Uma epidemia mundial chamada Obesidade

Dados da Organização Mundial da Saúde e do Ministério da Saúde no Brasil alertam: a obesidade é uma epidemia e precisa de atenção. Levantamento do Ministério da Saúde, realizado em 2013, revela que 51% da população brasileira está acima do peso. Em 2006, o percentual era de 43%. Homens são maioria, 54%. Nas mulheres, o índice chega a 48%.

A fim de levantar essa discussão, o Instituto Compartilhar promoveu em Curitiba, no último dia 03 de julho, a mesa redonda “Diferentes Visões para Combater a Obesidade” – um momento em que palestrantes de diferentes áreas: educação física, medicina, nutrição e psicologia mostraram suas visões sobre o assunto para um público de profissionais do esporte e da saúde. Mas e afinal, o que devemos saber sobre o combate a obesidade?

  • Doença: a genética influencia de 40 a 70% nos casos de obesidade, destaca o docente de educação física, Marcelo Ribas. E ainda, de acordo com a psicóloga Camila Chudek, é preciso tirar a concepção de que a pessoa é obesa por preguiça ou falta de vontade. “Há de se compreender que é uma patologia e o quão importante é o apoio para que se busque tratamento”.
  • Identificação: alterações como hérnia de hiato, refluxo, diabetes e hipertensão são sinais de alerta. Para o médico Antônio Hirt “a partir do momento que a gordura começa a interferir nos exames laboratoriais, é preciso se preocupar”. O docente de Educação Física, Adel Youssef, também alerta: a obesidade nunca anda sozinha, vem acompanhada de diversos outros problemas. No âmbito psicológico, Camila explica que existem três formas de comer – o Comer por prazer, Comer nutricional e o Comer por necessidade. “O Comer por prazer torna-se um problema quando esse é o único prazer que a pessoa tem, se afastando de outras atividades, comendo mais e assim formando um problema”.
  • Tratamento: “Tratar a obesidade não tem fórmula mágica, cada pessoa é única”, diz a nutricionista Eliane Tagliari. “A obesidade tem uma origem, começando muitas vezes na própria barriga da mãe. Vivemos em um ambiente ‘obesogênico’. Não somente o que ingerimos, mas o meio em que vivemos. Quando pensamos no contexto social da obesidade, é um problema complexo”, explica. O professor Marcelo Ribas reforça a necessidade de uma visão multidisciplinar no tratamento da obesidade com o trabalho em conjunto de médicos, nutricionistas, psicólogos, profissionais do esporte, entre outros.
  • Prevenção: a nutricionista Eliane, é enfática: “a indústria do alimento nos engana, com alimentos naturais que não são. Passam uma mensagem que o alimento é uma maravilha – mas será que é mesmo? Qualquer coisa que você for ingerir, leia o rótulo, e veja se vale a pena!”. No que diz respeito à atividade física, Marcelo Ribas chama a atenção para que o treinamento esportivo beneficie sem constranger e dá a dica para os profissionais: “vamos identificar o público, utilizar das metodologias de treinamento para que possamos usar um sistema próprio e personalizado para cada pessoa”.

Avaliação do Peso Ideal

O Índice de Massa Corporal (IMC) é uma forma para conhecer o estado nutricional do indivíduo.  Para calculá-lo, basta dividir o peso em quilogramas pelo quadrado altura em metros (IMC = peso / altura x altura). O IMC é apenas um indicativo para descobrir se está no peso ideal. Outros fatores como sexo, idade, condicionamento físico devem ser levados em conta.

IMC Classificação
< 18.5 Abaixo do Peso
18.5–24.9 Peso normal
25.0–29.9 Sobrepeso
30.0–34.9 Obesidade grau I
35.0–39.9 Obesidade grau II
≥ 40.0 Obesidade grau III

 

 

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