Luiz Fernando Nascimento, gerente executivo do Instituto Compartilhar, apresenta experiências da instituição em Fórum Internacional Gols pela Vida

Luiz Fernando Nascimento (esquerda) conta a experiência do Instituto Compartilhar sobre a presença de um ídolo em atividade.

Luiz Fernando Nascimento (esquerda) conta a experiência do Instituto Compartilhar sobre a presença de um ídolo em atividade.

Para discutir o tema de Responsabilidade Social no Esporte, o Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe promoveu nos dias 23 e 24 de outubro o Fórum Internacional Gols Pela Vida, no Hotel Pestana, em São Paulo. Luiz Fernando Nascimento – Nando -, gerente executivo do Instituto Compartilhar, foi convidado para participar da discussão tendo como tema: planejamento e execução de programas socioesportivos de ídolos do esporte em plena atividade – A figura do ídolo e sua influência na formação e multiplicação de políticas públicas. Junto com ele estavam José Álvaro da Silva Carneiro, Diretor Corporativo Hospital Pequeno Príncipe, Aluísio Dutra Jr., Secretário Municipal de Esportes e Lazer de Curitiba e João Paulo Monteiro, CEO Monett Social Business (Responsável Fundação Leo Messi no Brasil).

Em sua participação no dia 24, Nando expôs a experiência do Instituto Compartilhar em relação à força de um ídolo, o técnico Bernardinho – diretor presidente da instituição -, e sua importância no programa socioesportivo. No entanto, deu foco nos professores e a fundamental influência deles na motivação de crianças e adolescentes, principalmente para criar um elo afetivo e, assim, atingir resultados de aprendizado técnico e de valores. Nando se baseou nos dados colhidos na campanha “Ex-aluno, por onde você anda?”, realizada em 2013, em que alunos egressos contavam sobre a experiência e aprendizados durante o período do projeto, e destacaram a atuação de professores. (veja mais resultados da pesquisa em: http://www.compartilhar.org.br/relatorio/2013/Relatorio_Anual_2013.pdf)

Apresentação sobre Instituto Compartilhar baseia-se em pesquisa com alunos egressos realizada em 2013.

Apresentação sobre Instituto Compartilhar baseia-se em pesquisa com alunos egressos realizada em 2013.

Para o gerente executivo do Compartilhar, o Complexo Pequeno Príncipe está de parabéns pela iniciativa inovadora, pois o tema responsabilidade social no esporte ainda é muito pouco discutido neste meio. “O interessante destes encontros é perceber a convergência de opiniões de muitas instituições nacionais e internacionais para o tema. São ideias boas sendo discutidas por muita gente de renome”, observa Nando. Ele se refere a autoridades presentes como o ministro do Esporte do Brasil, Aldo Rebelo; o conselheiro do secretário-geral da ONU para esporte, desenvolvimento e paz, Wilfried Lemke; os jornalistas esportivos Juca Kfouri, Paulo Calçade e Erich Beting; o escritor e ativista da paz, Don Mullan; o idealizador da Universidade do Futebol, João Paulo Medina; o especialista do programa de esportes para o desenvolvimento do Unicef, Rodrigo Fonseca; a coordenadora do MBA “Sports Philanthropy” da George Washington University (Estados Unidos), Lisa Delpy Neirotti, PhD; e o Alex White, Executivo da Premier League Charitable Fund (Inglaterra) entre outros.

Fotos: HPP

Bernardinho apresenta Instituto Compartilhar em café da manhã do Instituto Phi

Ao lado de Marcos Flávio Azzi, Bernardinho participa de bate-papo sobre ações sociais.

Ao lado de Marcos Flávio Azzi, Bernardinho participa de bate-papo sobre ações sociais.

Na quarta-feira, 22 de outubro, no Rio de Janeiro, o diretor presidente do Instituto Compartilhar, Bernardo Rezende – o técnico Bernardinho – participou do café da manhã anual promovido pelo Instituto Phi, ao lado de Marcos Flávio Azzi. A proposta era discutir motivações para realização de ações sociais e o atual cenário do terceiro setor no Brasil.

Bernardinho aproveitou a oportunidade para explicar sobre o Instituto Compartilhar, o motivo da sua fundação da instituição por ele. Também parabenizou e valorizou o trabalho do Instituto Phi – Philantropia Inteligente, que faz a ponte entre pessoas físicas ou jurídicas e projetos sociais de qualidade e que busca que o investimento social tenha resultado efetivo, chegando a instituições de excelência. O Instituto Phi não tem fins lucrativos e o serviço é gratuito para pessoas físicas e, para pessoas jurídicas, há uma avaliação de acordo com o projeto.

Saiba mais em: http://institutophi.org.br/

Fotos: Divulgação IC e Instituto Phi

Equipe do Instituto Phi trabalha para fazer a ponte entre pessoas físicas ou jurídicas e projetos sociais de qualidade.

Equipe do Instituto Phi trabalha para fazer a ponte entre pessoas físicas ou jurídicas e projetos sociais de qualidade.

Clínica de Minivôlei do Instituto Compartilhar chega à Goiânia/GO

Analistas de projeto do Instituto Compartilhar, Kátia Keller e Vinícius Petrunko, ministram Clínica de Minivôlei em Goiânia nos dias 26 e 27 de setembro.

Acadêmicos e profissionais de educação física da cidade de Goiânia puderam conhecer a Metodologia Compartilhar de Iniciação ao Voleibol com os analistas de projeto do Instituto Compartilhar, Kátia Keller e Vinícius Petrunko. As aulas práticas e teóricas da Clínica de Minivôlei, ministrada nos dias 26 e 27 de setembro, aconteceram na Igreja Presbiteriana Maranatha, local de aulas da escolinha Duda Volley Club – parceira do evento na capital de Goiás.

A Clínica teve como objetivo disseminar os princípios técnicos, táticos e de valores da metodologia adotada no programa socioesportivo do Compartilhar e que também podem ser utilizados em outros ambientes, como clubes e escolas. Além disso, apresentar a possibilidade de adaptação da metodologia para outros esportes, reforçando o conceito de miniesporte.

A manhã do primeiro dia de atividades contou com apresentação do Instituto Compartilhar, da metodologia e características das categorias Mini 2×2 (para crianças de 9 e 10 anos) e Mini 3×3 (11 e 12 anos). Durante a tarde aconteceram os exercícios práticos, como de coordenação motora, fundamentos de saque por baixo, toque, manchete e construção de jogo.

Alunos de instituições que também ensinam o vôlei participam das aulas práticas para facilitar a compreensão dos participantes.

No segundo dia, os participantes conheceram as categorias mais avançadas, Mini 4×4 (para adolescentes com 13 anos) e Vôlei (14 e 15 anos). Além disso, entenderam como são ensinados os valores durante a prática esportiva (cooperação, responsabilidade, respeito e autonomia), o processo de avaliação técnica, sistemas de jogo e de defesa, entre outros temas.

Para auxiliar as atividades práticas, os analistas contaram com a colaboração de alunos da escolinha Duda Volley Club e de alunas da Escola Nossa Senhora Auxiliadora acompanhadas pelo professor. As atletas do Goiás Esporte Clube contribuíram com as aulas sobre as categorias Mini 4×4 e Vôlei, que exigiam maior nível técnico. Desta forma, os acadêmicos e profissionais de educação física puderam entender com mais clareza como funciona a metodologia do Instituto Compartilhar.

De acordo com Vinícius, os participantes da clínica aproveitaram a oportunidade para esclarecer algumas dúvidas, o que tornou o encontro ainda mais produtivo. Para Lívia Cristina Gonçalves, a metodologia é simples e é aplicada de maneira coerente a cada fase das crianças e adolescentes. “Acredito que uma das maiores contribuições que a Clínica de Minivôlei deixou para mim foi que é possível sonhar, ter esperança em “ajudar” o próximo através dos desportos em especial o voleibol”, afirmou a participante.

Acadêmicos e profissionais de educação física entram em quadra e praticam o que aprenderam durante a Clínica.

O gestor de conhecimento do Instituto Compartilhar, Max Braga, acompanhou todas as atividades com o objetivo de identificar quais pontos podem ser aperfeiçoados, inclusive quanto a novas formas de abordagem da Clínica. Ao final, os acadêmicos e profissionais de educação física presentes participaram de sorteios de relatórios anuais do Instituto Compartilhar, livros do Sinpefepar com artigos publicados por professores da organização, camisetas, chaveiros, blocos de anotações e quatro livros “Transformando Suor em Ouro”, do técnico Bernardinho.

Por intermédio de Luiz Eduardo, responsável pela escolinha Duda Volley Club, a Clínica em Goiânia contou com o apoio de várias instituições. Entre elas a Associação Seara, que cedeu os espaços junto à igreja; a All Mix que doou alguns produtos naturais distribuídos nos intervalos e para sorteio ao final do evento; Arícia Motta Nutrição que auxiliou na divulgação e organização e República da Saúde, restaurante que cedeu as refeições dos instrutores da Clínica. Outros apoios como Decatlhon, Chon, Sports e Tracks e Mednutrition auxiliaram na divulgação e confecção de cartazes e flyers do evento.

Fotos: Divulgação IC.

“Esporte: perspectivas sociais ou competitivas?” é discutido em mesa-redonda promovida pelo Instituto Compartilhar

Profissionais e pesquisadores de educação física expõem suas visões sobre o tema: “Esporte: perspectivas sociais ou competitivas?”.

Profissionais e pesquisadores de educação física expõem suas visões sobre o tema: “Esporte: perspectivas sociais ou competitivas?”.

A reunião de teóricos, práticos e acadêmicos sempre é muito produtiva, pois as discussões ficam com diversos pontos de vista e todos aprendem mais. E não foi diferente na noite do dia 02 de outubro, quando o Instituto Compartilhar promoveu a mesa redonda “Esporte: perspectivas sociais ou competitivas?”, no auditório da Unibrasil em Curitiba/PR. Compunham a mesa os professores doutores Wanderley Marchi Júnior da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Gilmar Afonso da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, a professora doutoranda Tatiana Sviesk Moreira (UFPR) e o coordenador pedagógico do projeto Núcleos de Iniciação ao Voleibol no Paraná do Instituto Compartilhar, Josmar Coelho. O gerente executivo do Compartilhar, Luiz Fernando Nascimento, o Nando, mediou a mesa. Cerca de 200 pessoas dentre profissionais e acadêmicos da área esportiva estiveram presentes.

Público é formado por estudantes da área esportiva.

Público é formado por estudantes da área esportiva.

Os palestrantes expuseram seus pontos de vista e conversaram sobre temas que concluíam a pergunta principal. Wanderley Marchi iniciou a discussão contando sobre manifestações e dimensões do esporte, explicou a importância de buscar perspectivas conceituais e interpretativas no cenário atual da educação física no Brasil. Em seguida, Gilmar Afonso expôs sobre desenvolvimento de valores no esporte, Tatiana Sviesk fez uma provocação sobre a problematização no esporte competitivo e Josmar Coelho compartilhou a sua experiência de ensino de valores durante toda a aula esportiva, adquirida com 18 anos de experiência no projeto.

Segundo Tatiana, as três palestras conseguiram atingir o objetivo. “É fundamental promover este tipo de discussão porque as pessoas costumam separar a competição da função social do esporte, colocando como se uma coisa excluísse a outra. Os projetos do Instituto Compartilhar são uma prova de que isto não é verdade. Mesmo com essa perspectiva social, a competição é um pressuposto, ela existe no esporte, não tem como ser negada”, explica a profissional.

Final da mesa redonda gera debate e é espaço para esclarecimento de dúvidas dos participantes.

Final da mesa redonda gera debate e é espaço para esclarecimento de dúvidas dos participantes.

O tema agradou os participantes e principalmente ao estudante de educação física da Unibrasil, Leonardo Lima. “Esta mesa redonda agregou muito conhecimento e abriu nossas cabeças como estudantes e futuros profissionais. Precisamos relacionar as duas frentes (competitiva e social), agregar valores nas nossas aulas, pois somos responsáveis também por socializar e educar, não só ensinar um esporte”, conta satisfeito.

Ao final, Nando mediou as perguntas dos participantes e respostas dos professores e expôs alguns resultados da pesquisa “Ex-aluno, por onde você anda”, realizada com alunos egressos do programa socioesportivo da entidade. Estes dados podem ser acessados no Relatório Anual 2013 do Instituto Compartilhar em: http://www.compartilhar.org.br/relatorio/2013/Relatorio_Anual_2013.pdf

A mesa-redonda aconteceu em parceira do Instituto Compartilhar e Unibrasil, via lei de incentivo ao esporte: Ministério do Esporte, Lei de Incentivo ao Esporte e Unilever.

Fotos: Divulgação IC

Qual o efeito do esporte na sua vida?

Página inicial do site Efeito Esporte.

Para comprovar os benefícios do esporte educacional, o Instituto Compartilhar lança o Efeito Esporte (www.efeitoesporte.com.br), um site de compartilhamento de pesquisas do Instituto Compartilhar e de outras instituições do setor. Um espaço para a disseminação das práticas de avaliação de projetos socioesportivos, que pretende estimular o diálogo sobre a importância do acompanhamento de ações que trabalham o esporte como instrumento para a mudança social.

Esta ideia surgiu quando o Compartilhar começou a planejar a divulgação da Avaliação de Impacto realizada em 2012 no projeto Esporte em Ação, Núcleo Forte do Leme após cinco anos de atividades e monitoramento. Nesta oportunidade, percebeu que a proporção que estes resultados poderiam tomar eram maiores e que o setor precisava de um local online de convergência de pesquisas. Além disso, decidiu partilhar as suas experiências com as ferramentas e os métodos de pesquisa usados para saber se o que foi feito nos projetos socioesportivos está dando certo, bem como os resultados encontrados.

Apresentada de maneira bastante atrativa e de fácil leitura, no site há os resultados da Avaliação de Impacto ilustrada com vídeos, depoimentos e achados que comprovam o trabalho que vem sendo realizado com as crianças e adolescentes dos núcleos. De outras instituições, estão publicadas as pesquisas de Educação Física nas Escolas Públicas Brasileiras (Instituto Ayrton Senna), Designed to Move (disponível em português) e Let’s Move (em inglês).

Projeto Vôlei em Rede expande suas atividades para o município de Itu, em São Paulo

Prefeito de Itu, Antonio Tuíze, assina convênio com o Instituto Compartilhar de abertura de dois núcleos na cidade.

Setembro marca a abertura de mais dois núcleos do projeto Vôlei em Rede no estado de São Paulo. Na tarde de quarta-feira, 27 de agosto, o gerente executivo do Instituto Compartilhar, Luiz Fernando Nascimento, esteve com o prefeito de Itu, Antonio Tuíze, que assinou convênio com a entidade. Ainda neste ano, crianças e adolescentes entre 9 e 15 anos poderão frequentar as aulas de voleibol na cidade. A Escola Municipal de Ensino Fundamental Professora Carolina de Moraes Macedo e o Ginásio Municipal Dirceu Cordeiro – localizados no bairro Cidade Nova – serão as sedes do projeto.

O interesse de abrir núcleos do projeto Vôlei em Rede em Itu partiu da empresa Brasil Kirin, que já conhece o trabalho do Instituto Compartilhar na parceria com cinco núcleos do mesmo projeto em Campinas/SP. Os professores e técnicos de educação física dos novos núcleos serão cedidos pelas Secretarias Municipais de Educação e Esportes e capacitados pelo Instituto Compartilhar para trabalhar com a Metodologia Compartilhar de Iniciação ao Voleibol.

Cerimônia conta com a presença de representantes da Prefeitura de Itu e da Brasil Kirin, parceira do Vôlei em Rede em São Paulo.

As aulas de minivôlei na escola serão para alunos com idades entre 9 e 12 anos, das categorias Mini 2×2 e Mini 3×3 e acontecerá no contraturno escolar, estimulando a permanência das crianças e adolescentes em um ambiente educativo. Os alunos mais velhos, 13 e 14 anos, frequentarão as aulas no Ginásio Municipal Dirceu Cordeiro, já que a escola comporta apenas os estudantes de ensino fundamental.

A abertura dos dois núcleos em Itu, possibilita que mais jovens pratiquem esporte e aprendam valores fundamentais para a formação de cidadãos. A cerimônia também contou com a presença do vice-prefeito Neto Beluci, dos secretários municipais Marilda Cortiio (Educação) e Carlinhos Bertagnolli (Esportes) e da vice-presidente de Assuntos Corporativos e Sustentabilidade da Brasil Kirin, Juliana Nunes.

Parceiros dos Núcleos Itu/SP: Prefeitura de Itu e Brasil Kirin.

Fotos da assinatura do convênio disponibilizadas pelo Departamento de Comunicação Social da Prefeitura de Itu.

Equipes do Instituto Compartilhar e Pares se reúnem para acompanhamento do Planejamento Estratégico Participativo

Em reunião no escritório do Instituto Compartilhar, equipe revisa as novidades do PEP.

Na quarta-feira, 13 de agosto, oito pessoas da equipe administrativa do Instituto Compartilhar que participaram da elaboração do Plano de Ação do Planejamento Estratégico Participativo (PEP) da instituição em fevereiro se reuniram com a Pares, consultoria em gestão, em Curitiba para discutir os resultados já alcançados. O encontro aconteceu no escritório administrativo do Compartilhar, e as consultoras aproveitaram para conhecer o Núcleo Central do projeto Núcleos de Iniciação ao Voleibol no Paraná e ver, na prática, a Metodologia Compartilhar de Iniciação ao Voleibol.

 

No final de 2013, o Instituto Compartilhar iniciou o processo do PEP com o objetivo de melhorar o que vem sendo feito e pensar em novos desafios. Entre outubro e dezembro foram feitas pesquisas com equipe interna, parceiros e lideranças da sociedade para elaboração dos diagnósticos interno e externo. Em seguida, em fevereiro deste ano, por meio de muita discussão mediada pela Pares, foi estabelecido o Plano de Ação para 2014 e 2015.

 

No Núcleo Central, as consultoras Marina de Oliveira e Cristiane Fornazier foram recebidas pelos alunos, professores Alexandro Martins e Rosana Rocha, além do coordenador pedagógico do projeto, Josmar Coelho.

Desde então, os líderes das diversas áreas do Compartilhar trabalham focados em concluir ações para que os objetivos e metas sejam cumpridos. A Reunião de Acompanhamento motivou ainda mais os participantes que receberam a resposta positiva da Pares quanto a conclusão das ações e evolução do Instituto Compartilhar.

 

Durante a tarde, Marina de Oliveira e Cristiane Fornazier da Pares, foram recebidas no Núcleo Central pelo coordenador pedagógico do projeto, Josmar Coelho, que apresentou a estrutura de aula e ainda arriscaram alguns fundamentos do voleibol. Lá, os alunos ensinaram as consultoras alguns pontos chave da metodologia e elas viram como os valores são trabalhados em todos os momentos da aula. “Amei visitar o projeto. Faz muita diferença quando conhecemos mais de perto. E foi muito legal interagir, mesmo que pouquinho, com as crianças e mães”, revela Cristiane.

 

Alunos ensinam fundamentos do voleibol às consultoras.

Fotos: Divulgação IC e Pares

Educação em jogo: além de fazer bem à saúde, o esporte pode ajudar tanto nas relações sociais quanto no desenvolvimento de valores e da autoestima

Manuel Evaristo morava em uma casa de pau-a-pique coberta com palha de coqueiro no interior do Rio Grande do Norte. Dormia na rede e, para ajudar nas despesas, vendia cocada. Em uma corrida de rua, sem treino ou preparo físico, o garoto de 11 anos de pés descalços chamou a atenção de Magnólia Figueiredo, campeã olímpica potiguar de atletismo, que logo tratou de levá-lo para treinar profissionalmente em Natal. Manuel Evaristo cresceu, tornou-se campeão, foi medalhista brasileiro de atletismo e hoje, aos 49 anos, dedica-se a resgatar jovens das ruas de Brasília. “Se não fosse o esporte, eu sequer estaria vivo”, acredita o treinador, que faz pelos outros o que um dia alguém fez por ele.

À frente do Instituto Joaquim Cruz, Evaristo já treinou cerca de 250 atletas, mudou o destino de adolescentes que viviam na delinquência e vibra ao ver um garoto que andava armado hoje estudando e trabalhando. “O esporte é um simulacro, uma ótima analogia da vida”, analisa Renato Miranda, professor da Faculdade de Educação Física e Desportos da Universidade Federal de Juiz de Fora e consultor de atletas. Autor de dois livros sobre o desempenho humano através do esporte, ele afirma que a postura do educador é determinante, destacando o conhecimento, a autoridade, a educação e a autodisciplina, qualidades essenciais para a obtenção de bons resultados em qualquer matéria.

Ex-técnico de basquetebol e professor aposentado da USP, Dante De Rose Júnior aponta alguns ensinamentos que o educador pode aprender com o esporte. “Muitas vezes, o professor de sala de aula não dá abertura para o aluno se manifestar”, observa. “No esporte existe autoridade, mas exercer autoridade não significa ser autoritário. Vejo professores exigindo respeito quando, na verdade, tem de ser conquistado”, conclui.

Um jogo de equipe
Mestre em pedagogia do movimento humano pela Escola de Educação Física e Esporte da USP, Paula Korsakas explica que a prática esportiva pode auxiliar na educação porque está impregnada de valores, códigos éticos e morais. Porém, não se trata de uma relação automática, e sim de algo que se constrói ao longo da vida. “Se o esporte, de fato, tivesse a capacidade de educar por si só, teríamos apenas exemplos de cidadania entre os atletas, mas sabemos que não é bem assim”, alerta.

No papel de coordenadora do Programa de Desenvolvimento Humano pelo Esporte (PRODHE), do Centro de Práticas Esportivas da USP, Paula coloca em prática fundamentos baseados em estudos e pesquisas, os quais consistem no uso do esporte como ferramenta de aprendizagem e desenvolvimento da autoestima, com uma abordagem apoiada nos pilares da educação da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO): aprender a conhecer, a fazer, a viver com os outros e a ser.

No PRODHE, uma iniciativa destinada a 120 alunos de 8 a 16 anos, os adolescentes têm autonomia para organizar torneios, assumir compromissos, controlar e justificar suas faltas. Existe um sistema concreto em que eles vivenciam as causas e consequências de boas e más condutas. “Tudo é vivido”, destaca a coordenadora. “Assim, construímos um sistema em que eles percebem a importância dos valores para a organização social”, explica Paula, que considera um erro da educação tradicional acreditar que o desenvolvimento da conduta e das relações sociais é construído a partir de discursos e lições de moral.

Em uma trajetória de 19 anos de trabalho, com parceria técnica do Instituto Ayrton Senna, o PROHDE tornou-se um centro de referência no tema, com papel estratégico de sistematizar, disseminar conhecimentos e formar educadores, fatores que levaram o programa a fazer parte da assessoria metodológica da Rede Esporte pela Mudança Social (REMS), uma organização que congrega mais de 50 instituições com o compromisso de trabalhar o esporte em prol do desenvolvimento humano.

Vivendo e aprendendo a jogar
Entre as entidades que integram o REMS está o Instituto Compartilhar, idealizado em 2003 por Bernardo Rocha de Rezende, mais conhecido como o técnico Bernardinho da seleção brasileira de vôlei. “Bernardinho sempre acreditou que a grande transformação aconteceria na escola”, explica Luiz Fernando Nascimento, o Nando, gerente-executivo do instituto. Com base nessa crença, eles desenharam uma estratégia inovadora e levaram o vôlei para as escolas públicas, com aulas no contraturno e o envolvimento de professores da própria rede de ensino. “Queríamos que a escola fosse reconhecida como a célula de transformação”, diz Nando.

Ponto para eles: o plano deu certo e hoje o Compartilhar atua em vários estados (Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Norte), tem 41 núcleos e atende aproximadamente 4 mil crianças e adolescentes. Não são apenas os estudantes que ganham com essa iniciativa. Ao longo dos 11 anos de existência do instituto, Nando observa que a prática do vôlei, no formato desenvolvido por eles, contagia os professores de sala de aula, a direção das escolas e as famílias, que se surpreendem não apenas com o desempenho dos alunos em quadra, mas também com novos padrões de comportamento que se refletem em outros ambientes. “Nosso projeto é muito mais do que jogar bola”, destaca Nando. “Usamos o esporte como pano de fundo para ensinar a ganhar, perder, arriscar e tomar decisões, tarefas que são difíceis de realizar na vida real”.

Quem convive com Michael Jackson Júnior, de 15 anos, percebe as mudanças. Ele era agressivo, problemático dentro e fora da sala de aula, sem nenhum controle. “Sabia que ele vivia numa situação de risco”, conta Luciene Rodrigues Soares, educadora e vice-diretora aposentada da Escola Municipal Monsenhor Joaquim Honório, em Natal, no Rio Grande do Norte, onde conheceu Michael. Há dois anos, ao perceber que ele gostava de esportes, Luciene convidou o menino para ir ao instituto. Ele aceitou imediatamente e foi recebido pelo professor Simplício Silva, que, embora diante de um garoto indisciplinado, acolheu-o e atribuiu a ele responsabilidades.

Michael conta que era tão nervoso que chegava a chorar de raiva e brigava, principalmente quando o chamavam por apelidos. “Me ofendiam tanto que eu não queria mais ir à escola e fui até reprovado por faltas”, lembra o garoto, cuja atitude mudou e, como consequência, os xingamentos pararam. Hoje ele tem autoestima, ajuda a avó nos afazeres, nas horas vagas auxilia seu Ernani, dono de uma loja de tintas, quer fazer supletivo (está ingressando no 7º ano), sonha em estudar Letras, porque gosta das músicas americanas, e frequenta o instituto graças à dedicação de Luciene, que o leva semanalmente às aulas. A educadora aposentada ainda supervisiona os estudos de Michael, aconselhando-o e acompanhando-o em todos os sentidos. “Ajudar esses meninos não deixa de ser magistério”, acredita.

Mais do que uma válvula de escape
No Instituto Reação, associação criada também em 2003 pelo judoca medalhista Flávio Canto, na comunidade da Rocinha, no Rio de Janeiro, é comum que mães, escolas ou órgãos tutelares encaminhem adolescentes ao programa devido a mau comportamento. “Esse tipo de pensamento mostra que pais e educadores têm consciência de que o esporte ajuda”, explica Joana Passos Miraglia, psicóloga e coordenadora-executiva do instituto. Por treinar atletas de alto rendimento, muitos procuram o Reação com o objetivo de ver os filhos vencendo na vida por meio do esporte. Exatamente como aconteceu com Rafaela Silva, que nasceu na Cidade de Deus, pisou nos tatames do Reação com 8 anos e, depois de muita luta, conseguiu o título de primeira mulher campeã mundial de judô do Brasil.

Os números, no entanto, provam que ser campeão não é para todos. Entre mil alunos matriculados no instituto, sete integram a seleção brasileira de judô. Para Flávio Canto, porém, o maior objetivo é transformar vidas e formar vencedores fora do tatame. Por isso, o instituto equilibra exercícios técnicos e táticos da modalidade com atividades de desenvolvimento humano. Joana Miraglia vê no judô um instrumento privilegiado para trabalhar a educação integral, por ter princípios tradicionais de valorização, respeito e disciplina.

Atualmente, o instituto está inserido em cinco polos carentes do Rio de Janeiro e reúne histórias bem-sucedidas. A psicóloga lembra-se de João Lucas, um rapaz que tinha dois sonhos: construir um quarto para os pais, já que dormia na sala, junto deles, e ser advogado, aspiração que substituiu o objetivo de ser faxineiro como o pai. Hoje ele comemora a reforma da casa e o ingresso na faculdade de Direito. Quem entra no instituto participa das oficinas de arte, ciência e tecnologia. Os alunos que se destacam têm chance de bolsas de estudos em escolas e universidades particulares. “Um dos nossos desafios é promover interação entre as classes sociais através do esporte”, explica a coordenadora. “Dessa forma, também lutamos contra a desigualdade”, acredita.

Ao mesmo tempo em que o esporte pode ser uma ferramenta poderosa de integração, sociabilidade e desenvolvimento pessoal, Felipe Pitaro, coordenador pedagógico da Gol de Letra, ONG criada em 1998 pelos ex-jogadores de futebol Raí e Leonardo, alerta para o perigo de se ver o esporte como uma tábua de salvação para todos os problemas. “Se não for usado da maneira correta, o esporte pode gerar frustrações, porque nem todo mundo vai ser um Neymar”, adverte. “A educação física e o esporte não são atividades prazerosas por natureza. Elas demandam esforços, habilidades específicas e evidenciam o corpo, que é uma propriedade muito particular de cada um”, observa.

O especialista explica que o esporte mal-orientado pode trazem problemas físicos e afetivos. Além disso, alerta que o prazer é um elemento individual e o gosto pela prática esportiva não atinge todas as pessoas. “Essa ideia de que o esporte faz bem é quase um mito”, diz Pitaro. Diante da complexidade que envolve o tema, as aulas da Gol de Letra partem de uma conversa com o grupo, durante a qual as funções de cada participante são acordadas, ou seja, todos participam, mas em funções nas quais se reconheçam. “Acreditamos que o currículo é um orientador, mas ele precisa ser discutido, vivido, atribuído, e não imposto. Para nós, isso é educação integral”.

Alunos entre 7 e 14 anos que ingressam no programa sabem que não estão ali simplesmente para “bater uma bola”. Os encontros envolvem atividades de expressão oral e escrita, culturais, artísticas, corporais e esportivas. Assim, todos têm acesso a uma variedade de práticas para que possam escolher o que realmente gostam. Foi o que aconteceu com Laura Maria Araújo Bernardo, que ingressou na unidade do Caju, no Rio de Janeiro, com 10 anos, participou de tudo e hoje, com 15 anos, é monitora.

Laura conta que está mais segura e confiante. “Eu não conseguia expor minhas opiniões, me deixava levar muito facilmente e também era estourada”, relata. “Aprendi a me impor e a lidar com as situações.” Lucas Toquer dos Santos Clementino, 16 anos, também colhe os frutos de ter frequentado a ONG. Ele lembra que ia forçado pela irmã, que viu na Gol de Letra uma alternativa para não ficar à toa. Se, no início, para ele era um engodo deixar os amigos da rua para participar das atividades, hoje pensa de maneira diferente. “Aqui é a minha segunda casa”, define o garoto, que também é monitor e frequenta a Gol de Letra para estudar e fazer pesquisas escolares. Lucas e a Laura destacaram-se na fundação e foram escolhidos para um intercâmbio na França. “Estou ansioso, pensando em como vai ser”, conta Lucas, que mora na comunidade carioca do Caju. “Nunca saí do Rio de Janeiro, agora vou para São Paulo e França. Minha irmã tá felizona!”.

Os benefícios do esporte despertam os sonhos até mesmo de quem nasceu cercado de cuidados, afeto e oportunidades. Pedro Araújo tem 15 anos, estuda em um colégio particular de São Paulo, cresceu vendo o pai, Henry Araújo, jogando tênis no clube e, desde os 8 anos, pratica a modalidade. Como o esporte por si só não resolve todos os problemas, foi na escola da tenista Suzana Silva, atleta e treinadora, que tem uma metodologia voltada para a educação integral, que o adolescente virou o jogo em apenas seis meses de treino. “Antes eu pensava em ser jornalista ou advogado, agora já me questiono se não posso ser mais”, diz Pedro ao levantar à hipótese de abraçar o esporte como profissão.

O pai observa que ele está mais extrovertido, seguro, motivado, tem mais iniciativa e está administrando melhor suas escolhas. Suzana Silva, que contribuiu para a transformação de muitos adolescentes além de Pedro, atua em duas escolas particulares de São Paulo. Em uma delas, o projeto de levar o tênis aos alunos deu tão certo que a direção inseriu as aulas no currículo, em vez de oferecê-las apenas no contraturno. “O esporte ajuda quando vai além da imposição de regras e é capaz de levar à reflexão”, afirma Suzana.

Fonte texto: Reportagem de Silvana Azevedo para a Revista Pátio Nº21 de junho/2014

Disponível em: http://www.grupoa.com.br/revista-patio/artigo/10467/educacao-em-jogo.aspx

Sports for Community: analista de projetos do Instituto Compartilhar, Ana Elisa Caron, busca experiências nos EUA

Analista de projetos do Instituto Compartilhar, Ana Elisa Caron, está entre os participantes do programa Sports for Community.

A analista de projetos do Instituto Compartilhar, Ana Elisa Caron, está entre as selecionadas para participar do Sports for Community. O objetivo principal deste programa é aprimorar conhecimentos de profissionais na área esportiva social no Brasil, levando-os a fazer um intercâmbio com outras organizações que trabalham na mesma área nos Estados Unidos.  Os participantes serão orientados por um mentor americano de uma organização privada ou sem fins lucrativos, nos meses de outubro e novembro deste ano.

Após o intercâmbio, o programa terá continuidade no Brasil até novembro de 2015. Durante este período, os participantes receberão apoio para implementarem projetos com o conhecimento adquirido na viagem. Com a oportunidade, Ana pretende contribuir com o desenvolvimento humano por meio do esporte e o ensino de valores. “A possibilidade de troca de experiências é sempre positiva, mas a característica principal deste programa é que ele é completo. Você vai, conhece e depois aplica o conhecimento obtido dentro de cada realidade”, explicou Ana entusiasmada.

A organização responsável pelo Sports for Community nos EUA é a Partners of the Americas. No Brasil é chamada por Companheiros das Américas e está entre as entidades da Rede de Esporte pela Mudança Social (Rems). O Instituto Compartilhar também integra a Rems e descobriu o programa por meio da rede. Além de Ana Elisa, integrantes da Urece, Instituto Barrichello Kanaan, Associação Luta Pela Paz, Instituto Trevo, Instituto Guga Kuerten e da Rems passarão pela experiência.

Em 2013, Ana ministra Clínica de Minivôlei em Natal/RN.

O esporte é capaz de gerar consequências positivas na vida das pessoas, como a integração social, e tem efeitos na promoção de ideais como paz, solidariedade e justiça. Estes dados constatados pela Organização das Nações Unidas (ONU) só reforçam a importância do programa Sports for Community. O Instituto Compartilhar, por meio da plataforma Efeito Esporte (www.efeitoesporte.com.br), busca divulgar a comprovação dos resultados benéficos do esporte e apresenta informações oriundas dos seus projetos socioesportivos (http://www.efeitoesporte.com.br/).

Fotos: Divulgação IC.

Fonte textos: Partners of the Americas e Rede Esporte pela Mudança Social.

http://www.partners.net/partners/Sport_for_Community.asp

http://rems.org.br/index.php/programa-de-intercambio-sports-for-community/

Max Braga é o novo gestor de conhecimento do Instituto Compartilhar

Maxwill Braga, Max, compõe equipe do Instituto Compartilhar como gestor de conhecimento da entidade.

A equipe de trabalho do Instituto Compartilhar ganhou mais um membro. Maxwill Braga, ou Max, como é chamado pelos colegas, é bacharel em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília e mestre em Educação e Globalização pela Universidade de Oulu da Finlândia. Depois de passar por experiências positivas durante sua carreira profissional, principalmente na área de projetos educacionais, Max começa uma nova história como gestor de conhecimento do Instituto Compartilhar. As perspectivas são estimulantes para ele e o novo membro já está engajado nos projetos da instituição.

Max tem como característica a procura por novos desafios. Antes mesmo de cursar a faculdade, realizou um intercâmbio nos Estados Unidos e além de aperfeiçoar seu inglês, pôde conhecer mais sobre a cultura do país. Durante a graduação, estagiou na Divisão de Temas Educacionais do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e na Secretaria de Comércio e Serviços do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Em seu mestrado, permaneceu dois anos na Finlândia e nas férias teve a oportunidade de estagiar na Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), em Brasília.

Antes de entrar no Instituto Compartilhar, em junho deste ano, Max ainda trabalhou em duas organizações sem fins lucrativos: o Instituto Avaliar de Belo Horizonte/MG e Parceiros Brasil – Centro de Processos Colaborativos -, no Rio de Janeiro/RJ. Nesta última instituição participou do programa “Educação para Paz” que tem como objetivo a resolução de conflitos nas escolas públicas de ensino fundamental da capital fluminense. Entre outros temas, Max lecionava sobre gestão de emoções, tipos de conflitos e comunicação não violenta.

O primeiro contato de Max com o trabalho desenvolvido com os alunos do Instituto Compartilhar foi no projeto Vôlei em Rede, nos Núcleos Rio/RJ.  Ele ficou encantado com a Metodologia Compartilhar de Iniciação ao Voleibol e destacou o ensino de valores. “Achei fantástico! A rede é menorzinha, os professores são sensacionais, tudo é organizado e o material excelente”, observou. “Os alunos não brigam, se respeitam e têm autonomia para organizar as quadras para a aula. Nunca tinha visto essa metodologia. Achei que funciona muito bem!”, ressaltou.

Em Curitiba, Max visitou o Núcleo Central do projeto Núcleos de Iniciação ao Voleibol no Paraná e até jogou algumas partidas de voleibol com as crianças e adolescentes. O clima foi de alegria e descontração. Curitiba também é sede do escritório administrativo do Compartilhar, onde Max passará a maior parte de seu tempo.

O gestor de conhecimento está envolvido em projetos novos, atendendo às demandas estabelecidas pelo Planejamento Estratégico Participativo realizado no início do ano. As Clínicas IC passaram a ser administradas por ele, bem como a produção de pesquisas científicas sobre as experiências do Instituto Compartilhar com o esporte. Max também coordena a implantação da plataforma Muuvit no Brasil, uma parceria do Instituto Compartilhar com a organização Muuvit Health and Learning Oy Ltd. que tem apoio da Embaixada Finlandesa, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e da Rede de Esporte pela Mudança Social (REMS). Esse projeto está em fase inicial e tem como objetivo estimular os estudantes do ensino fundamental a adquirirem um estilo de vida saudável.

Max é mineiro, mas já está se adaptando muito bem a Curitiba. Teve a oportunidade de passear nos parques e disse estar gostando da nova cidade: “é limpa e as pessoas são educadas”, afirmou. Nas horas vagas, Max não deixa de lado a prática da atividade física e contou alguns de seus hobbies. Ele costuma andar de bicicleta, correr, jogar tênis e, quando possível, vôlei de praia. Além disso, não dispensa os jogos de tabuleiro, filmes, teatro e um bom livro para ler.

Fotos: Divulgação IC. 

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