
Gabriel (à dir.) e Alessandra (segunda da dir. p/ esq.) participam da primeira semana pedagógica como professores, junto à equipe do Núcleo Central – Curitiba/PR, em janeiro de 2014.
Força de vontade, desejo de crescer profissionalmente, entusiasmo e paixão pelo voleibol são algumas das várias características em comum da Alessandra Oliveira e do Gabriel Fernandes. Recém-formados, os ex-estagiários do projeto Núcleos de Iniciação ao Voleibol no Paraná, Núcleo Central – Curitiba/PR, agora têm outra responsabilidade: ser professor. Para eles, novos desafios e, para o Instituto Compartilhar, dois profissionais “de peso”. O histórico desses dois jovens na entidade é grande, pois também foram alunos.
Alessandra foi aluna quando o projeto ainda era o Centro Rexona de Excelência do Voleibol entre 2002 e 2004. Depois de se desligar do Compartilhar, mas não do voleibol, retornou dez anos depois, já como estagiária. Gabriel também foi aluno do mesmo projeto, mas permaneceu por quatro anos. Contribuiu como estagiário, entre 2009 e 2013. As boas lembranças foram estimulantes para que ambos se dedicassem a conseguir trabalhar com o voleibol na mesma instituição em que viveram grande parte de suas vidas.
Para o coordenador pedagógico do projeto, Josmar Coelho, que acompanha os dois novos professores desde quando eram alunos, eles conhecem bem o processo de aulas, metodologia e valores ensinados no projeto. Isso facilita essa transposição aluno – estagiário – professor. “Eles têm muito potencial” enfatizou Josmar.

Apaixonado por voleibol, Gabriel aproveita o momento ao lado do ídolo Bernardinho, durante campanha realizada pelo Instituto Compartilhar em 2013: “Ex-aluno, por onde você anda?”.
Gabriel parece ter concretizado um sonho: “sempre me imaginei usando o tão sonhado uniforme de professor”, revelou. “É difícil descrever com palavras o que sinto quando digo que trabalho no Instituto. Esse sempre foi o emprego dos meus sonhos, e sempre quis fazer parte de todo esse universo”, continuou. Alessandra disse que no projeto “você vê a entrega total dos profissionais, fazendo com todo coração o que mais gostam”.
A mudança representou maior responsabilidade, principalmente quanto ao desenvolvimento dos alunos. Alessandra sabe disso muito bem, pois com a ajuda de seus professores conquistou muitas oportunidades. “Cada profissional tem sempre algo importante para ensinar, cada um dá sua maneira. Mas um que tem minha total admiração e me inspirou na minha época de aluna foi o Gerson Amorim. Acredito que muito do que tenho na minha vida, além da ajuda dos meus familiares, foi graças a ele. A oportunidade de poder jogar em um clube, de um bom estudo e dos valores que levo até hoje. O “Gersinho” – como é conhecido -, sempre mostrou que os estudos são prioridade na vida, que mesmo jogando vôlei deveria estudar e garantir uma faculdade, que as coisas vêm com o nosso esforço e determinação, sem passar por cima de ninguém”, contou emocionada. “Ele sempre deu o seu melhor dentro e fora das quadras”, concluiu. Gerson Amorim é atual assistente técnico da equipe masculina de vôlei adulto do SESI/SP.
Gabriel cita outros dois professores importantes que fizeram parte de sua história. “Tenho alguns professores que me inspiraram e ainda me inspiram neste processo, mas dois em especial me apresentaram o voleibol e me fizeram ser apaixonado por tudo o que vivo atualmente: a professora Kátia Keller e o professor Marcos Krukoski”. Hoje, Kátia Keller é analista de projetos do Instituto Compartilhar e Marcos Krukoski atuante na Secretaria de Estado da Educação do Paraná.

Em 2012, ainda como estagiária, Alessandra tem a oportunidade de conhecer Bernardinho, diretor presidente do Compartilhar, pessoalmente.
Esse foi apenas mais um passo para a carreira profissional de Gabriel e Alessandra e, apesar de muitos sonhos, agora o foco deles é se aperfeiçoar no próprio Instituto Compartilhar. Para quem também acredita no poder transformador do esporte, vale como dica algumas conquistas da Alessandra: “com o vôlei tive a oportunidade de terminar os estudos nos melhores colégios de Curitiba, fazer faculdade, ter uma boa experiência como jogadora, viagens, e a principal, poder morar no Chile por quase quatro meses”, contou.
Parceiros do projeto Núcleos de Iniciação ao Voleibol no Paraná: Governo do Estado do Paraná e Unilever. Via Lei Federal de Incentivo ao Esporte: Unilever e Ministério do Esporte.
Fotos: Divulgação IC.








