Crianças e adolescentes do Núcleo São Vicente – Campinas/SP se divertem com brincadeiras da cultura popular brasileira

Jogo do elástico diverte alunos durante primeiro dia de atividades.

Para comemorar o Dia do Folclore, 22 de agosto, os alunos do Núcleo São Vicente – Campinas/SP participaram de jogos e brincadeiras diferentes. O objetivo foi resgatar a cultura popular brasileira com momentos de muita diversão. Cerca de 40 alunos das categorias Mini 2×2 e Mini 3×3 compareceram à Escola Municipal de Ensino Fundamental Júlio de Mesquita Filho, local onde acontecem as aulas do projeto Vôlei em Rede, para participar das atividades realizadas nos dias 26 e 28 do mesmo mês.

No primeiro dia, as crianças e adolescentes debateram o tema do evento com o professor do núcleo, Laerte Rodrigues e, em seguida, escolheram as brincadeiras que queriam participar na primeira parte da aula. Uma delas foi telefone sem fio com pega-pega, que funcionou da seguinte maneira: ao errarem a mensagem secreta informada pelo primeiro colega da fila, os alunos deveriam correr até um local seguro para não serem pegos pelo último jogador, aquele que tinha como função revelar a mensagem em voz alta. A empolgação contagiou a todos.

Festival traz atividades da cultura popular para as crianças e adolescentes do projeto Vôlei em Rede.

Na segunda parte da aula, a garotada participou de um circuito composto por vôlei, pula corda, jogo do elástico e brincadeiras com as mãos. O aluno Kailan Prado, 10 anos, do Mini 3×3, gostou da grande variedade de atividades. “Eu gosto dessas brincadeiras porque elas são diferentes do que a gente costuma fazer”, comentou Kailan.

No segundo dia do festival os alunos tiveram um contato maior com a bola. Das quatro áreas para a prática das atividades, três eram para o vôlei e uma para o jogo da tampinha, uma espécie de futebol de botão, só que com tampinhas de garrafas pet. Depois de dois dias agitados, os alunos se reuniram novamente e falaram sobre suas experiências durante o festival. Beatriz Cassiano, 10 anos, do Mini 2×2, afirmou satisfeita: “eu sempre gosto de jogar vôlei, mas eu gostei mais desse festival porque teve outras atividades também”, comentou a aluna. Como ponto positivo, o professor Laerte destacou a participação intensa de todos os alunos.

Vôlei e Jogo da tampinha são atrações do segundo dia do evento.

Parceiros dos Núcleos Campinas/SP: Prefeitura Municipal de Campinas, Brasil Kirin e com apoio da Sanasa.

Fotos: Divulgação IC. 

Alunos do Núcleo Pato Branco/PR participam de festival com crianças e adolescentes do município de Coronel Vivida

Valores aplicados nas aulas são parte da Metodologia Compartilhar de Iniciação ao Voleibol.

No dia 27 de agosto, os alunos do projeto Núcleos de Iniciação ao Voleibol no Paraná, Núcleo Pato Branco, tiveram uma tarde agradável, com bastante troca de conhecimento. O diferencial do festival de Minivôlei realizado pela professora do núcleo, Simone Pastorello, foi à presença especial de crianças e adolescentes convidados das escolinhas de voleibol da Prefeitura de Coronel Vivida, município vizinho. Um pouco mais de 100 pessoas participaram do evento, entre eles os integrantes do Mini 3×3, Mini 4×4 e Vôlei, que ocorreu no ginásio do Colégio Estadual de Pato Branco, sede das aulas do núcleo. Alguns alunos mais experientes e ex-alunos do projeto auxiliaram na organização das atividades e na arbitragem dos jogos.

O festival começou com foco nos valores ensinados na Metodologia Compartilhar de Iniciação ao Voleibol, quando os participantes sujaram as mãos de tinta para decorar um enorme cartaz composto pelas palavras responsabilidade, respeito e autonomia.  Depois de debater sobre a atividade com a garotada, a professora Simone explicou aos convidados um pouco mais sobre o projeto, orientou os participantes quanto aos jogos, informou quais eram as regras e, é claro, agradeceu a presença de todos. Além de se divertirem com colegas que também praticam o esporte, mas em outro município, os alunos do Núcleo Pato Branco praticaram suas habilidades técnicas do voleibol. De acordo com a professora Simone, as crianças que estão a menos tempo no projeto estavam empolgadas e se sentiram à vontade para jogar.

Garotada pratica muito vôlei durante o festival.

Marcos Vinícius foi aluno do projeto e, quando pode, participa de alguns eventos do núcleo. “Sempre procuro manter um vínculo com o projeto, o tempo que participei foi muito marcante para mim. Fiz amigos, aprendi valores e me apaixonei pelo voleibol. Hoje procuro ajudar no que é possível para que outros alunos possam ter a mesma experiência que tive”, comenta Marcos. Leovana Elegeda, 13 anos, da categoria Vôlei, comentou que além de aprender a jogar, ela também ganhou mais confiança com o projeto. “Aqui eu descobri o voleibol, aprendi que se eu quiser eu consigo! Hoje me sinto muito mais confiante no que vou fazer. Me faz muito bem fazer parte desse grupo!”, revelou animada Leovana. Ao final do evento foram entregues medalhas aos participantes.

Alunos do projeto têm momento de integração com colegas da escolinha de voleibol da Prefeitura de Coronel Vivida.

Parceiros do projeto Núcleos de Iniciação ao Voleibol no Paraná: Governo do Estado do Paraná e Unilever. Via Lei Federal de Incentivo ao Esporte: Unilever e Ministério do Esporte.

Fotos: Divulgação IC. 

Cinco anos de aprendizagem mútua: ações da parceira Universidade Potiguar beneficiam acadêmicos da instituição e alunos do Núcleo Natal/RN do projeto Vôlei em Rede

Parceria entre a UnP e o Núcleo Natal do projeto Vôlei em Rede do Instituto Compartilhar existe desde 2010.

A Universidade Potiguar (UnP) é para o Instituto Compartilhar aquele parceiro com quem realmente se pode contar. Desde o ano de 2010, quando se uniu ao Núcleo Natal/RN do projeto Vôlei em Rede, a UnP sempre esteve muito ativa e até hoje traz benefícios significativos aos alunos que frequentam as aulas de minivôlei. Professores e familiares da garotada acompanham tudo de perto e também participam de algumas atividades.

Além do apoio financeiro ao núcleo, que ajuda a viabilizar o trabalho do projeto na cidade, a UnP realiza ações educativas diferenciadas. Universitários de diferentes áreas da saúde como enfermagem, fisioterapia, nutrição, odontologia e de educação física vão frequentemente até o núcleo para ministrar palestras, realizar avaliações físicas, exames de sangue e várias outras atividades que enriquecem o desenvolvimento das crianças e adolescentes, envolvendo inclusive pais e responsáveis.

Familiares dos alunos também são beneficiados com as ações promovidas pela parceira.

Uma das profissionais da UnP mais envolvidas com o projeto, a coordenadora do curso de educação física, Danielle Mafra, acredita que “a parceria entre a Universidade Potiguar e o Instituto Compartilhar é muito importante, pois permite aos alunos da graduação o conhecimento e a compreensão de como funciona um projeto social e sua importância na prática, o que os engrandece enquanto cidadãos. Além disso, a parceria contribui para excelentes práticas de estágio todos os semestres, e os prepara para o futuro profissional. Na soma, o Instituto Compartilhar proporciona aos estudantes e professores da UnP o desenvolvimento social e profissional de maneira extraordinária e única”, conta Danielle satisfeita.

O Relatório Anual de 2014 feito pelo Instituto Compartilhar mostrou o quanto o Núcleo Natal/RN se destaca em âmbito nacional: é um dos mais estáveis, superando a maioria das metas, e se destacando pela ampla participação dos familiares dos alunos. O professor e coordenador local do núcleo, Cláudio José de Araújo, observa a importância da parceria com a UnP em seu dia a dia: “eles são bastante presentes. Não só dentro do projeto, com palestras e eventos, como também fora, quando por exemplo nós encaminhamos algum aluno para tratamento dentário e eles prontamente ajudam”, revela.

Semana da Saúde Bucal: em 2010, acadêmicos da UnP visitam o núcleo para atividade educativa.

Os alunos do projeto são beneficiados, mas os acadêmicos e docentes da UnP também aprendem muito com a parceria. “Foi muito motivador acompanhar a aplicação do projeto do Instituto Compartilhar. A experiência foi inspiradora para os alunos, estagiários da nossa Universidade, e também para mim, pois as aulas seguiram um planejamento organizado e coerente com as mais diferentes necessidades das crianças e adolescentes que se beneficiaram com elas”, conta a docente do curso de educação física, Andressa Guimarães. Ela também ressalta que “o projeto é uma ferramenta que prepara para a vida, pois além de favorecer a prática esportiva, ele contribui com a formação de cidadãos conscientes a respeito de valores fundamentais para crescer na vida como disciplina e respeito”.

O Núcleo Natal/RN teve início em 2006 e atualmente também conta com a parceria da Prefeitura Municipal de Natal, do Natal Volley Club (local onde acontecem as aulas do projeto) e do Colégio Centro de Educação Integrada (CEI). Na cidade, o projeto atende a cerca de 200 crianças e adolescentes.

Fotos: Divulgação IC. 

Ex-alunas ganham bolsas de estudo em instituições americanas por meio do vôlei

As ex-alunas Renata Martins, Rafaella Petrunko e Caroline Bodziak (da esq. p/ dir.) visitam o Núcleo Central do projeto Núcleos de Iniciação ao Voleibol no Paraná e contam aos alunos de lá a influência do esporte em suas vidas.

Três meninas diferentes, mas com uma história e paixão em comum: o voleibol. As ex-alunas do projeto Núcleos de Iniciação ao Voleibol no Paraná do Instituto Compartilhar Caroline Bodziak, Rafaella Petrunko e Renata Martins embarcaram para uma nova vida em terras norte-americanas. Por causa da dedicação ao voleibol, as três conseguiram bolsas para estudar nos Estados Unidos, e por lá vão, ao mesmo tempo, aprender e jogar vôlei nos próprios times das instituições.

A ansiedade pela nova rotina que as espera só não é maior que a alegria da conquista que elas tanto lutaram para alcançar. Para Rafaella, hoje com 18 anos, a ida para a universidade da Geórgia veio depois de bastante estudo. Ela treinou vôlei desde pequena no Instituto Compartilhar, um desejo do pai Vinícius Petrunko, que é analista de projetos da entidade.  Com o inglês afiado e o vôlei muito bem treinado ao longo dos anos, a bolsa de estudos foi motivo de grande alegria: “tudo que o vôlei me proporcionou até agora foi inesperado e muito amplo!”, revela. Por meio do esporte, Rafaella já havia conquistado uma bolsa integral em uma escola internacional de Curitiba (PR).

Compartilhando da mesma sensação de felicidade, Caroline Bodziak também não tinha ideia do que ela poderia conquistar com o esporte. A sua tia era jogadora de vôlei, integrou a seleção brasileira e foi até para as Olimpíadas de Atlanta. O interesse de Caroline, ainda pequena, veio daí, mas mesmo assim não imaginava que chegaria a uma universidade no Texas. Caroline é enfática no conselho vindo de seus apenas 21 anos vividos: “se a gente tem qualquer objetivo, só depende de nós mesmos fazer acontecer. Se não fizermos por nós, ninguém irá fazer”, diz convicta.

Exemplos de determinação: meninas ganham bolsas para estudar nos EUA e motivam colegas a correrem atrás de seus sonhos.

A mais nova desse grupo de ex-alunas é Renata Martins, porém não menos experiente. Ela foi a primeira a conseguir uma bolsa e estudou durante um ano em uma high school (escola secundária) na cidade de Orlando. No último mês foi passar as férias em Curitiba, e agora está de volta aos EUA para concluir os estudos e buscar uma vaga em uma universidade americana. “Quando cheguei, pequenininha, a primeira vez no projeto, por iniciativa dos meus pais, fiquei com muito medo e vergonha. E hoje o vôlei é minha vida, não consigo ficar sem”, conta. Apesar dos desafios enfrentados em um novo país, ela se adaptou bem e levou consigo todos os valores aprendidos durante as aulas no Instituto Compartilhar.

O resultado dessas três histórias juntas é a prova de que a missão adotada pelo Instituto Compartilhar: “Desenvolvimento humano por meio do esporte”, vale a pena. O projeto Núcleos de Iniciação ao Voleibol no Paraná foi criado em 1997 e é o mais antigo da entidade. A multinacional Unilever é parceira do projeto desde sua criação e atualmente estão com ela o Governo do Estado do Paraná e Lei Federal de Incentivo ao Esporte com Ministério do Esporte. O projeto está em Curitiba e em outros 13 municípios do estado, atendendo a 1,6 mil crianças e adolescentes.

Fotos: Divulgação IC.

#Quemfaz: conheça Vinícius Petrunko, analista de projetos do Instituto Compartilhar

Vinícius Petrunko (terceiro da esq. p/ dir.) junto à Bernardinho e as atletas do Rexona, quando a equipe Rexona treinada em Curitiba/PR.

Vinícius Petrunko, com quase 40 anos de muitas experiências de vida, tem bastante história bacana para contar. Antes de se tornar analista de projetos do Instituto Compartilhar, trabalhou em uma franquia de fast-food e teve o privilégio de estar ao lado do técnico Bernardinho no início do antigo projeto Rexona em Curitiba, lá em 1997. Agora fica mais fácil entender sua paixão pelo voleibol. Além do esporte, Vinícius tem outros amores: é casado e é pai de três filhos.

Ainda nos tempos do ensino médio, quando adolescente, Vinícius já pensava em cursar educação física, pois gostava de esportes. No entanto, o sonho de morar fora e o trabalho na franquia de fast-food quase o fizeram seguir por outro caminho. “Eu estava terminando os estudos. Trabalhava na franquia de fast-food e tinha uma chance boa de crescer! Fiquei dois anos sem estudar, só trabalhando, mas aí meu pai me deu uma chamada porque eu não estava estudando. E foi aí que decidi prestar o vestibular para educação física”, recorda Vinícius.

Esse começo foi mesmo cheio de surpresas. Nessa época de transição, entre o trabalho no fast-food, onde Vinícius conheceu sua atual esposa, e a aprovação no vestibular de educação física pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), ele soube que seria pai de um menino. E um ano depois, viria mais uma filha a caminho. “Apesar da surpresa, a questão dos filhos me ajudou a ter mais maturidade e responsabilidade no trabalho. Afinal, eu contava com aquela renda”, lembra Vinícius, que mais tarde, com 30 anos, teve mais uma filha.

Clínica de Minivôlei do Instituto Compartilhar: Vinícius ministra curso em 2006. Ao seu lado direito, seu filho e ex-aluno Lucas Petrunko ouve as orientações do pai.

Desde os tempos do início do projeto Núcleos de Iniciação ao Voleibol no Paraná, o analista de projetos recorda como foi seu primeiro contato: “eu estava na faculdade ainda, em 1997, e uma amiga minha que trabalhava no Ginásio do Tarumã (local onde acontecia o projeto), me ligou falando que teria uma peneira para uma iniciativa com o Bernardinho, e que eles precisavam de gente para ajudar. Fui até lá e no começo ajudei na organização, na parte dos crachás”, relembra Vinícius.

Quando as atividades começaram na semana seguinte, Vinícius foi chamado para integrar o projeto como assistente de professor, e o primeiro com quem ele trabalhou junto foi Hélio Griner. Até hoje Hélio é auxiliar técnico do Bernardinho e também é técnico da Seleção Brasileira Feminina Universitária de Vôlei.

“De 1998 até 2004 tive também o privilégio de trabalhar com a equipe adulta do time Rexona para ajudar nos treinos. Nos últimos dois anos, fui assistente do Hélio, que na época era o técnico principal do grupo. Fiz viagens pela Superliga com a equipe, dei treinos. Foi um processo muito rico. E até hoje quando o Hélio é técnico ele me chama para trabalhar junto, como na Universiade. Um campeonato fantástico e que tive a oportunidade de ir duas vezes”, conta.

Analista de projetos do Instituto Compartilhar é apaixonado por vôlei e grato por todas as oportunidades proporcionadas pelo esporte.

A colega de trabalho e também analista de projetos do Instituto Compartilhar, Kátia Keller, admira muito Vinícius. “Eu conheci o ‘Vico’ – como chama carinhosamente o amigo – em 1997, quando iniciou o projeto em Curitiba. Desde então tenho ele como um grande exemplo de dedicação, compromisso e amor ao trabalho”. Kátia lembra que quando passou a trabalhar na coordenação de alguns núcleos do projeto Vôlei em Rede teve muito apoio de Vinícius. “Aprendi muitas coisas com ele e hoje trocamos bastante ideias. Trabalhamos de maneira parecida e tudo o que pensamos para melhorar as atividades dos núcleos aplicamos e testamos juntos”. Kátia complementa: “É um grande parceiro e profissional e um exemplo de pai e amigo. Esse é o Vinícius. Espero poder ter ainda muitos anos de parceria com ele!”.

Atualmente como analista de projetos, Vinícius é um dos responsáveis pela aplicação da Metodologia Compartilhar de Iniciação ao Voleibol, além de cuidar remotamente dos núcleos do projeto Vôlei em Rede da entidade no Rio de Janeiro. “Todas as oportunidades que eu e minha família tivemos estão totalmente ligadas ao Instituto e ao vôlei”, comenta com carinho. Seus dois filhos mais velhos participaram do projeto e a caçula ainda faz aulas. É a família unida em torno do vôlei.

Parceiros Institucionais mantenedores que acreditam na causa do Instituto Compartilhar e que viabilizam financeiramente as atividades da entidade: Uptime, Unilever e Brasil Kirin.

Fotos: Divulgação IC. 

Simpósio de Professores e Coordenadores do Instituto Compartilhar 2015 promove troca de conhecimento entre os participantes

O técnico Bernardinho conversa com os professores sobre a importância deles dentro do projeto.

Entre os dias 12 e 15 de agosto ocorreu, em Curitiba/PR, mais um Simpósio de Professores e Coordenadores do Instituto Compartilhar. Após três anos desde a última edição, 70 profissionais que fazem parte dos três projetos do Programa Socioesportivo do Compartilhar pelo Brasil (Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo) puderam se reunir para dias de trocas de experiência, aprimoramento da atuação nos núcleos e, principalmente, conhecer todos os envolvidos nas atividades. O encontro contou ainda com a participação do diretor presidente do Compartilhar, o técnico Bernardinho, e com uma palestra do psicólogo Marcos Meier.

Desta vez, o tema norteador do evento foi troca. Professores e coordenadores tiveram a oportunidade de interagir com os colegas em atividades mais dinâmicas, expor situações que vivenciam em suas realidades de trabalho e encontrar soluções em conjunto. Eles ganharam mais espaço para se expressar e foram responsáveis por deixar esta edição do evento ainda mais especial. O primeiro dia já deixou os participantes bem à vontade, e em uma dinâmica de trocas de crachás, foram logo interagindo com colegas de diferentes regiões para se apresentar.

Ainda na abertura, um convidado especial, o professor doutor em sociologia do esporte da Universidade Federal do Paraná, Wanderley Marchi Junior, apresentou os resultados da pesquisa “Ex-aluno, por onde você anda?”, realizada com mais de 700 alunos egressos que participaram do Programa Socioesportivo do Compartilhar sobre o impacto do projeto na vida deles. Já o gerente executivo da entidade Luiz Fernando Nascimento – o Nando -, explicou um pouco sobre o Planejamento Estratégico Participativo (PEP) e mostrou a todos os objetivos do Compartilhar para os próximos anos.

Em atividade prática no Núcleo Central do projeto Núcleos de Iniciação ao Voleibol no Paraná os participantes desenvolvem diversas atividades em conjunto.

Ao fim da tarde, Bernardinho chegou para fechar o dia com chave de ouro. Após tirar várias fotos com os participantes do evento, o técnico falou sobre a importância dos professores e coordenadores no desenvolvimento do trabalho do Instituto Compartilhar. A professora do Núcleo Cidade Nova – Itu/SP, Karina Rodrigues, gostou muito da presença do técnico. “O fechamento do primeiro dia com a palestra do Bernardinho foi espetacular, é uma experiência fantástica. Ouvir dele a importância que nós (professores) temos no projeto é muito gratificante”, ressaltou Karina.

Na quinta-feira, os participantes do Simpósio 2015 saíram do hotel onde estavam hospedados e foram para o Núcleo Central do projeto Núcleos de Iniciação ao Voleibol no Paraná, onde puderam compartilhar experiências e aprender diversas atividades relacionadas à prática do voleibol. Alessandra de Castro, professora do Núcleo Dirceu Cordeiro – Itu/SP, destacou a importância da troca com os colegas que fazem parte do Compartilhar. “É legal poder ter essa proximidade com os professores de outros projetos, foi uma troca muito bacana. Eu aprendi muita coisa que vou levar para os meus alunos”, comentou a professora. Um churrasco de confraternização foi realizado no final do dia, para integrar ainda mais o pessoal. A animação foi tanta que até acabou em forró. A parceria institucional do Compartilhar, Brasil Kirin, forneceu as bebidas para o churrasco.

Para aprimorar as atividades de valores nos núcleos, no terceiro dia os participantes foram até o ginásio da Polícia Militar, localizado a poucos metros do hotel. Diversos professores deram diferentes sugestões de atividades práticas de valores para que eles mesmos participassem. O clima de descontração tomou conta do ginásio. O professor Roberto Lopes do Núcleo Inhaúma – Rio/RJ achou muito importante aprender um pouco mais sobre este tema. “Às vezes a gente não tem criatividade pra pensar em tudo isso. Achei muito importante para abrir um pouco a nossa mente na elaboração de outros exercícios”, elogiou Roberto.

O Simpósio 2015 incentiva a troca de conhecimento entre os 70 professores e coordenadores participantes.

Por fim, o último dia focou na busca de soluções para as dificuldades que os professores e coordenadores enfrentam nos núcleos. Separados em grupos com temas distintos, os colegas puderam propor ideias novas e sugerir ações de melhoria. Em seguida, o psicólogo e mestre em educação Marcos Meier fez a última palestra do evento, temas como educação e relacionamento com os alunos foram abordados. Felipe Monteiro, professor do Núcleo Vigário Geral – Rio/RJ, acredita que a palestra foi uma das partes mais importantes do Simpósio 2015, já que para ele a palestra acrescentou tanto na parte profissional como na parte pessoal da sua vida. “A palestra do Marcos ajudou muito, acho importante o professor saber várias formas de como instruir o aluno. Pretendo aplicar isso na minha vida pessoal também”, concluiu o professor. Para finalizar, cada participante pôde deixar sua impressão final sobre o Simpósio 2015 e a emoção tomou conta da turma. Choros de felicidade e agradecimento, sorrisos de alegria finalizaram os quatro dias de atividades.

Para Nando, os objetivos do evento foram alcançados e os professores voltaram mais animados para os seus núcleos. “Eu fiquei muito feliz com o resultado do simpósio. Nós queríamos criar um clima de maior pertencimento aos projetos e eu acho que isso ficou muito claro. Além do conhecimento técnico, a gente também tenta aumentar o relacionamento entre as pessoas. Desta maneira, motivando-as a continuar fazendo a diferença nos seus locais de atuação. Os professores precisam ter alguma coisa que os incentive a fazer algo diferente e a gente acredita que essa ideia de ‘se sentir participante’ foi muito legal, talvez o maior resultado do simpósio”, conclui.

Parceiros Institucionais mantenedores que acreditam na causa do Instituto Compartilhar e que viabilizam financeiramente as atividades da entidade: Uptime, Unilever e Brasil Kirin.

Fotos: Divulgação IC.

Alunos do Núcleo Natal/RN comemoram o Dia do Estudante com muito vôlei e sorvete

Os alunos participam de vários jogos e atividades durante Dia do Estudante para sair um pouco da rotina de aula.

Para proporcionar um dia especial aos alunos do projeto Vôlei em Rede no Dia do Estudante, os professores do Núcleo Natal/RN preparam atividades diferentes durante o horário regular de aulas. Em todas elas, desde as crianças do Mini 2×2 – 9 e 10 anos – até os adolescentes da categoria mais avançada, do Vôlei – 15 anos -, saíram ganhando. Além da diversão, eles receberam pipoca, picolés e até medalhas.

O evento teve como objetivo principal promover atividades fora do contexto das aulas, com algumas brincadeiras e torneios internos de voleibol. Na categoria Mini 2×2, a criançada brincou de pega pega e cabo de guerra. Já nas categorias Mini 3×3, Mini 4×4 e Vôlei os alunos participaram de torneios, nos quais os alunos ficaram responsáveis pela contagem de pontos e a arbitragem dos jogos ficou por conta dos professores e voluntários do Compartilhando um Ideal – projeto do Instituto Compartilhar que incentiva a cultura do voluntariado em alunos e ex-alunos da entidade durante as aulas de minivôlei. Com tantas atividades interessantes, os alunos puderam aproveitar bastante o Dia do Estudante e, ao final se refrescaram e deliciaram com picolés distribuídos.

Depois das atividades o merecido descanso e muito sorvete para a garotada.

Parceiros do Núcleo Natal/RN: Prefeitura Municipal do Natal, Natal Volley Club, Centro de Educação Integrada e Universidade Potiguar.

Fotos: Divulgação IC. 

Crianças dos núcleos Afonso Pena e Cidade Jardim de São José dos Pinhais/PR assistem ao espetáculo da Disney no Teatro Positivo em Curitiba

Crianças da categoria Mini 2x2 dos Núcleos São José dos Pinhais, do projeto Esporte em Ação, se comportam durante todo o espetáculo.

A noite do dia 7 de agosto foi de muita diversão para as crianças da categoria Mini 2×2 dos núcleos Afonso Pena e Cidade Jardim – São José dos Pinhais/PR. Acompanhados de alguns pais, 35 alunos assistiram ao espetáculo “Disney Live! O Caminho Mágico de Mickey & Minnie” no Teatro Positivo, em Curitiba. Além de se divertir muito e fazer um programa cultural, a criançada pôde conhecer colegas da mesma categoria, mas que frequentam as aulas de minivôlei do projeto Esporte em Ação em ginásios diferentes.

Os ingressos foram cedidos ao Instituto Compartilhar pela Opus Promoções como contrapartida social e se tornou possível ainda com o apoio da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (SEMEL) de São José dos Pinhais, parceira do projeto na cidade, que cedeu o transporte aos alunos. Logo na chegada do ônibus ao teatro, já era possível ver o entusiasmo das crianças, que tiraram muitas fotos para registrar o momento com os colegas. Com o início do espetáculo, a emoção ganhou ainda mais força.

Pais acompanham passeio dos filhos, se divertem com eles e observam a organização do projeto em relação a este tipo de evento.

O coordenador dos Núcleos São José dos Pinhais/PR, Fabiano Prado, observou tudo de perto. “Todos prestaram muita atenção, interagiram com os colegas e se divertiram! Eles participaram das brincadeiras e vibraram com as mágicas do espetáculo”, contou satisfeito. Ainda de acordo com Fabiano, a oportunidade foi boa para trabalhar, além da cooperação que é o valor praticado no Mini 2×2, o respeito com as outras pessoas que também foram assistir ao espetáculo, a responsabilidade para a guarda dos pertences e a limpeza do local. A mãe da aluna Livia dos Santos, 10 anos, do Núcleo Afonso Pena, Simone Regina dos Santos gostou da apresentação e elogiou o trabalho realizado pelo Esporte em Ação. “Foi maravilhoso. Eu queria agradecer a equipe do projeto pelo convite, foi tudo muito bem organizado. As crianças estão muito bem assistidas”, afirmou a mãe.

O aluno do Núcleo Cidade Jardim, Davi Gabriel, 9 anos, ficou surpreso com o espetáculo. “Parecia que eu estava em um sonho. Gostei das luzes, deles voando, das fantasias, gostei de tudo”, comentou Davi, que também ficou feliz com a oportunidade de estar com alunos de outros núcleos. A Eduarda Antunes, 13 anos, do Núcleo Afonso Pena, também gostou da apresentação, principalmente pelo efeito nostálgico. “Assistir a uma peça dessas é uma oportunidade única, achei legal porque lembrei da minha infância quando vi as princesas”, ressaltou a aluna.

Alunos garantem diversão até na hora do lanche.

Parceira dos Núcleos São José dos Pinhais/PR: Prefeitura Municipal de São José dos Pinhais.

Fotos: Divulgação IC. 

Núcleo Londrina/PR integra comunidade escolar durante Festival de Voleibol

O evento atrai até estudantes que não estão nas aulas de educação física.

No dia 7 de agosto, os estudantes do Colégio Estadual Olympia Morais Tormenta estavam todos de olho na quadra onde são realizadas as atividade do Núcleo Londrina. O Festival de Voleibol organizado pelo professor Osvaldo Nascimento do projeto Núcleos de Iniciação ao Voleibol no Paraná chamou a atenção da garotada, que somou mais de 250 participantes, dentre alunos do colégio e do projeto. Durante todo o festival, os adolescentes que fazem aula da modalidade praticaram a responsabilidade de orientar aqueles com menos habilidade. O evento teve quadras para o Mini 3×3, Mini 4×4 e para a categoria Vôlei, além das vivências de valores.

O festival foi realizado no período da tarde, durante as aulas regulares de educação física do colégio. Os estudantes se revezavam entre as quadras, e independente do resultado, outras equipes eram formadas por participantes que estavam em uma fila de espera. Os próprios alunos foram responsáveis pela organização do evento, tanto nas filas para quem ia jogar como no auxilio dos que tinham menos habilidade, praticando assim valores de cooperação, autonomia e responsabilidade. Assim, todos jogaram muito e com colegas diferentes. Quando batia o sinal de final de aula, o professor levava a próxima turma, e assim se seguiu até o fim do festival. O professor Osvaldo afirmou que o evento foi um sucesso, e que um dos objetivos principais era a socialização entre os estudantes. “O monitoramento na quadra por parte dos alunos do projeto é muito importante, tanto na demonstração de respeito às individualidades como na ajuda técnica e tática dos participantes sem experiência”, comentou Osvaldo.

Garotada se reveza entre as quadras e todos se divertem.

Outro ponto positivo foi à colaboração da direção do colégio e dos professores que liberaram os participantes do projeto do contraturno para auxiliarem o professor Osvaldo no decorrer das atividades. “A aproximação do núcleo com os outros professores de sala de aula foi muito importante. Eles dispensaram alguns alunos para ficarem trabalhando na organização. Presenciamos um grande exemplo de interdisciplinaridade”, ressaltou o professor. Osvaldo também aproveitou a oportunidade para conversar com os professores de educação física do colégio, ele falou sobre a metodologia do projeto e explicou como inserir o voleibol nas aulas. Para ele, o festival foi um sucesso. “O festival com toda minha sinceridade foi um show. Me senti realizado e muito contente com os participantes, tanto os do projeto como os outros alunos da educação física acompanhados pelo seu professor”, completa orgulhoso.

A aluna Giovana Morales se concentra para realizar o saque.

Por parte da garotada, e não muito diferente do professor Osvaldo, o festival foi muito bom. Maria Luiza da Silva, 13 anos, da categoria Mini 4×4, gostou muito da participação dos monitores. “Eles nos auxiliaram muito bem durante o evento, tanto dentro da quadra como as filas de quem estava esperando para jogar”, comentou Maria. Willian Redies, 15 anos, da categoria Vôlei, disse que os eles tiveram interesse em ajudar a ensinar os participantes nos fundamentos técnicos. “Com o auxílio deles nós conseguimos aprender bem rápido”. Não só os monitores, mas como os próprios estudantes também ajudaram os colegas que não sabiam jogar. Erick Eduardo, 12 anos, da categoria Mini 4×4, por exemplo, ficou muito feliz por poder ensinar os outros como sacar.

Parceiros do projeto Núcleos de Iniciação ao Voleibol no Paraná: Governo do Estado do Paraná e Unilever. Via Lei Federal de Incentivo ao Esporte: Unilever e Ministério do Esporte.

Fotos: Divulgação IC. 

Muuvit chega a Pinhais/PR, região metropolitana de Curitiba

Gestor de conhecimento do Instituto Compartilhar e coordenador do Muuvit no Brasil, Maxwill Braga, capacita professores para o programa na Escola Municipal João Leopoldo, em Pinhais/PR.

O Muuvit continua em expansão! Desta vez, crianças de Pinhais/PR terão a oportunidade de experimentar o programa finlandês que estimula hábitos de vida saudável ao mesmo tempo em que ensina conteúdos interdisciplinares. A plataforma, online e gratuita, chegou à cidade por meio da parceria firmada com a Secretaria Municipal de Educação.  No dia 30 de julho, o gestor de conhecimento do Instituto Compartilhar e responsável por coordenar o Muuvit no Brasil, Maxwill Braga, se encontrou com diretores de escolas municipais interessados em levar o programa para dentro das suas escolas. Já no dia 5 de agosto, foi a vez de capacitar os professores que irão desenvolver a aventura com a garotada.

Por enquanto, só farão parte da aventura alunos da quarta série do ensino fundamental de escolas que têm estrutura de informática para receber o programa. “Navegar na plataforma é muito simples, o mais importante é a pessoa saber ensinar, criar um ambiente de aprendizagem. Conversamos com os professores sobre educação e sobre o Muuvit. Fizemos algumas atividades com movimento e algumas de cultura de paz, que são um dos focos do projeto”, explicou Max sobre o encontro realizado no dia 5, na Escola Municipal João Leopoldo. Os materiais utilizados para a aventura nas escolas serão entregues ainda no mês de agosto para que em setembro seja possível iniciar as atividades da plataforma.

Max explica como o Muuvit funciona.

O Muuvit teve início na Finlândia em 2009 e ao se exercitarem as crianças acumulam pontos e podem navegar por cidades da América do Sul e aprender temas como aritmética, cultura, geografia humana, turismo, saúde, culinária, técnicas de comunicação não-violenta e muito mais. A plataforma chegou ao Brasil, em 2014, pela Rems e o Instituto Compartilhar decidiu gerenciá-la pela afinidade com os princípios do programa. Em outubro do mesmo ano, a plataforma partiu para São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba, na Escola Municipal Santa Rita. A iniciativa deu certo, e em parceria com a Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, o projeto foi implantado também em 33 escolas do Rio. Desta vez, o projeto partiu para outra cidade da região metropolitana de Curitiba, em Pinhais.

Fotos: Divulgação IC. 

Parceiros do Muuvit no Brasil: aporte financeiro da Embaixada da Finlândia, com apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e Rede Esporte pela Mudança Social (REMS).