
As ex-alunas Renata Martins, Rafaella Petrunko e Caroline Bodziak (da esq. p/ dir.) visitam o Núcleo Central do projeto Núcleos de Iniciação ao Voleibol no Paraná e contam aos alunos de lá a influência do esporte em suas vidas.
Três meninas diferentes, mas com uma história e paixão em comum: o voleibol. As ex-alunas do projeto Núcleos de Iniciação ao Voleibol no Paraná do Instituto Compartilhar Caroline Bodziak, Rafaella Petrunko e Renata Martins embarcaram para uma nova vida em terras norte-americanas. Por causa da dedicação ao voleibol, as três conseguiram bolsas para estudar nos Estados Unidos, e por lá vão, ao mesmo tempo, aprender e jogar vôlei nos próprios times das instituições.
A ansiedade pela nova rotina que as espera só não é maior que a alegria da conquista que elas tanto lutaram para alcançar. Para Rafaella, hoje com 18 anos, a ida para a universidade da Geórgia veio depois de bastante estudo. Ela treinou vôlei desde pequena no Instituto Compartilhar, um desejo do pai Vinícius Petrunko, que é analista de projetos da entidade. Com o inglês afiado e o vôlei muito bem treinado ao longo dos anos, a bolsa de estudos foi motivo de grande alegria: “tudo que o vôlei me proporcionou até agora foi inesperado e muito amplo!”, revela. Por meio do esporte, Rafaella já havia conquistado uma bolsa integral em uma escola internacional de Curitiba (PR).
Compartilhando da mesma sensação de felicidade, Caroline Bodziak também não tinha ideia do que ela poderia conquistar com o esporte. A sua tia era jogadora de vôlei, integrou a seleção brasileira e foi até para as Olimpíadas de Atlanta. O interesse de Caroline, ainda pequena, veio daí, mas mesmo assim não imaginava que chegaria a uma universidade no Texas. Caroline é enfática no conselho vindo de seus apenas 21 anos vividos: “se a gente tem qualquer objetivo, só depende de nós mesmos fazer acontecer. Se não fizermos por nós, ninguém irá fazer”, diz convicta.

Exemplos de determinação: meninas ganham bolsas para estudar nos EUA e motivam colegas a correrem atrás de seus sonhos.
A mais nova desse grupo de ex-alunas é Renata Martins, porém não menos experiente. Ela foi a primeira a conseguir uma bolsa e estudou durante um ano em uma high school (escola secundária) na cidade de Orlando. No último mês foi passar as férias em Curitiba, e agora está de volta aos EUA para concluir os estudos e buscar uma vaga em uma universidade americana. “Quando cheguei, pequenininha, a primeira vez no projeto, por iniciativa dos meus pais, fiquei com muito medo e vergonha. E hoje o vôlei é minha vida, não consigo ficar sem”, conta. Apesar dos desafios enfrentados em um novo país, ela se adaptou bem e levou consigo todos os valores aprendidos durante as aulas no Instituto Compartilhar.
O resultado dessas três histórias juntas é a prova de que a missão adotada pelo Instituto Compartilhar: “Desenvolvimento humano por meio do esporte”, vale a pena. O projeto Núcleos de Iniciação ao Voleibol no Paraná foi criado em 1997 e é o mais antigo da entidade. A multinacional Unilever é parceira do projeto desde sua criação e atualmente estão com ela o Governo do Estado do Paraná e Lei Federal de Incentivo ao Esporte com Ministério do Esporte. O projeto está em Curitiba e em outros 13 municípios do estado, atendendo a 1,6 mil crianças e adolescentes.
Fotos: Divulgação IC.








