Dilma, não desperdice nossos recursos nesse sistema educacional

Excelentíssima presidente da República, deputados e senadores: Está em suas mãos a decisão de aprovar ou vetar dois projetos de lei que aumentam o gasto em educação, um deles destinando 75% dos royalties do pré-sal para a área e o outro, o Plano Nacional de Educação, estipulando que dobremos o volume de gastos nos próximos dez anos, dos atuais 5% do PIB para 10% do PIB.

Nos últimos dez anos eu venho escrevendo sobre educação brasileira, e nela militando, com apenas um propósito: melhorar radicalmente a qualidade do ensino no país para que possamos dar um salto de desenvolvimento. Faço-o por espírito público, mas também por egoísmo: quero que meus filhos vivam em um país melhor que este que temos agora. Não ganho dinheiro com esse tema, não defendo interesse de nenhum grupo público ou privado, nacional ou estrangeiro. Ajo como se munido de uma procuração para falar em nome dos milhões de alunos das péssimas escolas públicas brasileiras, que não têm voz nem vez no debate político nacional.

Por isso, espero que a senhora e os senhores acreditem em mim quando digo: eu defenderia qualquer medida para a qual houvesse evidências de que impacta positivamente o nível de aprendizado dos nossos alunos. Se essa medida fosse algo tão fácil e simples quanto aprovar uma lei, então eu ficaria mais feliz ainda. E, se essa medida tivesse como consequência secundária melhorar a renda dos 5 milhões de brasileiros que trabalham no sistema educacional, isso me deixaria triplamente contente. E, mesmo que não busque popularidade nem pretenda fazer-lhes companhia em atividades eleitorais, tampouco sou masoquista, de forma que ficaria mais alegre ainda em defender algo que vem sendo pedido pelos manifestantes de rua e por uma série de almas caridosas que clamam para que a senhora e os senhores aprovem as ditas leis. Por tudo isso, adoraria me juntar a esse coro dos que bradam por mais recurso. Mas não posso. Porque não consigo faltar com a verdade. nem ignorar décadas de evidências, nem consentir que duas dádivas que recebemos – a capacidade de trabalho do povo brasileiro, que gera os impostos de que os senhores estão prestes a se apropriar; e as riquezas minerais enterradas em nossa costa – sejam tão clamorosamente desperdiçadas em um sistema que é um Midas ao contrário: transforma o ouro que recebe em desperdício e ignorância.

A senhora e os senhores devem ter ouvido que o Brasil investe pouco em educação. Que os países que deram grandes saltos educacionais aumentaram seus gastos no setor para viabilizar seus avanços. Que se gastarmos mais conseguiremos resolver nossos problemas. Que se pagarmos mais aos nossos professores haveremos de recuperar sua combalida autoestima e finalmente trazer “os melhores” alunos para o magistério, para que elevemos a qualidade dos mestres de amanhã. Bem, desculpem-me pela franqueza e pela linguagem direta, mas a urgência e a gravidade do assunto tomam-nas necessárias: isso é tudo mentira. Deslavada.

O Brasil não gasta pouco em educação. Como mostram os dados do levantamento mais respeitado do mundo na área, o Education ata Glance de 2013, investimos em nossa educação básica 4.3% do PIB, contra 3,9% do PIB dos países desenvolvidos. Se olharmos para os gastos educacionais como um todo, ainda gastamos um pouco menos, mas isso é basicamente porque nosso sistema universitário público é minúsculo e gasta bem menos, no total, do que esses países, em que a maioria da população da faixa etária correspondente cursa o ensino superior. Nosso investimento por aluno, quando comparado ao nível de renda brasileiro, é basicamente o mesmo dos países desenvolvidos. (A senhora e os senhores, cercados por gente que quer ter mais dinheiro para administrar, provavelmente viram esses dados em seus valores absolutos nominais, em dólares. Como se fizesse sentido comparar gastos nominais em países que têm renda três ou quatro vezes maior do que a nossa, e como se em alguma atividade os valores nominais de países desenvolvidos e em desenvolvimento fossem semelhantes…).

Talvez a senhora e os senhores já saibam que gastamos o mesmo que os países com os melhores sistemas educacionais do mundo, mas acreditem que esses são patamares de nações que “já chegaram lá”. Já devem ter ouvido alguém falar que, quando esses países deram seu salto educacional, gastaram perto dos 10% do PIB que tencionamos agora gastar. Novamente: é mentira. Creio que o gráfico ao lado se encarrega de desmontar essa empulhação sem maiores delongas (os dados originais e outras bibliografias estão em twitter.com/gioschpe). São dados da Unesco para países que são referência no mundo em melhoria educacional, além dos nossos vizinhos. Cobrem o período de 1970 (quando esses dados começam a ser coletados) a 2012. Tanto faz se olharmos para o período todo ou só para o momento (1970-89) em que a maioria desses países começou a dar seu salto, a conclusão é a mesma: não houve elevação de investimento antes, durante ou depois das melhorias, e os patamares de investimento chegam no máximo à casa dos 5% do PIB. Tanto faz se o PIB é de país rico, como Espanha e Inglaterra, ou de países em desenvolvimento, como China e Chile.

Finalmente, sobre os professores. Como já escrevi em vários artigos aqui, há diversas pesquisas em que os próprios professores são entrevistados, e a maioria diz que escolheu a profissão porque a ama, gosta dela e não pretende abandoná-la. Não creio que essa categoria tenha uma autoestima menor do que a média, portanto. Muito se fala dos poucos casos de países que conseguem atrair os estudantes mais talentosos para a docência, mas esse é o típico caso da exceção que confirma a regra. Mesmo nos países mais bem-sucedidos, em geral o jovem que opta pela carreira de professor não é o mais qualificado de seu grupo etário. Os mais competentes acabam optando por profissões da iniciativa privada, em que seu talento será valorizado. Professor é carreira pública, com as limitações, engessamentos e estabilidade comuns às demais funções públicas. O que a maioria dos países top consegue fazer é pegar esse jovem mediano e, através de formação excelente e acompanhamento continuado ao longo da carreira, transformá-lo em um profissional competente. É o que deveríamos buscar fazer também.

Entendo que a senhora e os senhores querem fazer algo pela educação brasileira. Porém, como diz o vulgo, de boas intenções o inferno está cheio. Estão agindo sob a premissa errada: de que nossos problemas se resolvem com dinheiro. Isso é falso. Não é nem uma questão da quantidade de dinheiro, nem da forma como esse dinheiro é gerido. Precisamos de muitas coisas para nossa educação, e as mais importantes não têm nada a ver com dinheiro. Onde focar? Na melhoria das universidades de pedagogia/licenciatura, que são totalmente teóricas e ideológicas e não preparam ninguém para a docência. Na seleção criteriosa de diretores de escola. No estabelecimento de um currículo nacional. Na criação de expectativas altas para todos os nossos alunos, especialmente os mais pobres. Coibindo o absenteísmo docente. Fazendo com que a jornada de aulas seja aproveitada, sem tempo desperdiçado com atrasos, anúncios, chamadas, conselhos de classe. Impedindo professores de achar que encher a lousa de matéria e mandar que os alunos copiem é uma aula. Alfabetizando aos 6 anos de idade. Desinchando o currículo, especialmente no ensino médio, e dando opção de cursos técnicos e profissionalizantes nessa etapa. Prescrevendo e corrigindo mais dever de casa. Utilizando avaliações constantes e intervenções rápidas quando se identifica um aluno com problema.

Poucos itens acima podem ser resolvidos na esfera federal. A maior parte é de responsabilidade de prefeitos, governadores e seus secretários de Educação. Hoje, a maioria deles faz um trabalho muito ruim. Jogar mais um caminhão de dinheiro nas mãos dessas pessoas, com esse sistema, será a garantia de um desperdício colossal. Se ao fazerem um péssimo trabalho eles são recompensados com o dobro de recursos, que incentivo terão para melhorar?! Espero que os senhores parlamentares não se rendam ao populismo. Caso sucumbam, presidente Dilma, use o seu poder de veto. Talvez não ajude na sua próxima eleição, mas certamente beneficiará os colegas do seu neto.

Fonte Texto: Revista Veja, edição 2331 – ano 46 – nº 30.

Alunos do Núcleo Pitanga/PR e do Colégio Estadual Julia H. de Souza trocam experiências do voleibol

Participantes do Festival de Mini Vôlei registram o encontro na quadra do Colégio Estadual Dom Pedro I.

Os alunos do Núcleo Pitanga/PR colocaram em prática o que aprenderam nas aulas de voleibol do projeto Núcleos de Iniciação ao Voleibol no Paraná durante o Festival de Mini Vôlei das categorias Mini 3×3 e Mini 4×4, realizado no dia 14 de agosto. O evento aconteceu no Colégio Estadual Dom Pedro I, local das aulas do projeto, e contou com a participação dos colegas do Colégio Estadual Julia H. de Souza, reunindo 100 crianças e adolescentes.

Todos os alunos jogaram várias partidas de voleibol – cada uma com duração de sete pontos -, para que os objetivos do evento fossem atingidos. Os principais eram apresentar o trabalho do projeto para os visitantes e proporcionar aos alunos do Núcleo Pitanga uma oportunidade para aplicarem os conceitos de valores e habilidades no esporte. Contudo, o momento também foi especial para a integração entre os participantes, quando foram formadas equipes mistas de alunos das duas escolas. A aluna do Colégio Julia H. de Souza, Elisa Milena Kruger, apreciou o evento. “Gostei muito de vir jogar aqui no Dom Pedro! Foi uma tarde maravilhosa e conseguimos conquistar novas amizades através do voleibol.”, disse.

Para o professor do Núcleo Pitanga, Vilson José Scherpinski, foi uma oportunidade para avaliar o desempenho dos jovens durante a arbitragem dos jogos, que exigia responsabilidade, na escolha dos integrantes das equipes – autonomia – e também no relacionamento com os outros colegas – respeito. “Foi uma tarde de alegrias! Tivemos a chance de avaliar se os valores estão sendo aplicados com pessoas diferentes ao meio de convívio dos alunos do projeto”, afirmou.

Meninas entram em quadra e mostram suas habilidades no voleibol.

Ao final do evento, todos participaram de uma confraternização e foram sorteadas quatro camisetas do evento Internúcleos dos anos anteriores. “Com certeza os objetivos foram alcançados, pois a maioria mostrou que conseguiu incorporar a metodologia do projeto Núcleos de Iniciação ao Voleibol no Paraná”, concluiu. Já o professor do Colégio Estadual Julia H. de Souza, Ari, destacou a troca de experiências durante o festival: “foi muito importante participar deste evento, pois nossas alunas veem um método diferente de jogar voleibol e a interação com os alunos do projeto mostra um pouquinho dos valores que o jogador de voleibol deve ter, não pensando somente em ganhar o jogo sem princípios”, avaliou.

Parceiros do projeto Núcleos de Iniciação ao Voleibol no Paraná: Governo do Estado do Paraná e Unilever. Via Lei Federal de Incentivo ao Esporte: Itaú, Unilever e Ministério do Esporte.

Fotos: Divulgação IC. 

Brenon Partala, acadêmico de educação física, conta o que mudou na sua visão profissional após participar da Clínica de Mini Vôlei – Curitiba/PR

O gerente executivo do Instituto Compartilhar, Luiz Fernando Nascimento, entrega o certificado de participação da Clínica de Mini Vôlei à Brenon.

A paixão pelo voleibol e o sonho de seguir carreira como treinador esportivo levou o acadêmico de educação física da Universidade do Contestado (UNC), Brenon Partala, 21 anos, a participar da Clínica de Mini Vôlei – Curitiba/PR realizada nos dias 11, 12 e 13 de julho. O objetivo dele era aprender uma maneira de atuar na área do esporte e avaliar a própria maneira de exercitar a profissão, embora atualmente estagie em uma Academia da Terceira Idade (ATI). “O trabalho do Instituto Compartilhar chamou muito a minha atenção”, destacou o estudante. Coincidência ou não, Brenon é fã do técnico da seleção brasileira de voleibol, Bernardinho – diretor presidente da instituição.

“A organização do Instituto como um todo e a intenção de formar, em primeiro lugar um cidadão, me deixou fascinado! A forma como ensinam o vôlei com valores me encantou! É a concepção que sempre tive dentro do esporte”, revelou. A aula teórica sobre as categorias do Mini Vôlei e sistemas de jogo elucidaram algumas questões para o morador da cidade de Rio Negro/PR. “Sou fissurado por esquema tático e gosto de estudar a função dos atletas dentro de cada esquema”. Inclusive, esse foi o principal motivo que o levou a cursar educação física.

Apaixonado por esportes, o acadêmico de educação física (ao centro) é fotografado ao lado de Rafinha (à esq.) e Hilário, responsáveis por uma escolinha de futebol na cidade de Rio Negro/PR.

Apesar de ter se dedicado ao futebol durante muitos anos, Brenon sempre gostou de voleibol. “Resolvi ter essa experiência (participar da clínica) sem ter muita ideia do que encontraria pela frente. Não nego que tinha a expectativa de enxergar novos caminhos porque sempre achei o voleibol um esporte apaixonante. Eu já havia pensado na possibilidade de trabalhar com esta modalidade, mas ainda era algo abstrato para mim”. O acadêmico de educação física descobriu o gosto pelo esporte desde muito pequeno, aos 7 anos de idade, quando assistia à partidas da seleção brasileira de voleibol. “Como toda criança, queria imitar o que via e gostava de dizer que eu era o Nalbert, Giovane ou Giba. Eram os meus preferidos!”.

“Muitas vezes as escolinhas esportivas acabam visando demais a formação de ‘craques’ ou simplesmente um passatempo para a criança. Diferentemente disso, o primeiro foco de trabalho (do Compartilhar) é a formação de um cidadão, além de dar a oportunidade de aprendizado e aprimoramento do esporte”, relatou o estudante. Quanto à Metodologia Compartilhar de Iniciação ao Voleibol, Brenon disse que o que mais chamou sua atenção foi a questão da inclusão entre o mais ativo ao menos ativo, e aqueles que fogem do padrão exigido pelo voleibol (alto e forte).

Para ele, o vôlei demonstra ser, realmente, um esporte coletivo: “um levantamento depende de uma boa defesa, um ataque depende de um bom levantamento, um saque depende do ponto, o bloqueio depende de uma cobertura e, assim, um atleta sempre precisará da ajuda do outro e independente de quão habilidoso ele seja, nunca fará nada sozinho”.

Brenon Partala: “Eu indico a Clínica de Mini Vôlei a outros estudantes de educação física, independente da modalidade em que pretendem trabalhar ou mesmo para aqueles que querem atuar nas escolas”.

Após ter participado da clínica, Brenon percebeu que ela enriquece muito o trabalho do profissional de educação física. “Eu indico a Clínica de Mini Vôlei a outros estudantes de educação física, independente da modalidade em que pretendem trabalhar ou mesmo para aqueles que querem atuar nas escolas. Muito mais do que voleibol, a clínica mostra formas de trabalhar valores, além de métodos que podem ser aplicados em outros esportes”, e deixa a dica: “vale muito a pena participar! É um curso que mostra como ensinar práticas de cidadania para os alunos”, conclui. Os professores do projeto Núcleos de Iniciação ao Voleibol também ganharam elogios: “eles demonstram que gostam do que fazem”. Segundo o estudante, o curso até despertou sua vontade de voltar aos 9 ou 10 anos para ter aulas de voleibol no Compartilhar.

Bernardinho não só influenciou a paixão de Brenon pelo vôlei, como também despertou o gosto pela leitura, aproximadamente no ano de 2006. Foi por meio do livro “Transformando suor em ouro”, do técnico da seleção masculina de voleibol, que o estudante passou a gostar de ler e pesquisar sobre assuntos na área esportiva.

Quando perguntado se pretende utilizar a Metodologia Compartilhar de Iniciação ao Voleibol em sua carreira profissional, o estudante não pensou duas vezes: “sem a menor dúvida!”. Brenon acredita que os métodos utilizados pela instituição facilitam o entendimento do aluno quanto às suas funções em determinados lances e que os valores também podem ser ensinados a categorias mais avançadas.

A Clínica de Mini Vôlei do Instituto Compartilhar foi idealizada com o objetivo de disseminar a Metodologia Compartilhar de Iniciação ao Voleibol aos profissionais e acadêmicos de educação física interessados em aprender sobre o Mini Vôlei. Durante o curso, os participantes conhecem um pouco do Instituto Compartilhar e assistem à aulas teóricas que dão embasamento às aulas práticas. Neste ano, a proposta pedagógica da clínica favoreceu a interação entre os envolvidos, por meio de pequenas oficinas, e contou com diminuição das aulas expositivas.

Parceiros da Clínica de Mini Vôlei – Curitiba/PR: UniBrasil. Via Lei Federal de Incentivo ao Esporte: Itaú, Unilever e Ministério do Esporte.

Fotos: Divulgação IC. 

Alunos do Núcleo Protásio Alves/RS comemoram Dia dos Pais

Dia dos Pais: familiares reúnem-se no salão paroquial de Protásio Alves para festejarem a data especial.

O Dia dos Pais não passou em branco para as crianças e adolescentes do Núcleo Protásio Alves. Apesar de ser comemorada oficialmente no segundo domingo de agosto, a data foi festejada no sábado, dia 10. Cerca de 320 participantes, alunos do projeto Vôlei em Rede e da Escola Municipal de Ensino Fundamental Caetano Peluso – onde acontecem as aulas de voleibol – participaram das atividades desenvolvidas no salão paroquial de Protásio Alves.

Alunos homenageiam os pais durante evento realizado no dia 10 de agosto.

O evento contou com missa dedicada aos pais, momento especial que ajuda a reforçar os laços familiares. Os homenageados também receberam mensagens, assistiram a uma apresentação de teatro e alguns até arriscaram bater uma bolinha. Mas a comemoração não parou por aí. Para encerrar o dia de atividades, foram organizados um jantar e baile que abrilhantaram ainda mais a festa. A professora do Núcleo Protásio Alves/RS, Elizangela Stella, destacou a integração e a participação da escola e famílias. Já a diretora da escola, Elizane Bacarrim, afirmou: “penso que a educação se constrói em três pilares: família, escola e sociedade”.

Parceiro do Núcleo Protásio Alves/RS: Prefeitura Municipal de Protásio Alves.

Em Natal/RN, Clínica de Mini Vôlei reúne 90 profissionais e estudantes de Educação Física

Troca de experiência entre professores e estudantes enriquece Clínica de Mini Vôlei em Natal/RN.

Durante os dias 8 a 10 de agosto, cerca de 90 profissionais e estudantes de educação física da capital do Rio Grande do Norte e região metropolitana se reuniram para conhecer a Metodologia Compartilhar de Iniciação ao Voleibol, utilizada nos quatro projetos do Instituto Compartilhar. Aulas teóricas e práticas foram realizadas na Universidade Potiguar (UnP) e Centro de Educação Integrada (CEI), parceiros do projeto Vôlei em Rede na cidade.

 

As atividades propostas e desenvolvidas pelo gestor do conhecimento, Fábio Okazaki e pela analista de projetos do Compartilhar, Ana Elisa Caron, visaram o envolvimento dos participantes. Divididos em grupos, todos construíram cartazes sobre valores que podem ser ensinados a crianças e adolescentes por meio do esporte e, nas miniquadras montadas, propuseram exercícios das quatro categorias (Mini 2×2, Mini 3×3, Mini 4×4 e Vôlei). “Foi um curso dinâmico, com uma proposta muito boa”, avalia Joanilson do Nascimento, professor de escola pública de Currais Novos/RN.

Participantes apresentam trabalho em grupo.

Durante a manhã dos dias 8 e 9, na UnP, as aulas teóricas foram focadas nos princípios da metodologia – ludicidade, adaptações de espaço e número de participantes, elaboração de atividades com recorte de jogo e inserção de valores em todos os momentos de aula. “Me inscrevi na clínica para aprender ainda mais sobre voleibol, que é uma modalidade que me dá prazer de jogar e ensinar”, conta o professor Richardson Fernandes, de Natal. “Achei a metodologia muito pertinente e condiz com a nossa realidade de trabalho”, complementa.

As atividades práticas, realizadas no CEI, ilustraram as teorias vistas anteriormente. Para isso, o Compartilhar contou com a participação cerca de 30 alunos do Núcleo Natal/RN, participantes das quatro categorias. Enquanto as crianças e adolescentes demonstravam os exercícios, os participantes assistiam interessados e entravam em quadra para experimentar as atividades e as dimensões reduzidas.

Alunos realizam parte prática enquanto participantes assistem atentos.

Para complementar o curso e enfrentar o desafio de colocar os conhecimentos em prática, os próprios participantes propuseram atividades de recorte de jogo. “Este é sempre um momento importante em que eles reúnem todos os conteúdos e vivências dos três dias e tentam colocar em prática. É bom para que nós possamos avaliar se eles entenderam o conteúdo”, afirma Ana Elisa Caron.

No encerramento houve distribuição de brindes como Relatório de Atividades, bolsas, livros e camisetas. “A participação, quase equivalente, de estudantes e profissionais foi muito positiva, pois proporcionou maior troca de experiência entre os presentes. Deu para ver que estavam todos envolvidos e foram participativos”, conclui Ana Elisa. “Tudo que aprendi nesse período vou levar usar como fonte de inspiração para o projeto político pedagógico da minha escola”, promete Richardson.

Parceiros do Núcleo Natal/RN: Prefeitura Municipal do Natal, Natal Volley Club, Centro de Educação Integrada e Universidade Potiguar.

Fotos: Divulgação IC

Professor promove aula diferente no Núcleo São Vicente – Campinas/SP

Pega-pega em duplas diverte os alunos e convidados do evento.

O professor do Núcleo São Vicente – Campinas/SP, Laerte Rodrigues, teve uma ideia interessante para atrair novas crianças para o projeto Vôlei em Rede e planejou uma atividade diferente no dia 09 de agosto. Nesta ocasião, os alunos da categoria Mini 2×2 puderam levar para aula de voleibol amigos que não fazem parte do projeto para participarem, conhecerem e verem as habilidades dos colegas desenvolvidas com o passar do tempo. O evento, chamado Dia do Amigo, reuniu 42 jovens na Escola Municipal Julio Mesquita Filho – sede do núcleo – número considerado acima do esperado.

Os “visitantes” foram apresentados ao grupo e o professor dedicou alguns minutos para explicar a eles como funcionam as aulas do projeto. Para deixar o clima descontraído, todos os participantes do evento brincaram de pega-pega em duplas e de uma atividade de jogo de vôlei no formato 1×1. Depois, os alunos do projeto se juntaram com seus amigos e jogaram partidas de três pontos no formato Mini 2×2. Para que todos interagissem e pudessem aproveitar o tempo, foram montadas quatro quadras.

Participantes aguardam na fila antes de jogarem voleibol.

A iniciativa do professor deu certo. “O objetivo inicial de demonstrar aos amigos dos alunos o formato das aulas e despertar o interesse deles foi plenamente atingido”, concluiu Laerte Rodrigues. Além disso, os próprios alunos do projeto Vôlei em Rede puderam mostrar aos colegas o que eles aprenderam durante aulas. “A participação dos alunos foi efetiva e carregada de motivação”, contou o professor.

Parceiros dos Núcleos Campinas/SP: Prefeitura Municipal de Campinas e Brasil Kirin.

Fotos: Divulgação IC. 

Por um ambiente mais leve

São Paulo – A farmacêutica americana CVS levantou polêmica quando, em março, anunciou que cobraria multa de 50 dólares por mês dos funcionários que se recusassem a fornecer informações pessoais como peso, índice de massa corporal e nível de glicose no sangue.

Empresas valorizam o bem estar de seus funcionários.

A exigência faz parte de um projeto da companhia de cortar custos com saúde, que devem passar de 12.000 dólares por empregado neste ano. No Brasil, a legislação trabalhista não permitiria descontos assim, mas o caso da CVS joga luz sobre um dos assuntos mais quentes para as empresas atualmente: os custos de saúde com o empregado.

Por que isso lhe diz respeito? Porque as empresas vão manter em seus quadros os funcionários saudáveis. Estudos científicos mostram que eles são mais produtivos, e o departamento financeiro sabe que eles custam menos para a empresa.

Hoje, a assistência médica é o segundo maior gasto da área de recursos humanos, atrás somente da folha de pagamentos. De acordo com um levantamento do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar, os gastos com planos de saúde no país deverão passar de 80 bilhões de reais até 2030, 35% mais do que em 2010.

E não é apenas o envelhecimento da população que empurra o valor para a estratosfera mas também o número de doentes crônicos (fumantes, pessoas com diabetes, hipertensão, obesidade, entre outros), que representam de 15% a 20% do quadro de empregados e consomem cerca de 80% do orçamento de saúde das empresas.

Para tentar fechar a torneira, o investimento em prevenção aumentou. Mas não depende só do RH. De acordo com uma pesquisa feita pela operadora de saúde Omint com 15.000 executivos brasileiros, 95,5% deles não mantêm alimentação equilibrada, 44% são sedentários e 31,7% sofrem com estresse.

Um reflexo direto desses dados aparece na circunferência abdominal dos executivos: 38,6% estão acima do peso. Mas há também boas notícias. No estudo, 37,7% dos entrevistados planejavam incluir atividades físicas na rotina e outros 44%, ainda que não tenham tomado nenhuma atitude, afirmaram que pensam bastante no assunto.

Como da intenção para a prática há um abismo, só 26% dos avaliados adotaram um cardápio mais saudável recentemente.

Investimento polpudo

Segundo a pesquisa Global HR Barometer 2013, da consultoria Michael Page, as empresas em operação no Brasil investiram mais em programas de saúde e bem-estar do que a média global — 47%, ante 42%. A Aon, por exemplo, lançou o programa Aon Saudável, que oferece aos funcionários orientação nutricional, aulas de ioga dentro da companhia e organiza grupos de caminhada, corrida e trilha.

“O investimento é pequeno perto do que ganhamos em produtividade e economizamos com custos médicos”, diz Márcia Lourenço, diretora de RH. “Depois dos incentivos, uma pessoa perdeu 30 quilos e muitas outras melhoraram o condicionamento. Estão até dormindo melhor”, afirma Márcia.

O Grupo Algar, de tecnologia e serviços, foi mais longe e atrelou os cuidados com a saúde ao bônus. Para receber o valor integral, 297 executivos passam por avaliações clínicas periódicas e têm metas estabelecidas. No ano passado, 15 não cumpriram o plano e tiveram 10% de desconto no bônus.

A Natura optou por premiar os empregados. Os 120 funcionários inscritos no programa Tempo é Saúde passaram por exames e receberam metas individuais de alimentação e exercícios, que podem ser cumpridas com a ajuda do Clube Natura, que fica na sede da companhia, em Cajamar, São Paulo.

O local é equipado com academia, piscina, sala para aula de pilates e dança e bicicletas. No restaurante da empresa, a fritura foi abolida; os legumes e as verduras são orgânicos.

Ao fim do semestre, quem alcança a meta ou a ultrapassa ganha prêmios, que vão de produtos a uma viagem para o Nordeste. Desde o início do programa, o IMC médio dos inscritos caiu de 26 para 25,1 e a proporção de gordura corporal passou de 21% para 18%.

Sem vida pessoal

Longe de ser uma abordagem paternalista, a preocupação das empresas com a saúde tem origem na constatação de que, em muitos casos, o sobrepeso e as doenças crônicas dele decorrentes são provocados pelo estresse do trabalho. Foi o que percebeu a publicitária Erlana Castro, de São Paulo.

Ex-diretora de publicidade da Fiat para a Europa, com passagens pelas maiores agências do Brasil, ficava até 15 horas por dia no escritório e varava madrugadas entre cigarros e sanduíches.

“Amava meu trabalho e só vivia para ele. Eu me impunha essa carga.” Workaholic, perdeu a conta de quantos aniversários, Natais e festas de família — inclusive o casamento dos irmãos — deixou de participar por achar que não podia se afastar nem por um fim de semana. Nem o namorado aguentou a carga de trabalho que ela se impunha. “Achei até melhor. Namorado, para mim, tinha virado distração.”

Erlana só percebeu que havia algo errado quando passou a sentir dores no corpo. Foi ao médico e descobriu que estava com síndrome de Hashimoto, problema que afeta o funcionamento correto da glândula tireoide. “Cheguei aos 37 anos fumando 30 cigarros por dia, pesando 126 quilos, com a tireoide parada, tomando antidepressivos e hipertensa”, afirma Erlana.

O diagnóstico preocupante foi o momento da virada: ou ela mudava seus hábitos ou, segundo o médico, morreria em alguns anos. Erlana teve de tomar uma decisão radical: pediu demissão porque o tratamento demandaria tempo e dedicação. Depois de uma dezena de consultas médicas, resolveu fazer a cirurgia bariátrica.

Perdeu quase 50 quilos e também deixou o cigarro, num processo que levou um ano e meio e contou com a ajuda de uma psicanalista. Hoje, aos 41 anos, lamenta não ter priorizado seus relacionamentos.

“Nem imaginava ter filhos, porque não queria nada que me tirasse do foco. É meu grande arrependimento”, afirma. Mas ela comemora a vitória contra a balança, o novo namoro e uma relação bem mais saudável com o trabalho. “Estou superfeliz.”

Liderança inspiradora

“Qualidade de vida é um assunto que está na pauta de todo mundo de recursos humanos”, diz Américo Figueiredo, de 53 anos, vice-presidente global de RH da Nextel. Em vez de apenas propor políticas em prol da saúde, o VP de RH foi mais longe e deu ele mesmo um exemplo de mudança de estilo de vida aos empregados.

Há três anos, saiu dos 102 quilos para os atuais 81 em dois meses fazendo reeducação alimentar. “Fiquei assustado depois de descobrir que estava com uma capa de gordura no fígado. Meus joelhos e costas doíam, e eu não tinha energia para nada.”

Com a ajuda de uma nutricionista, trocou carboidratos e doces por castanhas e frutas, que devem ser consumidas de três em três horas, e começou a fazer 40 minutos de bicicleta ergométrica três vezes por semana. O esforço foi recompensado com uma agradável surpresa.

“Fui fazer exames para entrar em uma escola de pilotos, um hobby, e descobri que estava com o colesterol de um adolescente”, afirma. A mudança na silhueta do VP acabou inspirando outras pessoas na empresa. “Estou em uma posição clara de liderança e muita gente veio me perguntar da dieta. Alguns até já começaram a seguir o exemplo.”

Ainda que não trabalhe com gestão de pessoas, o empresário Guilherme Falchi, de 29 anos, também quis dar o exemplo. Ele decidiu emagrecer quando fundou a Expresso Nutri, empresa que vende opções saudáveis de lanches dentro de outras companhias. “Não dava para eu chegar gordo e feliz, com um bombom no bolso, querendo vender um estilo de vida saudável. Ninguém acreditaria”, diz.

A motivação fez com que ele mudasse a alimentação, parasse de inventar desculpas para não ir à academia e voltasse a praticar squash. Em seis meses, ele perdeu 24 quilos e pôde fazer, em sua opinião, uma das melhores coisas do mundo: renovar o guarda-roupa, porque tudo que ele tinha ficou enorme.

O sono e o humor melhoraram, a disposição voltou e, hoje, ele se sente apto a vender seu estilo de vida para qualquer um. “Para mim, qualidade de vida não é opcional”, afirma.

“Alimentação e exercícios são uma questão de sobrevivência.” De fato, estudos da Universidade Harvard apontam que mais de 90% dos casos de diabetes, 80% dos casos de doenças coronarianas e 70% dos derrames podem ser prevenidos com um estilo de vida saudável.

Empresas e profissionais que ainda não entenderam isso e não adotaram uma atitude preventiva vão perder dinheiro ou pagar essa conta da pior maneira — com a própria saúde.

Fonte texto e imagem: Revista Você s/a. Edição 182, julho 2013.

Professores: Inscrevam seus alunos para o Festival de Mini Vôlei – Curitiba/PR

O coordenador pedagógico do projeto Núcleos de Iniciação ao Voleibol no Paraná, Josmar Coelho, conversa com os jovens participantes do Festival de Mini Vôlei do ano passado.

Já estão abertas as inscrições para o Festival de Mini Vôlei – Curitiba/PR com data marcada para o dia 31 de agosto, sábado. Professores e técnicos de escolas, clubes, ONGs e outras instituições que trabalham com o vôlei estão convidados a participar com seus alunos e podem inscrever até seis equipes – três femininas e três masculinas -, formadas por três integrantes. O evento será realizado no Ginásio do Tarumã e os professores interessados devem solicitar as inscrições, que se encerram no dia 23 de agosto, ao coordenador pedagógico do projeto Núcleos de Iniciação ao Voleibol no Paraná, Josmar Coelho, pelo e-mail josmar.nucleospr@compartilhar.org.br.

Festival de Mini Vôlei Curitiba/PR 2012: alunos de várias entidades inscritas no evento jogam voleibol.

O Festival de Mini Vôlei tem como objetivo reunir adolescentes nascidos em 2001 e 2002 para trocarem experiências no voleibol, além de promover diversão, prática esportiva e convivência com outras pessoas que também vivenciam o esporte. O evento é uma realização do Instituto Compartilhar, projeto Núcleos de Iniciação ao Voleibol no Paraná em parceria com o Governo do Estado do Paraná e Unilever. Conta com o apoio também via Lei Federal de Incentivo ao Esporte do Itaú, Unilever e Ministério do Esporte.

Fotos: Divulgação IC

Festival de Mini Vôlei anima os alunos do Núcleo Protásio Alves/RS

Festival de Mini Vôlei proporciona jogos entre os colegas do Núcleo Protásio Alves/RS.

Cerca de 60 crianças e adolescentes do Núcleo Protásio Alves/RS se reuniram na Escola Municipal Caetano Peluso – onde acontecem as aulas do projeto Vôlei em Rede – para participar do Festival de Mini Vôlei, organizado no dia 18 de julho. Durante o evento os alunos colocaram em prática o que aprenderam nas aulas, puderam trocar experiências do esporte e jogar várias partidas de voleibol com colegas da mesma categoria.

Alunos têm a oportunidade de aprender voleibol fora do contexto de aula e divertem-se durante o Festival de Mini Vôlei.

Segundo a professora Elisangela Stella, o festival favoreceu a integração entre as diferentes turmas e foi uma oportunidade para os alunos esclarecerem dúvidas de jogo. “Achei o evento bem importante”, comenta. O aluno João Marcelo Costa, 9 anos, da categoria Mini 2×2, também gostou da experiência. “É muito bom jogar com os colegas das outras turmas”, conclui satisfeito.

Parceiro do Núcleo Protásio Alves/RS:

Prefeitura Municipal de Protásio Alves.

Fotos: Divulgação IC.