
O gerente executivo do Instituto Compartilhar, Luiz Fernando Nascimento, entrega o certificado de participação da Clínica de Mini Vôlei à Brenon.
A paixão pelo voleibol e o sonho de seguir carreira como treinador esportivo levou o acadêmico de educação física da Universidade do Contestado (UNC), Brenon Partala, 21 anos, a participar da Clínica de Mini Vôlei – Curitiba/PR realizada nos dias 11, 12 e 13 de julho. O objetivo dele era aprender uma maneira de atuar na área do esporte e avaliar a própria maneira de exercitar a profissão, embora atualmente estagie em uma Academia da Terceira Idade (ATI). “O trabalho do Instituto Compartilhar chamou muito a minha atenção”, destacou o estudante. Coincidência ou não, Brenon é fã do técnico da seleção brasileira de voleibol, Bernardinho – diretor presidente da instituição.
“A organização do Instituto como um todo e a intenção de formar, em primeiro lugar um cidadão, me deixou fascinado! A forma como ensinam o vôlei com valores me encantou! É a concepção que sempre tive dentro do esporte”, revelou. A aula teórica sobre as categorias do Mini Vôlei e sistemas de jogo elucidaram algumas questões para o morador da cidade de Rio Negro/PR. “Sou fissurado por esquema tático e gosto de estudar a função dos atletas dentro de cada esquema”. Inclusive, esse foi o principal motivo que o levou a cursar educação física.

Apaixonado por esportes, o acadêmico de educação física (ao centro) é fotografado ao lado de Rafinha (à esq.) e Hilário, responsáveis por uma escolinha de futebol na cidade de Rio Negro/PR.
Apesar de ter se dedicado ao futebol durante muitos anos, Brenon sempre gostou de voleibol. “Resolvi ter essa experiência (participar da clínica) sem ter muita ideia do que encontraria pela frente. Não nego que tinha a expectativa de enxergar novos caminhos porque sempre achei o voleibol um esporte apaixonante. Eu já havia pensado na possibilidade de trabalhar com esta modalidade, mas ainda era algo abstrato para mim”. O acadêmico de educação física descobriu o gosto pelo esporte desde muito pequeno, aos 7 anos de idade, quando assistia à partidas da seleção brasileira de voleibol. “Como toda criança, queria imitar o que via e gostava de dizer que eu era o Nalbert, Giovane ou Giba. Eram os meus preferidos!”.
“Muitas vezes as escolinhas esportivas acabam visando demais a formação de ‘craques’ ou simplesmente um passatempo para a criança. Diferentemente disso, o primeiro foco de trabalho (do Compartilhar) é a formação de um cidadão, além de dar a oportunidade de aprendizado e aprimoramento do esporte”, relatou o estudante. Quanto à Metodologia Compartilhar de Iniciação ao Voleibol, Brenon disse que o que mais chamou sua atenção foi a questão da inclusão entre o mais ativo ao menos ativo, e aqueles que fogem do padrão exigido pelo voleibol (alto e forte).
Para ele, o vôlei demonstra ser, realmente, um esporte coletivo: “um levantamento depende de uma boa defesa, um ataque depende de um bom levantamento, um saque depende do ponto, o bloqueio depende de uma cobertura e, assim, um atleta sempre precisará da ajuda do outro e independente de quão habilidoso ele seja, nunca fará nada sozinho”.

Brenon Partala: “Eu indico a Clínica de Mini Vôlei a outros estudantes de educação física, independente da modalidade em que pretendem trabalhar ou mesmo para aqueles que querem atuar nas escolas”.
Após ter participado da clínica, Brenon percebeu que ela enriquece muito o trabalho do profissional de educação física. “Eu indico a Clínica de Mini Vôlei a outros estudantes de educação física, independente da modalidade em que pretendem trabalhar ou mesmo para aqueles que querem atuar nas escolas. Muito mais do que voleibol, a clínica mostra formas de trabalhar valores, além de métodos que podem ser aplicados em outros esportes”, e deixa a dica: “vale muito a pena participar! É um curso que mostra como ensinar práticas de cidadania para os alunos”, conclui. Os professores do projeto Núcleos de Iniciação ao Voleibol também ganharam elogios: “eles demonstram que gostam do que fazem”. Segundo o estudante, o curso até despertou sua vontade de voltar aos 9 ou 10 anos para ter aulas de voleibol no Compartilhar.
Bernardinho não só influenciou a paixão de Brenon pelo vôlei, como também despertou o gosto pela leitura, aproximadamente no ano de 2006. Foi por meio do livro “Transformando suor em ouro”, do técnico da seleção masculina de voleibol, que o estudante passou a gostar de ler e pesquisar sobre assuntos na área esportiva.
Quando perguntado se pretende utilizar a Metodologia Compartilhar de Iniciação ao Voleibol em sua carreira profissional, o estudante não pensou duas vezes: “sem a menor dúvida!”. Brenon acredita que os métodos utilizados pela instituição facilitam o entendimento do aluno quanto às suas funções em determinados lances e que os valores também podem ser ensinados a categorias mais avançadas.
A Clínica de Mini Vôlei do Instituto Compartilhar foi idealizada com o objetivo de disseminar a Metodologia Compartilhar de Iniciação ao Voleibol aos profissionais e acadêmicos de educação física interessados em aprender sobre o Mini Vôlei. Durante o curso, os participantes conhecem um pouco do Instituto Compartilhar e assistem à aulas teóricas que dão embasamento às aulas práticas. Neste ano, a proposta pedagógica da clínica favoreceu a interação entre os envolvidos, por meio de pequenas oficinas, e contou com diminuição das aulas expositivas.
Parceiros da Clínica de Mini Vôlei – Curitiba/PR: UniBrasil. Via Lei Federal de Incentivo ao Esporte: Itaú, Unilever e Ministério do Esporte.
Fotos: Divulgação IC.








