No sábado, 14 de abril, o Instituto Compartilhar realizou encontros sobre o programa Escolha Certa – Esporte sem Violência com 285 participantes do 13º Internúcleos do projeto Núcleos de Iniciação ao Voleibol no Paraná. Realizado no campus da Secretaria de Estado do Esporte em Curitiba/PR, nos dia 12 a 14 deste mês, o torneio reuniu alunos de 15 núcleos do projeto espalhados pelo Estado.
No total foram cinco encontros, sendo dois pela manhã e três à tarde, em que os participantes receberam um guia e plaquinhas, nas cores vermelha, verde e amarela, para realização da atividade. A analista de projetos, Ana Elisa Caron e o gerente executivo do Compartilhar, Luiz Fernando Nascimento – Nando -, apresentaram o programa e para fazer com que os participantes interagissem, realizaram perguntas relacionadas ao tema para que, em resposta, os alunos levantassem as plaquinhas coloridas, concordando ou discordando de situações envolvendo conflito e violência. Logo após foi passado o vídeo do programa, com depoimentos de atletas, em uma linguagem bem jovem.

Participantes respondem sobre conflito e violência optando por plaquinhas verdes, vermelhas ou amarelas.
O objetivo era que os participantes – na faixa etária entre 11 e 15 anos – pudessem refletir sobre a cultura de paz e entender a diferença entre conflito e violência. Um tema enfatizado no encontro foi o estilo de resolução de conflitos de cada um, baseado no guia Escolha Certa – Esporte sem Violência. Os alunos o leram e puderam entender um pouco mais sobre cada um: acomodado, evitador, agressivo, acordo favorável e colaborador.
A aluna Iana Natalino, 11 anos, do Núcleo Guaratuba/PR, gostou bastante da atividade e entendeu que a maneira como as pessoas lidam com o conflito pode evitar a violência. “Quando nós entramos em um conflito a gente pode conversar para resolver, sem precisar que se torne violência”, reflete. Já sua amiga Nubia Symbalista, 12 anos, viu a importância de não julgar as pessoas e respeitar as diferenças. “Gostei muito do vídeo e achei divertido. Agora vou voltar para minha cidade e aplicar tudo que aprendi aqui”, conta.
Outras oficinas aconteceram simultaneamente. A de autoestima, por exemplo, trabalhou as diferenças existentes entre as pessoas, conscientizou sobre a aceitação própria de cada aluno para poder explicar o respeito pelos outros. Para isso, utilizou da beleza externa e esclareceu que cada um se vê de uma maneira diferente daquela que os outros o veem. “o objetivo desta oficina foi aprimorar a visão e perceber as diferenças entre as pessoas, respeitando-as e entendo que as divergências são positivas”, conta o professor do Núcleo Central de Curitiba, Ronald Klassen que ministrou a oficina. Além da reflexão teórica, os alunos participaram de uma atividade prática sobre este valor.
Fotos: Divulgação IC










