista Veja, edição 2331 – ano 46 – nº 30.

Por um ambiente mais leve

São Paulo – A farmacêutica americana CVS levantou polêmica quando, em março, anunciou que cobraria multa de 50 dólares por mês dos funcionários que se recusassem a fornecer informações pessoais como peso, índice de massa corporal e nível de glicose no sangue.

Empresas valorizam o bem estar de seus funcionários.

A exigência faz parte de um projeto da companhia de cortar custos com saúde, que devem passar de 12.000 dólares por empregado neste ano. No Brasil, a legislação trabalhista não permitiria descontos assim, mas o caso da CVS joga luz sobre um dos assuntos mais quentes para as empresas atualmente: os custos de saúde com o empregado.

Por que isso lhe diz respeito? Porque as empresas vão manter em seus quadros os funcionários saudáveis. Estudos científicos mostram que eles são mais produtivos, e o departamento financeiro sabe que eles custam menos para a empresa.

Hoje, a assistência médica é o segundo maior gasto da área de recursos humanos, atrás somente da folha de pagamentos. De acordo com um levantamento do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar, os gastos com planos de saúde no país deverão passar de 80 bilhões de reais até 2030, 35% mais do que em 2010.

E não é apenas o envelhecimento da população que empurra o valor para a estratosfera mas também o número de doentes crônicos (fumantes, pessoas com diabetes, hipertensão, obesidade, entre outros), que representam de 15% a 20% do quadro de empregados e consomem cerca de 80% do orçamento de saúde das empresas.

Para tentar fechar a torneira, o investimento em prevenção aumentou. Mas não depende só do RH. De acordo com uma pesquisa feita pela operadora de saúde Omint com 15.000 executivos brasileiros, 95,5% deles não mantêm alimentação equilibrada, 44% são sedentários e 31,7% sofrem com estresse.

Um reflexo direto desses dados aparece na circunferência abdominal dos executivos: 38,6% estão acima do peso. Mas há também boas notícias. No estudo, 37,7% dos entrevistados planejavam incluir atividades físicas na rotina e outros 44%, ainda que não tenham tomado nenhuma atitude, afirmaram que pensam bastante no assunto.

Como da intenção para a prática há um abismo, só 26% dos avaliados adotaram um cardápio mais saudável recentemente.

Investimento polpudo

Segundo a pesquisa Global HR Barometer 2013, da consultoria Michael Page, as empresas em operação no Brasil investiram mais em programas de saúde e bem-estar do que a média global — 47%, ante 42%. A Aon, por exemplo, lançou o programa Aon Saudável, que oferece aos funcionários orientação nutricional, aulas de ioga dentro da companhia e organiza grupos de caminhada, corrida e trilha.

“O investimento é pequeno perto do que ganhamos em produtividade e economizamos com custos médicos”, diz Márcia Lourenço, diretora de RH. “Depois dos incentivos, uma pessoa perdeu 30 quilos e muitas outras melhoraram o condicionamento. Estão até dormindo melhor”, afirma Márcia.

O Grupo Algar, de tecnologia e serviços, foi mais longe e atrelou os cuidados com a saúde ao bônus. Para receber o valor integral, 297 executivos passam por avaliações clínicas periódicas e têm metas estabelecidas. No ano passado, 15 não cumpriram o plano e tiveram 10% de desconto no bônus.

A Natura optou por premiar os empregados. Os 120 funcionários inscritos no programa Tempo é Saúde passaram por exames e receberam metas individuais de alimentação e exercícios, que podem ser cumpridas com a ajuda do Clube Natura, que fica na sede da companhia, em Cajamar, São Paulo.

O local é equipado com academia, piscina, sala para aula de pilates e dança e bicicletas. No restaurante da empresa, a fritura foi abolida; os legumes e as verduras são orgânicos.

Ao fim do semestre, quem alcança a meta ou a ultrapassa ganha prêmios, que vão de produtos a uma viagem para o Nordeste. Desde o início do programa, o IMC médio dos inscritos caiu de 26 para 25,1 e a proporção de gordura corporal passou de 21% para 18%.

Sem vida pessoal

Longe de ser uma abordagem paternalista, a preocupação das empresas com a saúde tem origem na constatação de que, em muitos casos, o sobrepeso e as doenças crônicas dele decorrentes são provocados pelo estresse do trabalho. Foi o que percebeu a publicitária Erlana Castro, de São Paulo.

Ex-diretora de publicidade da Fiat para a Europa, com passagens pelas maiores agências do Brasil, ficava até 15 horas por dia no escritório e varava madrugadas entre cigarros e sanduíches.

“Amava meu trabalho e só vivia para ele. Eu me impunha essa carga.” Workaholic, perdeu a conta de quantos aniversários, Natais e festas de família — inclusive o casamento dos irmãos — deixou de participar por achar que não podia se afastar nem por um fim de semana. Nem o namorado aguentou a carga de trabalho que ela se impunha. “Achei até melhor. Namorado, para mim, tinha virado distração.”

Erlana só percebeu que havia algo errado quando passou a sentir dores no corpo. Foi ao médico e descobriu que estava com síndrome de Hashimoto, problema que afeta o funcionamento correto da glândula tireoide. “Cheguei aos 37 anos fumando 30 cigarros por dia, pesando 126 quilos, com a tireoide parada, tomando antidepressivos e hipertensa”, afirma Erlana.

O diagnóstico preocupante foi o momento da virada: ou ela mudava seus hábitos ou, segundo o médico, morreria em alguns anos. Erlana teve de tomar uma decisão radical: pediu demissão porque o tratamento demandaria tempo e dedicação. Depois de uma dezena de consultas médicas, resolveu fazer a cirurgia bariátrica.

Perdeu quase 50 quilos e também deixou o cigarro, num processo que levou um ano e meio e contou com a ajuda de uma psicanalista. Hoje, aos 41 anos, lamenta não ter priorizado seus relacionamentos.

“Nem imaginava ter filhos, porque não queria nada que me tirasse do foco. É meu grande arrependimento”, afirma. Mas ela comemora a vitória contra a balança, o novo namoro e uma relação bem mais saudável com o trabalho. “Estou superfeliz.”

Liderança inspiradora

“Qualidade de vida é um assunto que está na pauta de todo mundo de recursos humanos”, diz Américo Figueiredo, de 53 anos, vice-presidente global de RH da Nextel. Em vez de apenas propor políticas em prol da saúde, o VP de RH foi mais longe e deu ele mesmo um exemplo de mudança de estilo de vida aos empregados.

Há três anos, saiu dos 102 quilos para os atuais 81 em dois meses fazendo reeducação alimentar. “Fiquei assustado depois de descobrir que estava com uma capa de gordura no fígado. Meus joelhos e costas doíam, e eu não tinha energia para nada.”

Com a ajuda de uma nutricionista, trocou carboidratos e doces por castanhas e frutas, que devem ser consumidas de três em três horas, e começou a fazer 40 minutos de bicicleta ergométrica três vezes por semana. O esforço foi recompensado com uma agradável surpresa.

“Fui fazer exames para entrar em uma escola de pilotos, um hobby, e descobri que estava com o colesterol de um adolescente”, afirma. A mudança na silhueta do VP acabou inspirando outras pessoas na empresa. “Estou em uma posição clara de liderança e muita gente veio me perguntar da dieta. Alguns até já começaram a seguir o exemplo.”

Ainda que não trabalhe com gestão de pessoas, o empresário Guilherme Falchi, de 29 anos, também quis dar o exemplo. Ele decidiu emagrecer quando fundou a Expresso Nutri, empresa que vende opções saudáveis de lanches dentro de outras companhias. “Não dava para eu chegar gordo e feliz, com um bombom no bolso, querendo vender um estilo de vida saudável. Ninguém acreditaria”, diz.

A motivação fez com que ele mudasse a alimentação, parasse de inventar desculpas para não ir à academia e voltasse a praticar squash. Em seis meses, ele perdeu 24 quilos e pôde fazer, em sua opinião, uma das melhores coisas do mundo: renovar o guarda-roupa, porque tudo que ele tinha ficou enorme.

O sono e o humor melhoraram, a disposição voltou e, hoje, ele se sente apto a vender seu estilo de vida para qualquer um. “Para mim, qualidade de vida não é opcional”, afirma.

“Alimentação e exercícios são uma questão de sobrevivência.” De fato, estudos da Universidade Harvard apontam que mais de 90% dos casos de diabetes, 80% dos casos de doenças coronarianas e 70% dos derrames podem ser prevenidos com um estilo de vida saudável.

Empresas e profissionais que ainda não entenderam isso e não adotaram uma atitude preventiva vão perder dinheiro ou pagar essa conta da pior maneira — com a própria saúde.

Fonte texto e imagem: Revista Você s/a. Edição 182, julho 2013.

Por que a educação física na escola é importante para crianças e adolescentes?

Professores de Educação Física do Instituto Compartilhar são fotografados em frente ao Ginásio Poliesportivo, no Campus da Secretaria do Estado do Esporte em Curitiba/PR.

Além de proporcionar benefícios para a saúde do corpo humano, as aulas de educação física colaboram para o desenvolvimento de outras habilidades, que podem ser observadas no texto retirado do site “Educar para Crescer”. Todos os professores do Instituto Compartilhar são formados em educação física e muitos, inclusive, são professores do projeto e da própria escola onde as atividades do núcleo acontecem. Durante as aulas de vôlei e capoeira do projeto, acompanham o crescimento das crianças ensinando valores de cooperação, responsabilidade, respeito, autonomia, além de autoestima e superação.

Por meio das aulas e sob a orientação de profissionais de educação física, as crianças e os jovens aprendem e se preparam para desenvolver as habilidades de ser, conviver, conhecer e fazer – exatamente os quatro pilares que dão base ao ensino, segundo a Unesco.

 

Grupo de alunas comemora a pontuação no jogo de Mini Vôlei em 2012.

Aulas de educação física significam muito mais do que atividades corporais. Por meio da apreensão de conhecimentos específicos dessa disciplina e da prática regular de atividades físicas e esportivas, os alunos desenvolvem competências, capacidades e habilidades, associadas às dimensões afetivas, cognitivas, sociais, psicomotoras, e internaliza valores. Pela participação em atividades individuais e coletivas eles deixam de pensar apenas em si mesmo para contribuir para o bem-estar comum. Para a professora do Instituto Compartilhar, Núcleo São Marcos – Campinas/SP, Rosana Bragalia, as principais mudanças comportamentais que os alunos desenvolvem durante o ano são a socialização e o cumprimento às regras dos jogos e brincadeiras.

 

Aluno recebe auxílio da professora durante as atividades de capoeira do Núcleo Forte do Leme - Rio/RJ.

O aluno aprende ainda, a dividir tarefas, de modo a encontrar soluções para todo tipo de situação, inclusive as derrotas. Vai descobrir o quanto vale a amizade, a parceria e a colaboração. Irá propor alternativas nas vivências de práticas corporais – por exemplo, por meio de jogos cooperativos, danças, diferentes formas de praticar modalidades esportivas, entre outras.

Infelizmente, muitas crianças estão deixando de praticar atividades físicas e esportes para ficar em frente aos computadores e assistir à televisão. Para a professora Rosana, “crianças sedentárias precisam ser conquistadas e precisam aprender a gostar de praticar esportes. Para isso, é importante oferecer jogos e brincadeiras atraentes, de regras simples e que possam ser realizadas de maneira que a criança obtenha sucesso”. Ao desenvolver a consciência corporal, seu filho naturalmente vai se interessar por um estilo de vida saudável com maiores possibilidades de êxito em sua trajetória.

Fonte Texto: Educar para Crescer. Disponível em: http://educarparacrescer.abril.com.br/educacao-fisica/

Fotos: Divulgação IC

Após goleada sobre Barça, jogadores do Bayern relaxam com vôlei de praia

Dante sobe para cortar sem bloqueio, mas acerta a rede (Divulgação / Site Oficial do Bayern de Munique).

O clima leve no Bayern de Munique estava ilustrado no rosto de cada um dos jogadores. Nesta quarta-feira, no dia seguinte à avassaladora goleada por 4 a 0 sobre o Barcelona, pelo jogo de ida da semifinal da Liga dos Campeões, os atletas participaram de uma partida de vôlei de praia em descontraída atividade no Centro de Treinamento que faz parte do programa regenerativo preparado pela comissão técnica.

Robben disputa com Javi Martínez (Foto: Divulgação / Site Oficial do Bayern de Munique).

Todos os jogadores que começaram a partida na Allianz Arena, na última terça, bateram uma bolinha. O zagueiro brasieliro Dante, ao menos pelas imagens, foi um dos destaques, assim como o holandês Arjen Robben, autor de um dos gols na véspera, e o goleiro alemão Manuel Neuer. Decisivo, o meia-atacante Thomas Müller aparentemente teve atuação “tímida”.

Com grande vantagem, os bávaros podem perder por até três gols de diferença no Camp Nou, na próxima quarta-feira, que ainda assim estarão garantidos na grande decisão de Wembley, no dia 25 de maio. Um simples gol fora de casa obrigará o Barcelona a marcar seis vezes.

Fonte texto e fotos: globoesporte.com

Disponível em: <http://globoesporte.globo.com/futebol/futebol-internacional/futebol-alemao/noticia/2013/04/apos-goleada-sobre-barca-jogadores-do-bayern-brincam-de-volei-de-praia.html#esporte-volei>

Atividades no turno e contraturno das escolas

Dos núcleos do programa socioesportivo do  Instituto Compartilhar, 75% acontece dentro das escolas públicas escolhidas pela Secretaria de Educação local. Assim, há a valorização da escola como um lugar prazeroso de estar, além de criar o vínculo com a educação formal. As atividades esportivas são realizadas no contraturno e, além de aprender voleibol, os alunos praticam valores como cooperação, responsabilidade, respeito, autonomia, além de autoestima e superação, que valem para toda a vida. Confira esta matéria sobre atividades no contraturno publicada na revista Nova Escola em 2009.

Em festa de encerramento do Núcleo Forte do Leme em 2012, alunas de vôlei e capoeira apresentam trabalhos relativos aos valores.

As crianças brasileiras não passam, em média, mais de quatro horas por dia nas unidades de Ensino Fundamental, segundo um levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgado em abril de 2009. É pouco. E a própria Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) pede a ampliação desse tempo.

Para reverter o quadro, experiências para estender o período começam a aparecer no país. São projetos que integram atividades ao turno escolar para engordar a carga horária dos estudantes, que podem alcançar até oito horas.

Em alguns casos, o professor opina na divisão da grade de disciplinas e oficinas. Mas, normalmente, essa decisão fica a cargo de cada Secretaria de Educação. “No geral, existe a supervalorização das tarefas mais livres, como as oficinas, brincadeiras e ações com a comunidade. Elas são importantes, mas não são tudo”, explica Maria do Carmo Brant de Carvalho, coordenadora geral do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), em São Paulo. Já as aulas relacionadas ao currículo, essenciais para complementar os estudos, ficam em segundo plano, sem conexão com o turno.

Quem atua no contraturno deve tomar alguns cuidados para evitar problemas como esse e ter bom desempenho. “O primeiro passo é procurar o coordenador pedagógico ou o docente do turno responsável pelo assunto que vai ser tratado nas aulas para discutir as abordagens possíveis”, diz Ercília Angeli, professora do Departamento de Educação da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e estudiosa do tema.

Integração dos turnos, mas sem dependência

Oficina realizada no evento do projeto Vôlei em Rede, Núcleos Rio/RJ estimulam alunos a formarem frases com os valores aprendidos.

Mesmo quando o diálogo não for possível, cabe ao docente ter a preocupação de unir as etapas matutinas e vespertinas e, com base nos conteúdos curriculares, montar trabalhos produtivos. Uma ideia é usar abordagens diversificadas para tratar os assuntos necessários.

A professora de História Wilma Fontana de Souza, do CE João Bettega, em Curitiba, colocou as sugestões em prática. Com a ajuda da coordenação, montou com as turmas de 7ª e 8ª séries um projeto sobre cultura regional, complementando o trabalho no turno. De manhã, os alunos aprenderam sobre as influências portuguesas. À tarde, vivenciaram com Wilma como ela se traduziu no modo de vida brasileiro, aprendendo a dançar o fandango – dança regional trazida pelos colonizadores, pouco conhecidas dos alunos e incorporada à cultura paranaense.

Alunas da categoria Vôlei, do Núcleo Central – Curitiba/PR mostram atividades realizadas sobre autonomia.

O projeto foi aprovado pelo governo que avalia atividades propostas pelos educadores para o contraturno e os classifica de acordo com três eixos: científico-cultural e expressivo-corporal, além de integração entre comunidade e escola.

Essa integração deve contaminar todas as disciplinas. No CIEP Frei Veloso, no Rio de Janeiro, a professora de Educação Física Catarina Ferreira trabalha a percepção do corpo com alunos da 1ª e da 2ª série. Ela realiza, no turno, circuitos com pneus, arcos e bolas para exercitar a coordenação motora. No contraturno, aposta em atividades como as brincadeiras em que as crianças ouvem músicas que pedem determinados movimentos, complementando o trabalho.

Como alternativa, tarefas mais livres são indicadas. No João Bettega, a professora de Língua Portuguesa Roseli Albini Petersen promove semanalmente a atividade Fórum de Discussões, em que alunos e pais debatem temas como violência. “O envolvimento da família melhora a aprendizagem”, relata Maria de Salete Silva, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no Brasil.

Fonte Texto: Revista Nova Escola

Disponível em: < http://revistaescola.abril.com.br/planejamento-e-avaliacao/planejamento/turno-contraturno-escola-476470.shtml>

Fotos: Arquivo IC 2012

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