Qual o efeito do esporte na sua vida?

Página inicial do site Efeito Esporte.

Para comprovar os benefícios do esporte educacional, o Instituto Compartilhar lança o Efeito Esporte (www.efeitoesporte.com.br), um site de compartilhamento de pesquisas do Instituto Compartilhar e de outras instituições do setor. Um espaço para a disseminação das práticas de avaliação de projetos socioesportivos, que pretende estimular o diálogo sobre a importância do acompanhamento de ações que trabalham o esporte como instrumento para a mudança social.

Esta ideia surgiu quando o Compartilhar começou a planejar a divulgação da Avaliação de Impacto realizada em 2012 no projeto Esporte em Ação, Núcleo Forte do Leme após cinco anos de atividades e monitoramento. Nesta oportunidade, percebeu que a proporção que estes resultados poderiam tomar eram maiores e que o setor precisava de um local online de convergência de pesquisas. Além disso, decidiu partilhar as suas experiências com as ferramentas e os métodos de pesquisa usados para saber se o que foi feito nos projetos socioesportivos está dando certo, bem como os resultados encontrados.

Apresentada de maneira bastante atrativa e de fácil leitura, no site há os resultados da Avaliação de Impacto ilustrada com vídeos, depoimentos e achados que comprovam o trabalho que vem sendo realizado com as crianças e adolescentes dos núcleos. De outras instituições, estão publicadas as pesquisas de Educação Física nas Escolas Públicas Brasileiras (Instituto Ayrton Senna), Designed to Move (disponível em português) e Let’s Move (em inglês).

Projeto Vôlei em Rede expande suas atividades para o município de Itu, em São Paulo

Prefeito de Itu, Antonio Tuíze, assina convênio com o Instituto Compartilhar de abertura de dois núcleos na cidade.

Setembro marca a abertura de mais dois núcleos do projeto Vôlei em Rede no estado de São Paulo. Na tarde de quarta-feira, 27 de agosto, o gerente executivo do Instituto Compartilhar, Luiz Fernando Nascimento, esteve com o prefeito de Itu, Antonio Tuíze, que assinou convênio com a entidade. Ainda neste ano, crianças e adolescentes entre 9 e 15 anos poderão frequentar as aulas de voleibol na cidade. A Escola Municipal de Ensino Fundamental Professora Carolina de Moraes Macedo e o Ginásio Municipal Dirceu Cordeiro – localizados no bairro Cidade Nova – serão as sedes do projeto.

O interesse de abrir núcleos do projeto Vôlei em Rede em Itu partiu da empresa Brasil Kirin, que já conhece o trabalho do Instituto Compartilhar na parceria com cinco núcleos do mesmo projeto em Campinas/SP. Os professores e técnicos de educação física dos novos núcleos serão cedidos pelas Secretarias Municipais de Educação e Esportes e capacitados pelo Instituto Compartilhar para trabalhar com a Metodologia Compartilhar de Iniciação ao Voleibol.

Cerimônia conta com a presença de representantes da Prefeitura de Itu e da Brasil Kirin, parceira do Vôlei em Rede em São Paulo.

As aulas de minivôlei na escola serão para alunos com idades entre 9 e 12 anos, das categorias Mini 2×2 e Mini 3×3 e acontecerá no contraturno escolar, estimulando a permanência das crianças e adolescentes em um ambiente educativo. Os alunos mais velhos, 13 e 14 anos, frequentarão as aulas no Ginásio Municipal Dirceu Cordeiro, já que a escola comporta apenas os estudantes de ensino fundamental.

A abertura dos dois núcleos em Itu, possibilita que mais jovens pratiquem esporte e aprendam valores fundamentais para a formação de cidadãos. A cerimônia também contou com a presença do vice-prefeito Neto Beluci, dos secretários municipais Marilda Cortiio (Educação) e Carlinhos Bertagnolli (Esportes) e da vice-presidente de Assuntos Corporativos e Sustentabilidade da Brasil Kirin, Juliana Nunes.

Parceiros dos Núcleos Itu/SP: Prefeitura de Itu e Brasil Kirin.

Fotos da assinatura do convênio disponibilizadas pelo Departamento de Comunicação Social da Prefeitura de Itu.

Equipes do Instituto Compartilhar e Pares se reúnem para acompanhamento do Planejamento Estratégico Participativo

Em reunião no escritório do Instituto Compartilhar, equipe revisa as novidades do PEP.

Na quarta-feira, 13 de agosto, oito pessoas da equipe administrativa do Instituto Compartilhar que participaram da elaboração do Plano de Ação do Planejamento Estratégico Participativo (PEP) da instituição em fevereiro se reuniram com a Pares, consultoria em gestão, em Curitiba para discutir os resultados já alcançados. O encontro aconteceu no escritório administrativo do Compartilhar, e as consultoras aproveitaram para conhecer o Núcleo Central do projeto Núcleos de Iniciação ao Voleibol no Paraná e ver, na prática, a Metodologia Compartilhar de Iniciação ao Voleibol.

 

No final de 2013, o Instituto Compartilhar iniciou o processo do PEP com o objetivo de melhorar o que vem sendo feito e pensar em novos desafios. Entre outubro e dezembro foram feitas pesquisas com equipe interna, parceiros e lideranças da sociedade para elaboração dos diagnósticos interno e externo. Em seguida, em fevereiro deste ano, por meio de muita discussão mediada pela Pares, foi estabelecido o Plano de Ação para 2014 e 2015.

 

No Núcleo Central, as consultoras Marina de Oliveira e Cristiane Fornazier foram recebidas pelos alunos, professores Alexandro Martins e Rosana Rocha, além do coordenador pedagógico do projeto, Josmar Coelho.

Desde então, os líderes das diversas áreas do Compartilhar trabalham focados em concluir ações para que os objetivos e metas sejam cumpridos. A Reunião de Acompanhamento motivou ainda mais os participantes que receberam a resposta positiva da Pares quanto a conclusão das ações e evolução do Instituto Compartilhar.

 

Durante a tarde, Marina de Oliveira e Cristiane Fornazier da Pares, foram recebidas no Núcleo Central pelo coordenador pedagógico do projeto, Josmar Coelho, que apresentou a estrutura de aula e ainda arriscaram alguns fundamentos do voleibol. Lá, os alunos ensinaram as consultoras alguns pontos chave da metodologia e elas viram como os valores são trabalhados em todos os momentos da aula. “Amei visitar o projeto. Faz muita diferença quando conhecemos mais de perto. E foi muito legal interagir, mesmo que pouquinho, com as crianças e mães”, revela Cristiane.

 

Alunos ensinam fundamentos do voleibol às consultoras.

Fotos: Divulgação IC e Pares

Educação em jogo: além de fazer bem à saúde, o esporte pode ajudar tanto nas relações sociais quanto no desenvolvimento de valores e da autoestima

Manuel Evaristo morava em uma casa de pau-a-pique coberta com palha de coqueiro no interior do Rio Grande do Norte. Dormia na rede e, para ajudar nas despesas, vendia cocada. Em uma corrida de rua, sem treino ou preparo físico, o garoto de 11 anos de pés descalços chamou a atenção de Magnólia Figueiredo, campeã olímpica potiguar de atletismo, que logo tratou de levá-lo para treinar profissionalmente em Natal. Manuel Evaristo cresceu, tornou-se campeão, foi medalhista brasileiro de atletismo e hoje, aos 49 anos, dedica-se a resgatar jovens das ruas de Brasília. “Se não fosse o esporte, eu sequer estaria vivo”, acredita o treinador, que faz pelos outros o que um dia alguém fez por ele.

À frente do Instituto Joaquim Cruz, Evaristo já treinou cerca de 250 atletas, mudou o destino de adolescentes que viviam na delinquência e vibra ao ver um garoto que andava armado hoje estudando e trabalhando. “O esporte é um simulacro, uma ótima analogia da vida”, analisa Renato Miranda, professor da Faculdade de Educação Física e Desportos da Universidade Federal de Juiz de Fora e consultor de atletas. Autor de dois livros sobre o desempenho humano através do esporte, ele afirma que a postura do educador é determinante, destacando o conhecimento, a autoridade, a educação e a autodisciplina, qualidades essenciais para a obtenção de bons resultados em qualquer matéria.

Ex-técnico de basquetebol e professor aposentado da USP, Dante De Rose Júnior aponta alguns ensinamentos que o educador pode aprender com o esporte. “Muitas vezes, o professor de sala de aula não dá abertura para o aluno se manifestar”, observa. “No esporte existe autoridade, mas exercer autoridade não significa ser autoritário. Vejo professores exigindo respeito quando, na verdade, tem de ser conquistado”, conclui.

Um jogo de equipe
Mestre em pedagogia do movimento humano pela Escola de Educação Física e Esporte da USP, Paula Korsakas explica que a prática esportiva pode auxiliar na educação porque está impregnada de valores, códigos éticos e morais. Porém, não se trata de uma relação automática, e sim de algo que se constrói ao longo da vida. “Se o esporte, de fato, tivesse a capacidade de educar por si só, teríamos apenas exemplos de cidadania entre os atletas, mas sabemos que não é bem assim”, alerta.

No papel de coordenadora do Programa de Desenvolvimento Humano pelo Esporte (PRODHE), do Centro de Práticas Esportivas da USP, Paula coloca em prática fundamentos baseados em estudos e pesquisas, os quais consistem no uso do esporte como ferramenta de aprendizagem e desenvolvimento da autoestima, com uma abordagem apoiada nos pilares da educação da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO): aprender a conhecer, a fazer, a viver com os outros e a ser.

No PRODHE, uma iniciativa destinada a 120 alunos de 8 a 16 anos, os adolescentes têm autonomia para organizar torneios, assumir compromissos, controlar e justificar suas faltas. Existe um sistema concreto em que eles vivenciam as causas e consequências de boas e más condutas. “Tudo é vivido”, destaca a coordenadora. “Assim, construímos um sistema em que eles percebem a importância dos valores para a organização social”, explica Paula, que considera um erro da educação tradicional acreditar que o desenvolvimento da conduta e das relações sociais é construído a partir de discursos e lições de moral.

Em uma trajetória de 19 anos de trabalho, com parceria técnica do Instituto Ayrton Senna, o PROHDE tornou-se um centro de referência no tema, com papel estratégico de sistematizar, disseminar conhecimentos e formar educadores, fatores que levaram o programa a fazer parte da assessoria metodológica da Rede Esporte pela Mudança Social (REMS), uma organização que congrega mais de 50 instituições com o compromisso de trabalhar o esporte em prol do desenvolvimento humano.

Vivendo e aprendendo a jogar
Entre as entidades que integram o REMS está o Instituto Compartilhar, idealizado em 2003 por Bernardo Rocha de Rezende, mais conhecido como o técnico Bernardinho da seleção brasileira de vôlei. “Bernardinho sempre acreditou que a grande transformação aconteceria na escola”, explica Luiz Fernando Nascimento, o Nando, gerente-executivo do instituto. Com base nessa crença, eles desenharam uma estratégia inovadora e levaram o vôlei para as escolas públicas, com aulas no contraturno e o envolvimento de professores da própria rede de ensino. “Queríamos que a escola fosse reconhecida como a célula de transformação”, diz Nando.

Ponto para eles: o plano deu certo e hoje o Compartilhar atua em vários estados (Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Norte), tem 41 núcleos e atende aproximadamente 4 mil crianças e adolescentes. Não são apenas os estudantes que ganham com essa iniciativa. Ao longo dos 11 anos de existência do instituto, Nando observa que a prática do vôlei, no formato desenvolvido por eles, contagia os professores de sala de aula, a direção das escolas e as famílias, que se surpreendem não apenas com o desempenho dos alunos em quadra, mas também com novos padrões de comportamento que se refletem em outros ambientes. “Nosso projeto é muito mais do que jogar bola”, destaca Nando. “Usamos o esporte como pano de fundo para ensinar a ganhar, perder, arriscar e tomar decisões, tarefas que são difíceis de realizar na vida real”.

Quem convive com Michael Jackson Júnior, de 15 anos, percebe as mudanças. Ele era agressivo, problemático dentro e fora da sala de aula, sem nenhum controle. “Sabia que ele vivia numa situação de risco”, conta Luciene Rodrigues Soares, educadora e vice-diretora aposentada da Escola Municipal Monsenhor Joaquim Honório, em Natal, no Rio Grande do Norte, onde conheceu Michael. Há dois anos, ao perceber que ele gostava de esportes, Luciene convidou o menino para ir ao instituto. Ele aceitou imediatamente e foi recebido pelo professor Simplício Silva, que, embora diante de um garoto indisciplinado, acolheu-o e atribuiu a ele responsabilidades.

Michael conta que era tão nervoso que chegava a chorar de raiva e brigava, principalmente quando o chamavam por apelidos. “Me ofendiam tanto que eu não queria mais ir à escola e fui até reprovado por faltas”, lembra o garoto, cuja atitude mudou e, como consequência, os xingamentos pararam. Hoje ele tem autoestima, ajuda a avó nos afazeres, nas horas vagas auxilia seu Ernani, dono de uma loja de tintas, quer fazer supletivo (está ingressando no 7º ano), sonha em estudar Letras, porque gosta das músicas americanas, e frequenta o instituto graças à dedicação de Luciene, que o leva semanalmente às aulas. A educadora aposentada ainda supervisiona os estudos de Michael, aconselhando-o e acompanhando-o em todos os sentidos. “Ajudar esses meninos não deixa de ser magistério”, acredita.

Mais do que uma válvula de escape
No Instituto Reação, associação criada também em 2003 pelo judoca medalhista Flávio Canto, na comunidade da Rocinha, no Rio de Janeiro, é comum que mães, escolas ou órgãos tutelares encaminhem adolescentes ao programa devido a mau comportamento. “Esse tipo de pensamento mostra que pais e educadores têm consciência de que o esporte ajuda”, explica Joana Passos Miraglia, psicóloga e coordenadora-executiva do instituto. Por treinar atletas de alto rendimento, muitos procuram o Reação com o objetivo de ver os filhos vencendo na vida por meio do esporte. Exatamente como aconteceu com Rafaela Silva, que nasceu na Cidade de Deus, pisou nos tatames do Reação com 8 anos e, depois de muita luta, conseguiu o título de primeira mulher campeã mundial de judô do Brasil.

Os números, no entanto, provam que ser campeão não é para todos. Entre mil alunos matriculados no instituto, sete integram a seleção brasileira de judô. Para Flávio Canto, porém, o maior objetivo é transformar vidas e formar vencedores fora do tatame. Por isso, o instituto equilibra exercícios técnicos e táticos da modalidade com atividades de desenvolvimento humano. Joana Miraglia vê no judô um instrumento privilegiado para trabalhar a educação integral, por ter princípios tradicionais de valorização, respeito e disciplina.

Atualmente, o instituto está inserido em cinco polos carentes do Rio de Janeiro e reúne histórias bem-sucedidas. A psicóloga lembra-se de João Lucas, um rapaz que tinha dois sonhos: construir um quarto para os pais, já que dormia na sala, junto deles, e ser advogado, aspiração que substituiu o objetivo de ser faxineiro como o pai. Hoje ele comemora a reforma da casa e o ingresso na faculdade de Direito. Quem entra no instituto participa das oficinas de arte, ciência e tecnologia. Os alunos que se destacam têm chance de bolsas de estudos em escolas e universidades particulares. “Um dos nossos desafios é promover interação entre as classes sociais através do esporte”, explica a coordenadora. “Dessa forma, também lutamos contra a desigualdade”, acredita.

Ao mesmo tempo em que o esporte pode ser uma ferramenta poderosa de integração, sociabilidade e desenvolvimento pessoal, Felipe Pitaro, coordenador pedagógico da Gol de Letra, ONG criada em 1998 pelos ex-jogadores de futebol Raí e Leonardo, alerta para o perigo de se ver o esporte como uma tábua de salvação para todos os problemas. “Se não for usado da maneira correta, o esporte pode gerar frustrações, porque nem todo mundo vai ser um Neymar”, adverte. “A educação física e o esporte não são atividades prazerosas por natureza. Elas demandam esforços, habilidades específicas e evidenciam o corpo, que é uma propriedade muito particular de cada um”, observa.

O especialista explica que o esporte mal-orientado pode trazem problemas físicos e afetivos. Além disso, alerta que o prazer é um elemento individual e o gosto pela prática esportiva não atinge todas as pessoas. “Essa ideia de que o esporte faz bem é quase um mito”, diz Pitaro. Diante da complexidade que envolve o tema, as aulas da Gol de Letra partem de uma conversa com o grupo, durante a qual as funções de cada participante são acordadas, ou seja, todos participam, mas em funções nas quais se reconheçam. “Acreditamos que o currículo é um orientador, mas ele precisa ser discutido, vivido, atribuído, e não imposto. Para nós, isso é educação integral”.

Alunos entre 7 e 14 anos que ingressam no programa sabem que não estão ali simplesmente para “bater uma bola”. Os encontros envolvem atividades de expressão oral e escrita, culturais, artísticas, corporais e esportivas. Assim, todos têm acesso a uma variedade de práticas para que possam escolher o que realmente gostam. Foi o que aconteceu com Laura Maria Araújo Bernardo, que ingressou na unidade do Caju, no Rio de Janeiro, com 10 anos, participou de tudo e hoje, com 15 anos, é monitora.

Laura conta que está mais segura e confiante. “Eu não conseguia expor minhas opiniões, me deixava levar muito facilmente e também era estourada”, relata. “Aprendi a me impor e a lidar com as situações.” Lucas Toquer dos Santos Clementino, 16 anos, também colhe os frutos de ter frequentado a ONG. Ele lembra que ia forçado pela irmã, que viu na Gol de Letra uma alternativa para não ficar à toa. Se, no início, para ele era um engodo deixar os amigos da rua para participar das atividades, hoje pensa de maneira diferente. “Aqui é a minha segunda casa”, define o garoto, que também é monitor e frequenta a Gol de Letra para estudar e fazer pesquisas escolares. Lucas e a Laura destacaram-se na fundação e foram escolhidos para um intercâmbio na França. “Estou ansioso, pensando em como vai ser”, conta Lucas, que mora na comunidade carioca do Caju. “Nunca saí do Rio de Janeiro, agora vou para São Paulo e França. Minha irmã tá felizona!”.

Os benefícios do esporte despertam os sonhos até mesmo de quem nasceu cercado de cuidados, afeto e oportunidades. Pedro Araújo tem 15 anos, estuda em um colégio particular de São Paulo, cresceu vendo o pai, Henry Araújo, jogando tênis no clube e, desde os 8 anos, pratica a modalidade. Como o esporte por si só não resolve todos os problemas, foi na escola da tenista Suzana Silva, atleta e treinadora, que tem uma metodologia voltada para a educação integral, que o adolescente virou o jogo em apenas seis meses de treino. “Antes eu pensava em ser jornalista ou advogado, agora já me questiono se não posso ser mais”, diz Pedro ao levantar à hipótese de abraçar o esporte como profissão.

O pai observa que ele está mais extrovertido, seguro, motivado, tem mais iniciativa e está administrando melhor suas escolhas. Suzana Silva, que contribuiu para a transformação de muitos adolescentes além de Pedro, atua em duas escolas particulares de São Paulo. Em uma delas, o projeto de levar o tênis aos alunos deu tão certo que a direção inseriu as aulas no currículo, em vez de oferecê-las apenas no contraturno. “O esporte ajuda quando vai além da imposição de regras e é capaz de levar à reflexão”, afirma Suzana.

Fonte texto: Reportagem de Silvana Azevedo para a Revista Pátio Nº21 de junho/2014

Disponível em: http://www.grupoa.com.br/revista-patio/artigo/10467/educacao-em-jogo.aspx

Sports for Community: analista de projetos do Instituto Compartilhar, Ana Elisa Caron, busca experiências nos EUA

Analista de projetos do Instituto Compartilhar, Ana Elisa Caron, está entre os participantes do programa Sports for Community.

A analista de projetos do Instituto Compartilhar, Ana Elisa Caron, está entre as selecionadas para participar do Sports for Community. O objetivo principal deste programa é aprimorar conhecimentos de profissionais na área esportiva social no Brasil, levando-os a fazer um intercâmbio com outras organizações que trabalham na mesma área nos Estados Unidos.  Os participantes serão orientados por um mentor americano de uma organização privada ou sem fins lucrativos, nos meses de outubro e novembro deste ano.

Após o intercâmbio, o programa terá continuidade no Brasil até novembro de 2015. Durante este período, os participantes receberão apoio para implementarem projetos com o conhecimento adquirido na viagem. Com a oportunidade, Ana pretende contribuir com o desenvolvimento humano por meio do esporte e o ensino de valores. “A possibilidade de troca de experiências é sempre positiva, mas a característica principal deste programa é que ele é completo. Você vai, conhece e depois aplica o conhecimento obtido dentro de cada realidade”, explicou Ana entusiasmada.

A organização responsável pelo Sports for Community nos EUA é a Partners of the Americas. No Brasil é chamada por Companheiros das Américas e está entre as entidades da Rede de Esporte pela Mudança Social (Rems). O Instituto Compartilhar também integra a Rems e descobriu o programa por meio da rede. Além de Ana Elisa, integrantes da Urece, Instituto Barrichello Kanaan, Associação Luta Pela Paz, Instituto Trevo, Instituto Guga Kuerten e da Rems passarão pela experiência.

Em 2013, Ana ministra Clínica de Minivôlei em Natal/RN.

O esporte é capaz de gerar consequências positivas na vida das pessoas, como a integração social, e tem efeitos na promoção de ideais como paz, solidariedade e justiça. Estes dados constatados pela Organização das Nações Unidas (ONU) só reforçam a importância do programa Sports for Community. O Instituto Compartilhar, por meio da plataforma Efeito Esporte (www.efeitoesporte.com.br), busca divulgar a comprovação dos resultados benéficos do esporte e apresenta informações oriundas dos seus projetos socioesportivos (http://www.efeitoesporte.com.br/).

Fotos: Divulgação IC.

Fonte textos: Partners of the Americas e Rede Esporte pela Mudança Social.

http://www.partners.net/partners/Sport_for_Community.asp

http://rems.org.br/index.php/programa-de-intercambio-sports-for-community/

Max Braga é o novo gestor de conhecimento do Instituto Compartilhar

Maxwill Braga, Max, compõe equipe do Instituto Compartilhar como gestor de conhecimento da entidade.

A equipe de trabalho do Instituto Compartilhar ganhou mais um membro. Maxwill Braga, ou Max, como é chamado pelos colegas, é bacharel em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília e mestre em Educação e Globalização pela Universidade de Oulu da Finlândia. Depois de passar por experiências positivas durante sua carreira profissional, principalmente na área de projetos educacionais, Max começa uma nova história como gestor de conhecimento do Instituto Compartilhar. As perspectivas são estimulantes para ele e o novo membro já está engajado nos projetos da instituição.

Max tem como característica a procura por novos desafios. Antes mesmo de cursar a faculdade, realizou um intercâmbio nos Estados Unidos e além de aperfeiçoar seu inglês, pôde conhecer mais sobre a cultura do país. Durante a graduação, estagiou na Divisão de Temas Educacionais do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e na Secretaria de Comércio e Serviços do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Em seu mestrado, permaneceu dois anos na Finlândia e nas férias teve a oportunidade de estagiar na Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), em Brasília.

Antes de entrar no Instituto Compartilhar, em junho deste ano, Max ainda trabalhou em duas organizações sem fins lucrativos: o Instituto Avaliar de Belo Horizonte/MG e Parceiros Brasil – Centro de Processos Colaborativos -, no Rio de Janeiro/RJ. Nesta última instituição participou do programa “Educação para Paz” que tem como objetivo a resolução de conflitos nas escolas públicas de ensino fundamental da capital fluminense. Entre outros temas, Max lecionava sobre gestão de emoções, tipos de conflitos e comunicação não violenta.

O primeiro contato de Max com o trabalho desenvolvido com os alunos do Instituto Compartilhar foi no projeto Vôlei em Rede, nos Núcleos Rio/RJ.  Ele ficou encantado com a Metodologia Compartilhar de Iniciação ao Voleibol e destacou o ensino de valores. “Achei fantástico! A rede é menorzinha, os professores são sensacionais, tudo é organizado e o material excelente”, observou. “Os alunos não brigam, se respeitam e têm autonomia para organizar as quadras para a aula. Nunca tinha visto essa metodologia. Achei que funciona muito bem!”, ressaltou.

Em Curitiba, Max visitou o Núcleo Central do projeto Núcleos de Iniciação ao Voleibol no Paraná e até jogou algumas partidas de voleibol com as crianças e adolescentes. O clima foi de alegria e descontração. Curitiba também é sede do escritório administrativo do Compartilhar, onde Max passará a maior parte de seu tempo.

O gestor de conhecimento está envolvido em projetos novos, atendendo às demandas estabelecidas pelo Planejamento Estratégico Participativo realizado no início do ano. As Clínicas IC passaram a ser administradas por ele, bem como a produção de pesquisas científicas sobre as experiências do Instituto Compartilhar com o esporte. Max também coordena a implantação da plataforma Muuvit no Brasil, uma parceria do Instituto Compartilhar com a organização Muuvit Health and Learning Oy Ltd. que tem apoio da Embaixada Finlandesa, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e da Rede de Esporte pela Mudança Social (REMS). Esse projeto está em fase inicial e tem como objetivo estimular os estudantes do ensino fundamental a adquirirem um estilo de vida saudável.

Max é mineiro, mas já está se adaptando muito bem a Curitiba. Teve a oportunidade de passear nos parques e disse estar gostando da nova cidade: “é limpa e as pessoas são educadas”, afirmou. Nas horas vagas, Max não deixa de lado a prática da atividade física e contou alguns de seus hobbies. Ele costuma andar de bicicleta, correr, jogar tênis e, quando possível, vôlei de praia. Além disso, não dispensa os jogos de tabuleiro, filmes, teatro e um bom livro para ler.

Fotos: Divulgação IC. 

Campanha da Semana Mundial do Brincar inspira professores dos projetos socioesportivos do Instituto Compartilhar

Entre os dias 25 e 31 de maio aconteceu a Campanha da Semana Mundial do Brincar da Aliança pela Infância, rede internacional que defende os direitos das crianças. Neste ano, a ação contou com a parceria da Rede Esporte pela Mudança Social (Rems), na qual o Instituto Compartilhar faz parte junto a outras 50 organizações brasileiras que também acreditam no esporte como instrumento de transformação social.

Nos Núcleos Campinas/SP do projeto Vôlei em Rede, a diversão da Semana Mundial do Brincar foi com pipas cedidas pela Prefeitura Municipal.

Nos Núcleos Campinas/SP do projeto Vôlei em Rede, a diversão da Semana Mundial do Brincar foi com pipas cedidas pela Prefeitura Municipal.

O Compartilhar abraçou a causa da campanha e professores dos núcleos socioesportivos dos projetos Esporte em Ação, Núcleos de Iniciação ao Voleibol no Paraná e Vôlei em Rede realizaram atividades diferentes com seus alunos com o objetivo de resgatar a importância do brincar para o desenvolvimento integral da criança. A Aliança pela Infância elaborou um vídeo que inspira a realização de atividades recreativas (https://www.youtube.com/watch?v=1zCweqvWoYo).

Em Campinas/SP, os alunos do projeto Vôlei em Rede se divertiram com pipas cedidas pela Prefeitura Municipal, parceira do projeto na cidade. Os professores dos núcleos São Cristóvão, São Domingos e São Marcos relataram que as crianças e adolescentes ajudaram os colegas menos habilidosos a colocarem as pipas no ar. O aluno Daniel Nascimento, 13 anos, da categoria Mini 4×4 do Núcleo São Domingos foi um deles: “eu sempre brinco com pipa aqui no bairro. Foi bom poder ajudar os outros alunos”, contou. Para a professora Rosana Bragalia, do Núcleo São Marcos, “os alunos divertiram-se muito, deram muitos exemplos de cooperação ajudando os colegas e enfeitaram o céu com suas pipas”.

Atividade simples e criativa anima a garotada do Núcleo Guaratuba/PR.

Atividade simples e criativa anima a garotada do Núcleo Guaratuba/PR.

A aluna Mariana Ramalho, 10 anos, da categoria Mini 3×3 do Núcleo São Marcos, achou difícil empinar pipas: “nunca tinha feito isso, para os meninos é mais fácil”, desabafou. Já a aluna Bruna Faria, 14 anos, da categoria Vôlei do Núcleo São Domingos, gostou da experiência: “Foi muito bacana. Eu achava que era brincadeira de menino, mas vi que as meninas também podem brincar”, disse.

No Núcleo São Cristóvão, as crianças da categoria Mini 2×2, com idades entre 9 e 10 anos, participaram no circuito de brincadeiras. Cada canto da quadra esportiva, onde normalmente acontecem as aulas de minivôlei, comportou brinquedos diferentes como petecas, elásticos, arcos e cordas. Para os alunos das outras categorias, a euforia estava na Oficina de Pipas, mas muitos não deixaram de ajudar os colegas mais novos nas outras atividades.

A professora do Núcleo Guaratuba do projeto Núcleos de Iniciação ao Voleibol no Paraná, Cássia Graciotto, aproveitou a campanha para conversar com os alunos sobre a importância de brincar e criar vínculos sociais. Lá, a brincadeira foi a “dança de bexigas”, realizada em duplas. Cada aluno tinha uma bexiga presa ao pé e, de mãos dadas com o (a) companheiro (a), deveria estourar o balão do colega. A atividade rendeu muitas risadas.

O ato de brincar é estimulado e alunos do projeto Esporte em Ação, Núcleo Forte do Leme – Rio/RJ, aproveitam para se divertir.

O ato de brincar é estimulado e alunos do projeto Esporte em Ação, Núcleo Forte do Leme – Rio/RJ, aproveitam para se divertir.

Já no nordeste do país, no Núcleo Natal/RN do projeto Vôlei em Rede, a Semana Mundial do Brincar aconteceu com a ajuda dos pais e responsáveis. A tarefa da garotada era conversar com eles e descobrir quais eram as brincadeiras que os divertiam enquanto crianças. Os alunos também foram estimulados a levar para a aula brincadeiras do dia-a-dia deles. Algumas das atividades recreativas realizadas foram pega-pega (tica, no vocabulário potiguara), esconde-esconde, passa anel, detetive, “tá quente, tá frio!” e amarelinha.

Fotos: Divulgação IC

Membros da Rems participam do XIII Encontro da Rede e da Oficina da Lei de Incentivo ao Esporte, em Brasília/DF

Integrantes ficam por dentro do planejamento estratégico da Rems ao participarem do XIII Encontro da Rede.

O Instituto Compartilhar está entre as 52 organizações brasileiras da Rede Esporte pela Mudança Social (Rems) – organização que visa promover a integração entre instituições públicas, privadas e do Terceiro Setor para o desenvolvimento humano por meio do esporte. Nos dias 20 e 21 de maio, aconteceu o XIII Encontro da Rems, em Brasília, e no dia 22 a Oficina da Lei de Incentivo ao Esporte, promovida pela rede em parceria com o Ministério do Esporte e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). A oficina fez parte das atividades do II Seminário Internacional do Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil, promovido entre os dias 21 e 23.

Atualmente, 52 entidades compõem a Rede de Esporte pela Mudança Social.

O XIII Encontro da Rems teve como objetivo apresentar o andamento do planejamento estratégico a todos os membros da rede. No primeiro dia, o gerente executivo do Instituto Compartilhar, Luiz Fernando Nascimento – Nando – apresentou as realizações da Grande Linha de Ação sobre gestão, da qual é líder. Parte do evento foi destinado à preparação para a Oficina da Lei de Incentivo ao Esporte, que aconteceu no dia 22, do II Seminário Internacional do Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil, também em Brasília. O Seminário compõe a programação da Arena da Participação Social, uma realização da Secretaria-Geral da Presidência da República.

Oficina da Lei de Incentivo ao Esporte: Rems participa do debate.

O objetivo principal da oficina, foi contribuir para o fortalecimento e consolidação da Lei de Incentivo ao Esporte como instrumento de democratização do acesso ao esporte no Brasil, por meio de um debate entre a sociedade civil e o governo. As entidades que representaram a Rems durante o diálogo foram Instituto Joaquim Cruz (Ricardo Vidal) e a entidade Atletas pelo Brasil (Daniela Castro), mas a mesa também foi composta por representantes do Ministério do Esporte (João Tajara) e do Instituto Votorantim (Diogo Quintério), além do PNUD (Maristela Baioni) – como moderador. O tema é relevante no contexto atual vivido pelo País, que sediará a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas e Paralimpíadas de 2016. Por meio da Lei de Incentivo, empresas com lucro real podem destinar até 1% do seu Imposto de Renda aos projetos esportivos.

Créditos fotos: IC e Rems 

Instituto Compartilhar tem representantes no evento de apresentação do Relatório do Plano de Sustentabilidade da Unilever

Bernardinho e sua esposa, a ex-atleta Fernanda Venturini, farão parte da próxima campanha do Project Sunlight da Unilever.

Bernardinho e sua esposa, a ex-atleta Fernanda Venturini, farão parte da próxima campanha do Project Sunlight da Unilever.

No dia 15 de maio, em São Paulo/SP, a Unilever, principal e mais antiga mantenedora do Instituto Compartilhar, realizou um evento de apresentação do Plano de Sustentabilidade Unilever – três anos depois – aos seus executivos e especialistas no assunto. Bernardo Rocha de Rezende, o Bernardinho, esteve presente representando os 17 anos de parceria com a companhia, tanto como técnico da equipe feminina de voleibol adulta, quanto como diretor presidente do Instituto Compartilhar. Além dele, estava o gerente executivo do Compartilhar, Luiz Fernando Nascimento.

 

Instituto Compartilhar é apresentado como um dos parceiros essenciais.

Instituto Compartilhar é apresentado como um dos parceiros essenciais.

O Plano de Sustentabilidade foi lançado em novembro de 2011 e estabelece como a Unilever pretende alcançar a meta de dobrar o tamanho dos negócios, ao mesmo tempo em que reduzirá os impactos ambientais e aumentará o impacto positivo na sociedade. Portanto, na ocasião, apresentou os resultados após três anos e o Relatório de Sustentabilidade de 2013 (http://www.unilever.com.br/sustainable-living-2014/unilever-sustainable-living-plan/ ). O Instituto Compartilhar foi citado como um dos parceiros essenciais no alcance de alguns destes resultados.

 

Painéis apresentam alguns dos resultados de três anos de Plano de Sustentabilidade.

Painéis apresentam alguns dos resultados de três anos de Plano de Sustentabilidade.

O Project Sunlight, por exemplo, lançado em 2013, é um movimento feito de uma comunidade cada vez maior de pessoas que acreditam que seja possível construir um mundo onde todos possam viver bem e de maneira sustentável. Desde o ano passado, o Compartilhar contribui com a causa, divulgando em suas redes sociais alguns dos materiais da campanha. No evento, foi lançado o Desafio Sunlight em que oito famílias praticarão, por um período, esta ideia de fazer um mundo melhor através de suas ações diárias. Inclusive, Bernardinho, sua esposa – a ex-atleta Fernanda Venturini -, e suas duas filhas, farão parte deste desafio.

 

Três projetos do Instituto Compartilhar assistem ao vivo a final da Superliga Feminina de Vôlei

Maracanãzinho lotado e com a presença especial dos alunos do Núcleo Inhaúma – Rio/RJ do projeto Vôlei em Rede.

Maracanãzinho lotado e com a presença especial dos alunos do Núcleo Inhaúma – Rio/RJ do projeto Vôlei em Rede.

Domingo (27/04) foi dia de decisão no Maracanãzinho, com a final da Superliga Feminina de Vôlei entre as equipes Unilever-RJ e Sesi-SP. Pela nona vez e por 3 sets à 1, o time carioca liderado pelo técnico e diretor presidente do Instituto Compartilhar, Bernardinho, conquistou a vitória. Entre os torcedores, estavam alunos do Super Vôlei do projeto Núcleos de Iniciação ao Voleibol no Paraná, Núcleo Central – Curitiba/PR, e dos projetos Esporte em Ação e Vôlei em Rede da capital do Rio de Janeiro. Alguns, inclusive, foram escolhidos para entrar em quadra de mãos dadas com as atletas, emoção compartilhada com professores, pais e acompanhantes que puderam estar presentes no evento.

Quem observou essas crianças e adolescentes conseguiu perceber a mistura de sentimentos vivenciados por eles, principalmente de euforia. Não faltou energia para tantos pulos, gritos e palavras de incentivo à equipe da Unilever, parceira institucional do Instituto Compartilhar, do projeto Núcleos de Iniciação ao Voleibol no Paraná e dos Núcleos Rio/RJ do projeto Vôlei em Rede. Muitos alunos acompanharam o torneio nacional pela primeira vez, e ao vivo. A aluna Danielle Maria, 14 anos, da categoria Vôlei do Núcleo Forte do Leme – Rio/RJ é um exemplo disso: “achei muito bom ter ido ao Maracanãzinho pela primeira vez com minhas amigas do Esporte em Ação. Gostei também que a Unilever ganhou pela nona vez!! Um dia vai ser eu, Julia, Barbara e Rita lá”, revelou otimista. A amiga, Rita de Cássia, 13 anos, também estava contente: “eu amei ir ao Maracanãzinho, foi muito legal, divertido! Adorei torcer e no final ganhamos!”, contou emocionada.

Unilever conta com torcida organizada do projeto Núcleos de Iniciação ao Voleibol do Paraná, do Núcleo Central – Curitiba/PR

Unilever conta com torcida organizada do projeto Núcleos de Iniciação ao Voleibol do Paraná, do Núcleo Central – Curitiba/PR

O pessoal de Curitiba/PR, administrativo do Instituto Compartilhar e alunos do Super Vôlei do Núcleo Central, organizou até uma caravana para ir ao jogo. A ansiedade agitou os alunos na viagem de ida que durou 13 horas e o título gerou mais energia para os jovens aguentarem o mesmo tempo de retorno.O aluno Brayan Michalichyn, 15 anos, conseguiu descrever sua opinião sobre o evento em poucas palavras: “essa viagem foi demais, me deu muito incentivo!”, disse. Já o colega Nickolas de Araujo, 14 anos, relacionou as aulas de valores do Instituto Compartilhar (cooperação, responsabilidade, respeito e autonomia) com essa final emocionante. “Gostei muito da premiação! Mesmo a equipe do Sesi-SP não saindo vitoriosa, fez muita festa junto com a equipe da Unilever, mostrando que a rivalidade é só dentro das quatro linhas. Assim, as duas equipes deram a lição de como é mais bonito o jogo sem brigas, sem racismo e outras coisas que envergonham o esporte”, concluiu. Os ingressos foram cedidos às crianças e adolescentes por meio da Unilever.

Além de terem adorado a final entre as duas grandes equipes de voleibol, as crianças e adolescentes dos núcleos Bancários, Ilha do Governador, Inhaúma e Penha – Rio/RJ conseguiram chegar ainda mais perto. “O jogo foi maravilhoso, muito emocionante! Eu gostei muito! Entrar com as jogadoras foi a realização de um sonho.”, contou entusiasmado Luiz Henrique Pereira, 13 anos, da categoria Mini 3×3. Para o colega de turma, Pedro Henrique, 12 anos, entrar com as jogadoras foi uma motivação para ele jogar melhor. “A Sarah é a mais alta! Foi maravilhoso!”, disse Pedro. Já a aluna Bianca Caetano, 12 anos, também da categoria Mini 3×3, afirmou: “Sensacional! Gostei muito de ter conhecido a Roberta, ela é muito simpática! Foi show!”.

Meninas do Núcleo Forte do Leme – Rio/RJ, do projeto Esporte em Ação, entram no clima da final da Superliga Feminina de Vôlei.

Meninas do Núcleo Forte do Leme – Rio/RJ, do projeto Esporte em Ação, entram no clima da final da Superliga Feminina de Vôlei.

Ao final da premiação, quando as atletas ainda estavam em quadra para dar entrevistas, o analista de projetos do Compartilhar, Vinicius Petrunko, conseguiu que os alunos e professores de Curitiba entrassem na quadra para interagirem com as atletas. Fotos, autógrafos, muita conversa e conselho, fecharam o domingo. “A emoção de pisar na quadra do Maracanãzinho, a emoção de tirar fotos com as jogadoras, a emoção de ganhar um abraço delas, um simples autógrafo que você vai levar para o resto da vida, é tão grande a emoção, que somente quem viveu esse momento sabe”, resume emocionada a aluna Gabriele Ramos, 16 anos.

 

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