
Ex-aluno, Gabriel Fernandes é professor de Maria Julia Keller, filha de sua primeira professora do minivôlei, Kátia Keller.
O ex-aluno, ex-estagiário e atual professor do Núcleo Central – Curitiba do projeto Núcleos de Iniciação ao Voleibol, Gabriel Fernandes, escreveu ao Instituto Compartilhar sobre a emoção de dar aulas no projeto à Maria Julia Keller, filha de sua primeira professora de minivôlei, Kátia Keller.
“Há exatos 15 anos, eu estava iniciando uma caminhada que não conhecia. Com apenas 9 anos de idade, tudo ao meu redor era novo, e tudo o que me aguardava era mais animador que o melhor dos melhores presentes que uma criança poderia ganhar. Uma quadra, alguns alunos, várias bolas de voleibol, e milhares de sonhos na mente. O cenário era quase paradisíaco para uma criança que desejava tanto fazer parte daquele mundo. Mas ainda faltava alguém que me apresentasse todo aquele universo que fora construído dentro de um ginásio. O melhor ainda estava por vir.
Lá estava ela. A grande mestra. Uma das donas daquele mundo, que aguardava seus futuros moradores com uma grande bagagem, cheia de experiências, sorrisos, alegria e muito carinho. Suas palavras eram escritas nas nossas vidas da forma mais bonita. Seu modo de compartilhar seus conhecimentos e ensinar aquele esporte tão lindo era como reger uma orquestra com os instrumentos mais caros, regar as maiores flores de um jardim quase intocável. A cada aula, ELA me fazia sentir um dos construtores do maior tesouro da minha vida: o meu VOLEIBOL.

“Mais um episódio do Instituto Compartilhar, conseguindo realizar esse encontro de gerações, escrevendo mais um capítulo inesquecível na história de pessoas apaixonadas pelo esporte e pela vida”.
Esta professora se chama Kátia Keller. Essa excepcional profissional do esporte foi a grande responsável pelos meus primeiros toques, meus primeiros saques, minhas primeiras partidas. Este ser iluminado foi uma das primeiras culpadas pela minha paixão pelo voleibol.
Alguns anos se passaram. Nossos caminhos trilharam rotas diferentes. Mas se engana quem acha que estas rotas não nos uniriam novamente. E para a minha surpresa e felicidade, o caminho que nos uniu novamente é muito parecido com o paraíso que ela me apresentou quando era apenas um pequeno sonhador.
Dois mil e quatorze. Meu primeiro ano como professor do projeto Núcleos de Iniciação ao Voleibol. Projeto o qual eu fui aluno, e que me apresentou este anjo chamado Katia Keller, hoje minha companheira de profissão.
Eis que Kátia surge na quadra com uma pequenina princesa, cheia de ansiedade e vontade de começar a participar do projeto, muito parecida com alguém que há 15 anos entrava em um ginásio com o mesmo brilho nos olhos daquela princesa. Era sua filha, Maria Julia. E a surpresa não poderia ser melhor: “Ela vai ser sua aluna professor Gabriel”.
O mundo gira e os caminhos se encontram. Quem diria que depois de tantos anos, nossas histórias se cruzariam de uma forma tão bonita. Mais um episódio do Instituto Compartilhar, conseguindo realizar esse encontro de gerações, escrevendo mais um capítulo inesquecível na história de pessoas apaixonadas pelo esporte e pela vida”.
Fotos: Divulgação IC








