Atividades no turno e contraturno das escolas

Dos núcleos do programa socioesportivo do  Instituto Compartilhar, 75% acontece dentro das escolas públicas escolhidas pela Secretaria de Educação local. Assim, há a valorização da escola como um lugar prazeroso de estar, além de criar o vínculo com a educação formal. As atividades esportivas são realizadas no contraturno e, além de aprender voleibol, os alunos praticam valores como cooperação, responsabilidade, respeito, autonomia, além de autoestima e superação, que valem para toda a vida. Confira esta matéria sobre atividades no contraturno publicada na revista Nova Escola em 2009.

Em festa de encerramento do Núcleo Forte do Leme em 2012, alunas de vôlei e capoeira apresentam trabalhos relativos aos valores.

As crianças brasileiras não passam, em média, mais de quatro horas por dia nas unidades de Ensino Fundamental, segundo um levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgado em abril de 2009. É pouco. E a própria Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) pede a ampliação desse tempo.

Para reverter o quadro, experiências para estender o período começam a aparecer no país. São projetos que integram atividades ao turno escolar para engordar a carga horária dos estudantes, que podem alcançar até oito horas.

Em alguns casos, o professor opina na divisão da grade de disciplinas e oficinas. Mas, normalmente, essa decisão fica a cargo de cada Secretaria de Educação. “No geral, existe a supervalorização das tarefas mais livres, como as oficinas, brincadeiras e ações com a comunidade. Elas são importantes, mas não são tudo”, explica Maria do Carmo Brant de Carvalho, coordenadora geral do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), em São Paulo. Já as aulas relacionadas ao currículo, essenciais para complementar os estudos, ficam em segundo plano, sem conexão com o turno.

Quem atua no contraturno deve tomar alguns cuidados para evitar problemas como esse e ter bom desempenho. “O primeiro passo é procurar o coordenador pedagógico ou o docente do turno responsável pelo assunto que vai ser tratado nas aulas para discutir as abordagens possíveis”, diz Ercília Angeli, professora do Departamento de Educação da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e estudiosa do tema.

Integração dos turnos, mas sem dependência

Oficina realizada no evento do projeto Vôlei em Rede, Núcleos Rio/RJ estimulam alunos a formarem frases com os valores aprendidos.

Mesmo quando o diálogo não for possível, cabe ao docente ter a preocupação de unir as etapas matutinas e vespertinas e, com base nos conteúdos curriculares, montar trabalhos produtivos. Uma ideia é usar abordagens diversificadas para tratar os assuntos necessários.

A professora de História Wilma Fontana de Souza, do CE João Bettega, em Curitiba, colocou as sugestões em prática. Com a ajuda da coordenação, montou com as turmas de 7ª e 8ª séries um projeto sobre cultura regional, complementando o trabalho no turno. De manhã, os alunos aprenderam sobre as influências portuguesas. À tarde, vivenciaram com Wilma como ela se traduziu no modo de vida brasileiro, aprendendo a dançar o fandango – dança regional trazida pelos colonizadores, pouco conhecidas dos alunos e incorporada à cultura paranaense.

Alunas da categoria Vôlei, do Núcleo Central – Curitiba/PR mostram atividades realizadas sobre autonomia.

O projeto foi aprovado pelo governo que avalia atividades propostas pelos educadores para o contraturno e os classifica de acordo com três eixos: científico-cultural e expressivo-corporal, além de integração entre comunidade e escola.

Essa integração deve contaminar todas as disciplinas. No CIEP Frei Veloso, no Rio de Janeiro, a professora de Educação Física Catarina Ferreira trabalha a percepção do corpo com alunos da 1ª e da 2ª série. Ela realiza, no turno, circuitos com pneus, arcos e bolas para exercitar a coordenação motora. No contraturno, aposta em atividades como as brincadeiras em que as crianças ouvem músicas que pedem determinados movimentos, complementando o trabalho.

Como alternativa, tarefas mais livres são indicadas. No João Bettega, a professora de Língua Portuguesa Roseli Albini Petersen promove semanalmente a atividade Fórum de Discussões, em que alunos e pais debatem temas como violência. “O envolvimento da família melhora a aprendizagem”, relata Maria de Salete Silva, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no Brasil.

Fonte Texto: Revista Nova Escola

Disponível em: < http://revistaescola.abril.com.br/planejamento-e-avaliacao/planejamento/turno-contraturno-escola-476470.shtml>

Fotos: Arquivo IC 2012

Palestras realizadas no Núcleo Natal/RN contribuem para o aprendizado dos alunos

Alunos do Núcleo Natal/RN assistem à palestra “Benefícios da ingestão de água pelos atletas”, realizada no dia 19 de março.

O mês de março foi muito produtivo para os alunos do Núcleo Natal/RN do projeto Vôlei em Rede. Eles receberam a visita de profissionais de saúde da Universidade Potiguar (UnP), do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e policiais militares do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (PROERD). Além dos palestrantes e alunos, estiveram presentes pais ou responsáveis, professores, estagiários e coordenadores do Instituto Compartilhar. Em todas estas palestras, realizadas no Natal Volley Club – local em que ocorrem as atividades do núcleo – destacou-se a integração dos alunos do projeto.

“Benefícios da ingestão de água pelos atletas” foi o primeiro evento, realizado no dia 19 com os alunos do período da tarde, das categorias Mini 2×2, Mini 3×3 e Vôlei. Com orientações dos  enfermeiros, eles puderam conhecer a importância da água no organismo e os benefícios de sua ingestão diária. (Além de ter adquirido informações na palestra), o aluno Iago Cauê, 9 anos, da categoria Mini 2×2, diz que aprendeu que deve levar a garrafinha de água para as aulas.

Profissionais do SAMU fazem demonstração de primeiros socorros aos alunos do turno da manhã.

Noções de primeiros socorros, com o auxílio de manequins de adultos e crianças, orientações e informações sobre os malefícios causados pelos “trotes telefônicos” passados ao Samu, no dia 26, alunos do turno da manhã participaram da palestra com os profissionais de enfermagem da UnP e do Samu.

 

Jovens participam da palestra realizada pelos policiais militares do PROERD e profissionais de saúde da UnP.

Com o objetivo de incentivar os jovens a valorizar a vida e a família, policiais militares do PROERD e profissionais de saúde da UnP abordaram o tema “Combate às drogas e à violência”. A palestra foi realizada com os alunos das categorias 4×4 e Vôlei do turno da tarde, no dia 27 do mesmo mês.

 

 

Parceiros do Núcleo Natal/RN: Prefeitura Municipal do Natal, Natal Volley Club, Centro de Educação Integrada e Universidade Potiguar.

Fotos: Divulgação IC

7 benefícios da Capoeira segundo o site Educar para Crescer

Você sabia que o Instituto Compartilhar não trabalha apenas com o Vôlei? O projeto Esporte em Ação também oferece aulas de capoeira e para você conhecer um pouco mais sobre os benefícios deste esporte, encontramos este texto divulgado no site Educar para Crescer da editora Abril. O Núcleo Forte do Leme – Rio/RJ e o Núcleo Cidade Jardim – São José dos Pinhais/PR promovem estas aulas.   

Foi no século 16 que a Capoeira surgiu pela primeira vez em terras brasileiras. Mistura de forma de luta e culto religioso, ela veio junto dos negros que, originários da África, foram trazidos aos milhares para o trabalho escravo. Naturalmente, eles não tinham liberdade alguma de praticar suas tradições, por isso, a Capoeira era então apresentada de modo disfarçado, como se fosse uma dança com canto e mais nada. Aos poucos, porém, ela acabou por vingar em todo o Nordeste do País, ganhando diversidade de estilos – um dos mais populares (e antigos) é chamado de Capoeira Angola, caracterizado por golpes baixos, rentes ao chão, e animado pela música de ritmo lento.

A criança que pratica Capoeira aprende não apenas a jogar como também a cantar (o que tem sido transmitido oralmente há séculos, cantos africanos especialmente criados para esse tipo de atividade) e a tocar (entre os instrumentos mais tradicionais, destaque para o berimbau, o pandeiro e o caxixi, um chocalho feito de sementes). O jogo de Capoeira também aprimora o controle emocional, estimulando a observação e a defesa, quando necessária, ao contrário de incentivar a agressividade e a violência. “No caso do estilo Angola de Capoeira, ele consegue traduzir com ritmo e movimento corporal as ideias da educação humanista”, reforça Ana Cristina Marotto, orientadora educacional e pedagógica do Colégio Equipe, em São Paulo. “É ótima ferramenta para a formação moral, física e cognitiva.”

Recomendado para alunos de 3 a 11 anos, o jogo de Capoeira ajuda de inúmeras maneiras o desenvolvimento tanto de meninos quanto de meninas. Veja os benefícios a seguir.

1.      Difunde o valor da defesa - e não do ataque

A Capoeira é um jogo que faz clara distinção entre defesa e ataque – diferenciação essa que pode influenciar um estilo de comportamento e um modo de pensar por toda a vida. Quem pratica Capoeira não é, portanto, estimulado a sair atacando para depois ver no que vai dar, mas sim olhar, refletir e, se for realmente necessário, saber agir de modo a cuidar da própria defesa. Quanto mais cedo a criança souber fazer essa distinção, mais rápido será o seu entendimento de como a violência não vale a pena.

2.      Ajuda na formação moral

A aula de Capoeira normalmente começa com uma roda de conversa, onde são discutidas as regras de convívio e de participação de cada um etc. É uma atividade que desenvolve o respeito, a tolerância. Porque as crianças estão sempre interagindo entre si para realizar o mais simples gesto – cada uma delas precisa, por exemplo, ter cuidado com o movimento que pretende fazer para não machucar o outro, assim como conviver com o jeito de ser de cada colega, entendendo que o jogo acontece entre todos, independentemente do talento ou da ausência dele. Todos são iguais – e, em lugar de apontar os melhores (e os piores) jogadores, o que se incentiva é a parceria, ensinar o que já sabe de modo a que o colega possa evoluir também.

Alunos do Núcleo Cidade Jardim – São José dos Pinhais/PR praticam capoeira.

3.      Desenvolve e amplia a cognição

Quem pratica Capoeira recebe informação sobre a cultura popular, a origem do jogo em si, as tradições celebradas em músicas e canções, os instrumentos que animam a atividade e por aí afora. É um conhecimento transmitido a cada roda de conversa, no início da aula, aumentando o repertório dos alunos sobre a formação do povo brasileiro, enfim, a história do próprio País. Não se trata de um tipo de informação feito para decorar, mas sim atiçar o interesse da criança pela nossa identidade cultural.

4.      Desperta a curiosidade infantil

Quem pratica Capoeira tem sua percepção sonora estimulada pelo uso de instrumentos musicais, assim como a consciência do próprio corpo é alimentada por movimentos pouco usuais. Trata-se de uma atividade que abre um leque de oportunidades – meninas e meninos podem descobrir, ao jogar Capoeira, o gosto por danças populares, outros, por canto, todos eles indo atrás de cursos específicos. Em suma: um despertar de aptidões, fonte valiosa de conhecimento e amor próprio.

5.      Promove o desenvolvimento físico

O jogo de Capoeira explora dois caminhos antagônicos, o equilíbrio e o desequilíbrio – como é que se leva um tombo e depois se recupera o prumo -, situações essas de valor semelhante, afinal, o desequilíbrio também pode afetar e desestruturar emocionalmente, daí ser preciso assumir estratégias para recuperar o equilíbrio e seguir no jogo. Tudo isso diz respeito aos golpes típicos da Capoeira – entre eles, a ginga, o rabo de arraia, a meia lua e a estrela. Movimentos que exigem equilíbrio e tônus muscular, trabalhando com as pernas, os braços, o tronco, a cintura etc. O aluno precisa ganhar elasticidade, equilíbrio e autoconfiança para se lançar no espaço sem medo de se esborrachar no chão. É desse modo que as crianças aprendem a reconhecer os limites do corpo, adquirindo segurança sobre o próprio desempenho.

6.      Estimula o controle emocional

Mexer com o corpo significa lidar com algumas das nossas emoções mais primitivas – a agressividade, por exemplo. É verdade que o jogo da Capoeira expõe cada aluno perante o grupo, mas ele também consegue reforçar o controle sobre situações delicadas, caso de ficar envergonhado por não fazer direito uma estrela, não ter ritmo para gingar etc. Como? Aulas de Capoeira valorizam o potencial de cada um, o que já conquistou e sabe fazer bem – afinal, todas as crianças têm competências garantidas e outras, a serem desenvolvidas. Ou ainda: todas têm capacidades para aprender e desenvolver, cada um em seu tempo de aprendizado que deve ser respeitado.

7.      Combate as inibições

Na aula de Capoeira, a criança é insistentemente estimulada a dançar, jogar, tocar e cantar. Não há, portanto, espaço para timidez – e ela entende que terá de se expor ao grupo com todas as suas imperfeições. Aos poucos, o medo ou qualquer outro tipo de insegurança perde a força, até porque essa criança se sente cada vez mais à vontade no universo dominado pelo respeito, como é o da Capoeira.

Fonte Texto: Educar para Crescer.

Alunos do Núcleo Forte do Leme – Rio/RJ participam do batizado de capoeira.

 

 

 

 

 

 

Disponível em: <http://educarparacrescer.abril.com.br/aprendizagem/7-beneficios-capoeira-635567.shtml>

Fonte Fotos: Arquivo IC 2012.

Cidade da Lapa/PR recebe Clínica de Mini Vôlei

O coordenador do projeto Núcleos de Iniciação ao Voleibol, Josmar Coelho, ministra aula no auditório da Secretaria de Educação.

Representantes do Instituto Compartilhar estiveram na cidade da Lapa no Paraná, no dia 22 de março, para realizar a Clínica de Mini Vôlei, que tem como objetivo difundir a Metodologia Compartilhar de Iniciação ao Voleibol, utilizada em todos os projetos socioesportivos da instituição. A Prefeitura da Lapa, parceira do evento, cedeu o espaço físico e materiais de quadra para a realização da clínica, que reuniu 61 pessoas, entre estudantes e profissionais de educação física, sendo dois destes da Secretaria de Estado do Esporte (SEES).

As aulas teóricas, realizadas no período da manhã, aconteceram no auditório da Secretaria de Educação e  práticas no Ginásio Poliesportivo Raul Siqueira, durante a tarde. O coordenador pedagógico do projeto Núcleos de Iniciação ao Voleibol no Paraná , Josmar Coelho, e o gestor de conhecimento do Instituto Compartilhar, Fábio Okazaki, foram os responsáveis por ministrar a clínica.

Alunos da Clínica de Mini Vôlei participam de aula prática, realizada na Lapa.

Houve sorteio de alguns materiais para os participantes do evento, com o objetivo de divulgar o trabalho do Compartilhar, como camisetas, chaveiros, gibis Compartilhar é… e relatórios anuais. Segundo Fábio Okazaki, a clínica atingiu o seu propósito e os alunos estavam “dispostos e participativos em todas as atividades propostas”.

Fotos: Divulgação IC

Exército Brasileiro conta com palestra de Bernardinho

Bernardinho ministra palestra no CEP.

“A Busca da Excelência” foi a palestra ministrada por Bernardinho, diretor presidente do Instituto Compartilhar e técnico da seleção masculina de voleibol, realizada no dia 19 de março, no Centro de Estudos de Pessoal (CEP), do Exercito Brasileiro, no Rio de Janeiro/RJ. Dentre os assuntos abordados, esteve a liderança, formação de equipe, inspiração e disciplina. O gerente executivo do Compartilhar, Luiz Fernando Nascimento, foi quem deu início ao evento, apresentando o vídeo institucional, bem como o projeto Esporte em Ação, Núcleo Forte do Leme – Rio/RJ.  É por meio deste núcleo que existe a parceria com o Exército Brasileiro, que cede as instalações esportivas do CEP para as atividades do projeto.

Coronel Ronaldo Barcellos (à esquerda) e Bernardinho apertam as mãos, em evento realizado no dia 19 de março.

A palestra contou com a participação do Comandante do CEP e Forte Duque de Caxias, Coronel Ronaldo Barcellos Ferreira de Araújo, que recepcionou Bernardinho. Outras 280 pessoas estiverem presentes, entre militares, familiares, autoridades civis, professoras e crianças do núcleo.

Foi destinado um tempo para que os convidados pudessem esclarecer dúvidas e curiosidades e, ao término da palestra, Bernardinho foi homenageado. O evento é uma forma de reconhecimento, por parte do Compartilhar, da parceria existente com o Exército Brasileiro há cinco anos.

Fotos: Divulgação IC

Bernardinho ministra palestra no Exército Brasileiro

Amanhã, dia 19 de março, o diretor presidente do Instituto Compartilhar e técnico da seleção masculina de voleibol, Bernardinho, ministrará uma palestra a ser realizada no Centro de Estudos de Pessoal (CEP), do Exercito Brasileiro, no Rio de Janeiro/RJ, localizado na Praça Almirante Júlio de Noronha. O evento marca o início do ano letivo dos alunos dos cursos regulares de Comunicação Social, Psicopedagogia e Coordenação Pedagógica do CEP. Espera-se, aproximadamente, 280 pessoas, entre militares, familiares e autoridades civis. O gerente executivo do Compartilhar, Luiz Fernando Nascimento irá abrir o evento às 14h para apresentar o trabalho desenvolvido pela entidade e em seguida, Bernardinho apresentará a palestra “A Busca da Excelência”.

O Núcleo Forte do Leme mantém o Exército Brasileiro como seu parceiro público desde a sua implantação em 2007. Através do Centro de Estudos de Pessoal (CEP), o Exército cede as instalações esportivas para as atividades, assim como um espaço para a administração do projeto.

Participe da primeira Clínica IC na Lapa/PR

Clínica de Mini Vôlei realizada em 2012 na cidade de Cascavel.

Profissionais e acadêmicos de educação física terão a oportunidade de conhecer a Metodologia Compartilhar de Iniciação ao Voleibol. Coordenadores pedagógicos do Instituto Compartilhar realizarão a Clínica IC de Mini Vôlei na Lapa/PR, no dia 22 de março. As Clínicas IC têm por objetivo disseminar fundamentos técnicos da metodologia e o ensino de valores, , como cooperação, responsabilidade, respeito e autonomia.

Profissional do Instituto Compartilhar leciona aula prática, em Clínica IC do ano passado.

O encontro, que será realizado pela primeira vez na cidade, terá duração de 8h, entre aulas práticas e teóricas. As inscrições são gratuitas, devem ser solicitadas pelo  e-mail (clinicasic@compartilhar.org.br) e podem ser realizadas até o dia 21 de março. Os interessados devem f

icar atentos, pois as vagas são limitadas. As aulas terão início na manhã de sexta-feira, às 8h30, no Auditório da Secretaria de Educação, localizado na Rua Barão do Rio Branco, nº 1861. Das 13h30 até às 17h30 o curso acontecerá na Quadra Poliesportiva Raul Siqueira, localizada na Rua 13 de Maio.

Fotos: Arquivo Divulgação IC

Instituto Guga Kuerten visita Instituto Compartilhar para troca de experiências

No escritório administrativo, Instituto Compartilhar e Instituto Guga Kuerten trocam experiências.

Na quarta-feira, 20 de fevereiro, o Instituto Compartilhar recebeu, em Curitiba/PR, a visita de cinco membros da equipe do Instituto Guga Kuerten (IGK), inclusive a presidente Alice Kuerten, para uma conversa e troca de experiências sobre os projetos sociais esportivos desenvolvidos pelas duas instituições.

Na parte da manhã, coordenadores pedagógicos do Compartilhar receberam todos no escritório administrativo para tirar dúvidas, conversar sobre metodologia de ensino e parcerias com setor público. Para o coordenador esportivo do IGK, Marcelo Lima, as semelhanças do trabalho das duas instituições os estimularam a querer conhecer de perto e conversar sobre dificuldades e oportunidades. “Sempre há muito o que aprender, e o Instituto Compartilhar pode nos acrescentar muita bagagem e experiência”, avalia.

Coordenadores do Instituto Guga Kuerten observam as aulas do projeto Núcleos de Iniciação ao Voleibol.

Para ver na prática como as aulas acontecem, o Instituto Compartilhar os levou ao projeto Núcleos de Iniciação ao Voleibol no Paraná para assistir as atividades e conhecer a aplicação dos valores em cada categoria. “Com certeza muito do que vimos hoje vai nos dar de experiência para aplicar lá nos nossos projetos”, diz Marcelo.

Sempre em buscas de novas informações, Alice Kuerten explica que o fato do Instituto Compartilhar trabalhar no contraturno e dentro da escola pública, aproxima as realidades das instituições. “Nós queríamos compartilhar um pouco os nossos objetivos e atividades com o Instituto Compartilhar e também passar um pouco de nossas experiências. Essas discussões são sempre muito importantes para ambas as instituições”, declara.

Alunos da categoria Mini 2x2, professores e coordenadores reunidos para uma foto.

O Instituto Guga Kuerten, criado em 2000, e sua missão é articular, promover e apoiar ações que visem oferecer oportunidades de desenvolvimento e integração social para todos os cidadãos, buscando fortalecer a cultura de solidariedade entre os membros de nossa sociedade. Em duas frentes de atuação: esporte e pessoas com deficiência, o trabalho tem foco exclusivo no estado de Santa Catarina.

Saiba mais sobre o Instituto Guga Kuerten em: www.igk.org.br

Fotos: Divulgação IC

Programa socioesportivo do Instituto Compartilhar volta às atividades

Professora Rosana Roberta (com a bola na mão) explica aos alunos sobre as mudanças da nova categoria.

A ansiedade para o início das aulas de minivôlei em três núcleos já foi superada por crianças e adolescentes dos núcleos Central – Curitiba/PR do projeto Núcleos de Iniciação ao Voleibol no Paraná, Natal/RN do projeto Vôlei em Rede e Forte do Leme – Rio/RJ do projeto Esporte em Ação. Demais núcleos aguardam a liberação das prefeituras para iniciar o processo de matrícula e rematrícula.

No Núcleo Central em Curitiba, o número de rematrículas chegou a 374, sobrando apenas 220 vagas para alunos novos. Para a professora Rosana Roberta, esta procura no início do ano é reflexo do trabalho desenvolvido. “Muitos alunos retornaram no período pré-estabelecido, o que demonstra que eles estão mais responsáveis e envolvidos. Isto comprova o gosto pelo esporte e o prazer de estar do projeto. Lembrando que nossa metodologia adaptada influencia muito”, avalia. O coordenador pedagógico do projeto Núcleos de Iniciação ao Voleibol alertou: “programamos alguns eventos internos e outros maiores que serão desenvolvidos com entidades sociais que trabalham esporte”.

Aulas na praia do Núcleo Forte do Leme atraem mais crianças.

Já no Rio de Janeiro, o Núcleo Forte do Leme retoma mais lentamente, pois os alunos demoram para procurar o projeto, mesmo que as aulas da escola já tenham voltado. Os professores e a coordenação começarão a divulgar as aulas na próxima semana para ocupar as vagas em aberto. A programação de eventos já está fechada e a festa “Família em Ação” que reúne pais e alunos em atividades de valores irá acontecer neste ano novamente, devido o sucesso do ano anterior.

 

Torneio realizado em 2012 no Núcleo Natal motiva os alunos a continuarem as atividades em 2013.

Do projeto Vôlei em Rede, o único núcleo que começou a aula foi o Núcleo Natal/RN e por lá as atividades já começaram bem. Duas turmas da categoria Mini 4×4 (13 anos) foram abertas, uma em cada turno, além disso, mesmo que as aulas no município não tenham começado, os alunos já procuraram o projeto e estão a todo vapor. A procura por vagas está acima do esperado.

Para o aluno da categoria Vôlei, Lucas Funaki, do projeto Núcleos de Iniciação ao Voleibol, a perspectiva do ano é: “um maior desenvolvimento meu e dos meus amigos para aumentar a qualidade das aulas e também aumentar o número de meninos na nossa turma para que as aulas fiquem mais dinâmicas”, espera o aluno que está no projeto há quatro anos. “Quero aprender mais sobre o valor autonomia que é da categoria que estou”, completa.

Parceiros do projeto Núcleos de Iniciação ao Voleibol no Paraná:
Governo do Estado do Paraná e Unilever. Via Lei de Incentivo ao Esporte: Unilever, Itaú e Ministério do Esporte.

Parceiros do Núcleo Forte do Leme:
Exército Brasileiro (Centro de Estudos de Pessoal) e editora Sextante.

Parceiros do Núcleo Natal/RN:
Prefeitura do Natal, Natal Volley Club, Centro de Educação Integrada e Universidade Potiguar.

Fotos: Divulgação IC

Professores de educação física da Rede Municipal do Rio de Janeiro conhecem a metodologia do Instituto Compartilhar

Rafaela Selem, do IPP, ao lado de Luiz Fernando Nascimento do Instituto Compartilhar.

No acordo estabelecido com a Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro, quando os Núcleos Rio/RJ foram implantados na cidade, foi estabelecido que o Instituto Compartilhar disseminaria sua metodologia de aula aos demais professores de educação física da Rede Municipal de Educação. Este ano o curso aconteceu no dia 6 de fevereiro no Centro de Convenções Sul América e reuniu cerca de 100 profissionais de escolas próximas às Unidades de Polícia Pacificadora – UPP.

No encontro foi intermediado pelo Instituto Pereira Passos (IPP) que pretendia apresentar a proposta de um novo plano de ensino de educação física em áreas pacificadas. A iniciativa, que pretende planejar de forma integrada uma política de esporte mais eficiente para essas áreas, é uma parceria entre o IPP, que coordena o programa UPP Social, com a Secretaria Municipal de Educação. O Instituto Compartilhar foi convidado para apresentar a Metodologia Compartilhar de Iniciação ao Voleibol, seu desenvolvimento, princípios e incorporação de valores nas atividades esportivas.

Equipe do IPP e Instituto Compartilhar na capacitação de professores da Rede Municipal de Educação do Rio de Janeiro.

Para Eduarda La Rocque, presidente do IPP, o esporte para o desenvolvimento é um dos principais eixos de atuação do Instituto. “Vejo o esporte como uma poderosa ferramenta de integração social e acredito que uma forte articulação entre o poder público e a sociedade civil irá gerar bons projetos e ampliar a promoção da prática esportiva nessas áreas”, avalia.

Fonte: http://www.rio.rj.gov.br/web/ipp/exibeconteudo?article-id=3593506

Fotos: Divulgação IC