Com a aproximação dos megaeventos esportivos a serem realizados no Brasil (Copa 2014 e Jogos Olímpicos Rio 2016), a discussão sobre legado esportivo vem criando forças. Para debater o tema esporte educacional, uma mesa redonda foi organizada no dia 29 de março, na programação do 7º Congresso Gife, com a participação do gerente executivo do Compartilhar, Luiz Fernando Nascimento, Claudia França do Instituto Companheiros da América e Paula Korsakas do Programa de Formação e Estudo em Desenvolvimento Humano pelo Esporte – PRODHE/USP e a mediação foi feita pela ex-atleta olímpica de vôlei Ana Moser do Instituto Esporte Educação.

A REMS é resultado de uma parceria do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD e da Nike.
Estas entidades foram ao congresso representando a Rede Esporte pela Mudança Social (REMS), que tem por missão mobilizar e fortalecer organizações, grupos e movimentos sociais que reconheçam o esporte como promotor do desenvolvimento social, da qual elas fazem parte. Resumidamente foi apresentada a missão e objetivos da REMS, o conceito de esporte educacional, as metodologias aplicadas pelas instituições, finalizando com processo de monitoramento e avaliação. Em seguida, a plateia pode fazer perguntas. Nascimento abordou sobre a importância do acompanhamento e mensuração de resultados gerados pelo trabalho dos projetos sociais, explicou cada processo de monitoramento que vai desde o estabelecimento da linha de base gerada a partir do principal objetivo do projeto até a avaliação qualitativa que tem alto custo e necessita de mão de obra especializada.
O público que circulou nos cinco dias de palestras do Congresso Gife deste ano (26 a 30 de março) foi formado por principais lideranças de investidores sociais do país, além de dirigentes de organizações da sociedade civil, acadêmicos, consultores e representantes de governos. Para Nascimento, um congresso com tamanha dimensão abrir espaço para a discussão sobre esporte educacional, é sinal que o tema se tornou importantíssimo em época de grandes eventos esportivos. “A aproximação da iniciativa privada e principais investidores com os projetos sociais esportivos é essencial. Eles compreendendo o esporte educacional e seus efeitos positivos na formação do cidadão, poderão investir mais recursos nessa área”, avalia.
O Gife é uma rede sem fins lucrativos que reúne organizações de origem empresarial, familiar, independente e comunitária, que investem em projetos com finalidade pública. Sua missão é aperfeiçoar e difundir conceitos e práticas do uso de recursos privados para o desenvolvimento do bem comum, contribuindo assim para a promoção do desenvolvimento sustentável do Brasil, por meio do fortalecimento político-institucional e do apoio à atuação estratégica dos investidores sociais privados. O congresso tem realização bienal e este ano teve como tema Novas Fronteiras do Investimento Social.
A REMS é uma rede que articula mais de 40 organizações de diversas áreas temáticas do País, que acreditam no esporte como instrumento de transformação social, dentre elas Fundação Gol de Letra, Fundo Elas de Investimento Social, Instituto Guga Kuerten, Instituto Reação, Instituto Rumo Náutico.









